Finep lança Edital do Programa INOVADOC

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) tornam pública a presente Seleção Pública para o fomento de projetos de inovação oriundos de pesquisas científicas avançadas, visando sua introdução no mercado e comercialização. As propostas poderão ser submetidas por pessoas físicas ou por empresas e os projetos deverão ser coordenados por doutorandos, doutores ou pós-doutores. O programa é voltado para soluções com Nível de Prontidão Tecnológica (TRL –Technology Readiness Level) 6 ou superior, que tenham, a princípio, minimamente um protótipo validado em ambiente relevante ou operacional.

O Programa Finep INOVADOC é uma nova iniciativa que tem por objetivo a transferência de tecnologias já consolidadas em universidades, centros de pesquisas e demais Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs) brasileiras para empresas. O Programa integra um conjunto de programas de apoio a empresas com faturamento inferior a R$ 90 milhões, incluindo os programas Centelha, Finep Start-Up e Inovacred. Deste modo, a Finep consolida um fluxo de possibilidades de financiamento para essas empresas, permitindo contemplar desde o empreendedorismo inovador, projetos de maior risco tecnológico, investimento e crédito, até a introdução de lote pioneiro e comercialização de novos produtos, processos e serviços no mercado.

O prazo para submissão de proposta é até o dia 27 de abril de 2023. Para cada linha temática serão alocados até R$ 12.500.000,00 (doze milhões e quinhentos mil reais).

Linhas temáticas

Linha temática I – Biotech: projetos que utilizem sistemas vivos e organismos para desenvolver ou produzir produtos, ou qualquer aplicação tecnológica que use sistemas biológicos, organismos vivos ou seus derivados para fazer ou modificar produtos ou processos para uso específico.

Linha temática II – Nanotech: projetos que utilizem tecnologia de manipulação de átomos e moléculas a partir de operações em nanoescala para criação de novos materiais, produtos ou processos através da reestruturação atômica.

Linha temática III – Healthtech: projetos que desenvolvam equipamentos médicos, pesquisa farmacêutica, pesquisa genômica e bancos de germoplasma, desenvolvimento de exames ou equipamentos vestíveis, entre outros projetos que tenham por objetivo solucionar problemas do setor da saúde.

Linha temática IV – Agritech: projetos que desenvolvam soluções em agricultura de precisão e fabricação de defensivos, bioinsumos e fertilizantes, entre outros desenvolvimentos que tenham por objetivo solucionar problemas da cadeia produtiva agrícola.

Acesse aqui o edital da FINEP.

Para dúvidas e demais informações entre em contato através do e-mail institucional da Equipe DRCT (FINEP): cp_inovadoc@finep.gov.br.

Orientações sobre o edital entre em contato através do e-mail: fapepi.ddct@gmail.com.

Fonte: FINEP

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Centelha PI concorre a prêmio Carnaúba Valley – Investimento em Startups

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O programa Centelha Piauí é finalista ao prêmio Carnaúba Valley na categoria Investimento em Startups. O Programa visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, a partir da geração de novas ideias, e disseminar a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

O Prêmio Carnaúba Valley é uma cerimônia anual de premiação organizada pela Comunidade de Startups, Tecnologia e Empreendedorismo da região norte do Piauí, a Carnaúba Valley, para reconhecer os atores de inovação que contribuem para o surgimento, desenvolvimento e consolidação de novos negócios digitais na região norte do Piauí. O Prêmio tem como objetivo incentivar e reconhecer o trabalho dos agentes no cenário empreendedor e de inovação da região norte do Piauí, assim como aumentar a visibilidade da Comunidade Carnaúba Valley atraindo mais pessoas para o ecossistema local de inovação.

O Centelha é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação CERTI e executada no Piauí pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (FAPEPI).

A FASE II – Votação Popular se encontra aberta e pode ser acessada aqui. Participe!

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CNPq lança nova chamada de apoio à pesquisa científica

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lança a Chamada CNPq nº 73/2022 – Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado – Programa Institucional de Bolsas de Pós-Graduação (PIBPG) – Ciclo 2023.

A iniciativa visa dar seguimento à diretriz de realinhamento da concessão de bolsas de pós-graduação do CNPq por meio de uma transição gradual do sistema de quotas de bolsas para o novo modelo de concessão, via Projetos Institucionais para Pesquisa na Pós-Graduação. atendendo à missão do CNPq de fomentar a pesquisa científica. Serão investidos, do orçamento do CNPq R$ 214 milhões.

As propostas devem ser apresentadas pelos Programas de Pós-Graduação (PPGs) que possuem bolsas de doutorado vencendo em 2023, provenientes do antigo modelo de quotas, e de mestrado concedidas na Chamada nº 25/2020 encerradas em 2022. A relação dos PPGs que podem concorrer a essa Chamada de manutenção de bolsas, via projetos institucionais, será divulgada em breve.

Os PPGs que podem concorrer às duas modalidades de bolsa (mestrado e doutorado) deverão submeter apenas uma única proposta a esta Chamada Pública, incluindo as bolsas do 1º e 2º semestres de 2023. As propostas devem ser enviadas por meio da Plataforma Integrada Carlos Chagas – PICC, no período entre 06/01 (data da disponibilização do Formulário de Propostas online) a 24/02/2023.

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CNPq, CISB e SAAB AB lançam chamada para bolsas no exterior

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O Acordo de Cooperação firmado entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileira (CISB) e a empresa Aeroplano Sueco Limitada (SAAB AB), definiu o lançamento da Chamada Pública CNPq/MCTI/CISB/SAAB AB Nº 72/2022, que busca financiar, com recurso previsto, o valor global de R$ 1,3 milhão.

Serão até 7 bolsas de Pós-doutorado no exterior (PDE) e até 3 bolsas de Doutorado-sanduíche no exterior (SWE) em instituições suecas para ampliar a colaboração científica e tecnológica entre grupos de pesquisadores brasileiros e suecos nas áreas de pesquisa apoiadas pela presente chamada. O prazo para submissão de propostas segue aberto até o dia 03 de março de 2023.

Dentre os pré-requisitos para a candidatura estão:

ser brasileiro; 

ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, atualizado até a data limite para submissão da proposta;

e estar cursando Doutorado no Brasil, se candidato ao Doutorado-Sanduíche no Exterior, e título de Doutor, se candidato ao Pós-Doutorado no Exterior, incluindo demais critérios de elegibilidade previstos nas normas específicas de cada modalidade, conforme RN-007/2018

As áreas de interesse da SAAB AB nessa chamada são:

a) Redes de comunicação: Soluções de comunicações e redes para aplicações automatizadas/autônomas.

b) Sistemas autônomos: Sistemas de sistemas (SoS), colaborações entre plataformas tripuladas e não tripuladas, incluindo suporte à decisão e replanejamento dinâmico. Conexão com fatores humanos e cockpit de piloto único. Conceitos de operação/Níveis de automação/Inteligência On-board/Sense-and-avoid/Microeletrônica e metodologia para sistemas reconfiguráveis embarcados/Autonomia/aeronavegabilidade/Certificação. Sensores/Fusão de dados de sensores/Gestão de Dados/Inteligência Artificial.

c) Engenharia Aeronáutica: Metodologias de avaliação de aerodinâmica instável no regime transônico, e uso de tais metodologias em análises aeroelásticas e previsão de cargas dinâmicas. Fluxo laminar; Tecnologias ativas para controle de fluxo; Arquiteturas de redes de sensores e acionadores; conceitos de design de asa laminar.

d) Propulsão: Gestão de energia. Gerenciamento de energia do motor / modelagem eficiente da interação entre o motor e o sistema do veículo. Previsão de fluxo de entrada de aeronaves, previsão de pluma de jato e aeroacústica usando métodos de simulação de fluxo de resolução de turbulência (CFD).

e) Materiais: Materiais multifuncionais nano-reforçados para aplicações aeronáuticas.

f) Desempenho humano: Incluindo interface homem-máquina, fatores humanos-segurança aérea/carga de trabalho/stress/consciência situacional/cockpits de nova geração/coordenação de tripulação.

Para saber mais sobre esta parceria clique aqui.

Veja aqui a chamada na íntegra.

Fonte: CNPq

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Professores da UFPI são designados como coordenador e coordenador adjunto de área da Capes

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) designou o professor Dr. Edson Cavalcanti da Silva Filho, pesquisador da Universidade Federal do Piauí (UFPI), como coordenador adjunto da área de avaliação em Materiais. Um total de 50 áreas de avaliação receberam coordenadores adjuntos designados por meio de portaria publicada neste 22 de dezembro, no Diário Oficial da União.

“Esta nomeação é fruto do trabalho realizado junto ao Programa de Pós-graduação de Ciência e Engenharia dos Materiais da UFPI e nas diversas comissões que participamos na Capes nos últimos quatro anos”, afirma o professor Dr. Edson.

O coordenador da área de avaliação em Materiais também é docente da UFPI, o professor Dr. Edvani Curti Muniz. O pesquisador foi nomeado como coordenador pela atuação no Programa de Pós-graduação de Ciência e Engenharia dos Materiais da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR), onde é professor permanente. A portaria de nomeação foi publicada no último dia 28 de novembro pela Capes.

Professor Dr. Edvani Muniz e professor Dr. Edson Cavalcanti, respectivamente.

Na educação superior, o assessoramento científico prestado à Capes é realizado através dos coordenadores das diversas áreas de avaliação, escolhidos entre profissionais de reconhecida competência, atuantes no ensino de pós-graduação e na pesquisa.

A Coordenação de Área da Capes desponta como umas das atividades mais relevantes do sistema nacional de pós-graduação, uma vez que tem a responsabilidade de proceder com as avaliações e fomentar a pós-graduação e os respectivos cursos de mestrado e doutorado vinculados.

Os coordenadores de área são consultores designados para, em um período de três anos, coordenar, planejar e executar essas atividades das respectivas áreas junto à CAPES. Entre as atribuições, deliberam sobre propostas de cursos novos e notas atribuídas na avaliação periódica dos programas de pós-graduação.

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FAPEPI comemora 29 anos de amparo à pesquisa no Piauí

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A Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI) completa em 2022 seus 29 anos de existência. Criada pela lei Nº 4.664, de 20 de dezembro de 1993, após grande mobilização de professores e pesquisadores do estado, comemora-se este ano quase três décadas de investimento na pesquisa científica e inovação que tem gerado muitos frutos para o desenvolvimento do Piauí.

Confira a live de comemoração aos 29 anos da FAPEPI.

A FAPEPI, ao longo desses anos, vem cumprindo uma agenda de prioridades a fim de propiciar o ambiente para o fomento do desenvolvimento científico, tecnológico e inovação do Estado. Como única agência de fomento do Piauí, vem propiciando a ampliação de suas metas, manteve seus programas institucionais em plena execução e firmou parcerias de cooperação técnica com órgãos da administração estadual, federal e de outros países. 

Os investimentos aplicados em seus programas subsidiaram atividades desenvolvidas por pesquisadores das instituições de ensino e pesquisa do Piauí, como o financiamento de projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, concessão de bolsas de apoio à pesquisa e de pós-graduação, o intercâmbio do conhecimento científico e/ou tecnológico, como a participação em eventos científicos e tecnológicos, publicações e divulgações científicas e ainda a realização de eventos científicos e tecnológicos. 

Com todo esse esforço, a FAPEPI vem continuamente trabalhando na construção de novas parcerias a fim de garantir a alocação de recursos financeiros para investir em CT&I, com o propósito de promover a consolidação do desenvolvimento científico, tecnológico e inovação do Estado, com vistas a alavancar a execução do projeto de fomento à inovação e competitividade.

Vídeo institucional da FAPEPI.
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FAPEPI participa da formatura da primeira etapa da UAPI

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Na noite da última segunda-feira, 19, mais de 600 concludentes do curso de Bacharelado em Administração, da 1ª etapa da Universidade Aberta do Piauí (UAPI), receberam o grau de bacharéis no Centro de Convenções de Teresina, em uma solenidade híbrida, transmitida pelo Canal Educação, aos 60 polos que comemoram o encerramento do ciclo.  

A solenidade contou com a presença dos representantes das Instituições que construíram a UAPI: Universidade Estadual do Piauí (UESPI), a Unidade certificadora; Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (FAPEPI), que é responsável pelo pagamento das bolsas; e Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), que é a responsável pela implantação e manutenção dos polos, além do gerenciamento de todo o sistema.

Também estiveram presentes a deputada federal, Rejane Dias, e o deputado estadual, Fábio Novo, os agentes educadores que atuaram no dia a dia em sala de aula, além dos demais convidados do Poder Legislativo e os mais de 360 formandos e familiares, que representavam os polos.  

“Eu fiz o vestibular da UAPI com o objetivo de melhorar. Eu já sou funcionário público,  concursado da área da saúde lá no meu município, mas estou vendo, no fim do curso, a possibilidade de melhorar, ainda mais, a minha colocação dentro e até fora do município que eu trabalho”, disse José Onecifro, do polo de São João da Serra, que é motorista de ambulância, criador de gado e, agora, bacharel em Administração.  

José foi escolhido para ser o orador da turma de todos os polos e representou, em sua fala, os sonhos que iniciaram quando eles decidiram ingressar em um curso superior. “É muito bom olhar para trás, lá em 2017, quando mais de 10 mil candidatos concorreram a 3 mil vagas ofertadas pela UAPI. Nós conseguimos aprender muita coisa e não custa deixar de lembrar da importância da Universidade no seu empenho em favorecer a universalização do Ensino Superior no Piauí. Isso é, para todos os piauienses, motivo de muito orgulho, assim como todas as políticas públicas que oferecem Educação como tem que ser: pública, gratuita, de qualidade, libertadora e propiciadora de autonomia”, disse o orador.  

Fonte: SEDUC

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MCTI e Finep lançam Chamada Pública para implantação de espaços lúdicos e científicos

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep lançam Chamada Pública visando o fomento de projetos para apoiar a implantação de espaços lúdicos e interativos que explorarem temas de diferentes áreas do conhecimento, integrando a ciência aos brinquedos, levando as brincadeiras de criança ao mundo da ciência, física, matemática, educação ambiental, sustentabilidade e cidadania.
A temática das Praças da Ciência incorpora-se nas cidades contemporâneas, visando contribuir com a inclusão, socialização, acessibilidade, mobilidade e lazer associado ao conhecimento, à diversão e à criatividade. As Praças da Ciência são voltadas para crianças, jovens e adultos com ou sem deficiência e doenças raras, de forma a contemplar todas as diferentes classes sociais, nas cidades brasileiras, estando alinhadas com as políticas públicas de projetos acessíveis de baixo custo.

OBJETIVO
Essa Seleção Pública integra os esforços do Programa de Ambientes de Inovação MCTI Finep e objetiva conceder recursos não reembolsáveis a instituições científicas e tecnológicas (ICTs) para apoiar projetos que promovam a implantação de Praças da Ciência em municípios de todas as regiões do Brasil por intermédio de projetos acessíveis de baixo custo voltados para crianças, jovens e adultos com ou sem deficiência, incentivando a formação de Parcerias Público Privadas, criando espaços lúdicos e interativos que explorem temas de diferentes áreas do conhecimento, integrando a ciência aos brinquedos, levando as brincadeiras de criança ao mundo da ciência, educação ambiental, sustentabilidade e cidadania.

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Prorrogado o prazo da chamada ERC-CONFAP-CNPq-2022 até janeiro de 2023

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O Conselho Nacional de Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), prorroga o prazo para submissão de propostas da chamada ERC-CONFAP-CNPq 2022. O prazo inicial para as submissões de propostas era até esta quinta-feira (15) foi alterado para o dia 12 de janeiro de 2022.

A chamada é lançada no âmbito do Acordo de Implementação (Implementing Arrangement) assinado entre a Comissão Europeia e o CONFAP, em outubro de 2016, e inclui o CNPq por meio do Arranjo Administrativo (Administrative Arrangement) assinado entre as instituições, em novembro de 2021.

Pesquisadores do Brasil com título de doutorado e ativos poderão participar de projetos multidisciplinares na fronteira do conhecimento, fomentados pelo Conselho Europeu de Pesquisa, em países que fazem parte da União Europeia ou associados.

Modalidades de apoio

As Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) participantes da chamada, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), ou o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) irão cobrir as despesas de viagem dos pesquisadores;

Os projetos fomentados pelo ERC poderão cobrir outros custos, como diárias e/ou outros custos diretamente ligados à implementação do projeto coordenado pelo ERC Grantee (Coordenador do projeto financiado pelo ERC).

As propostas aprovadas poderão ser realizadas em um período contínuo ou dividido em visitas curtas. Os pesquisadores continuarão a receber seus salários e/ou bolsas de acordo com os termos e condições de suas instituições no Brasil.

Para saber mais acesse o edital da chamada.

Para mais informações acesse a página do CONFAP.

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Estudo destaca diversidade de estruturas de flores no Piauí

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O conjunto da fauna e da flora do Piauí é considerado muito diverso devido à localização do estado, que é influenciado pelos domínios florísticos do bioma amazônico, do cerrado e da caatinga. Aqui se destacam a caatinga e o cerrado do Nordeste, além de muitas regiões de transição. Essa diversidade resulta em uma paisagem composta por mosaicos de tipos vegetacionais e grande riqueza florística. Esta variedade implica em um grande potencial para pesquisas e desenvolvimento científico e tecnológico.

Dentre as diversas famílias de plantas que ocorrem no Piauí, a Leguminosae é a mais predominante em estudos. Trata-se de uma família de plantas com flor, com grande distribuição mundial, que inclui as espécies vulgarmente conhecidas por leguminosas, entre as quais predominam algumas das plantas cultivadas com maior importância econômica no mundo. Além disso, a maioria das espécies nativas utilizadas pela população piauiense para fins medicinais são leguminosas. Exemplos são a fava-d’anta, o sabiá, e o amargoso.

A flora do Piauí representa uma oportunidade promissora para o estudo das estruturas das espécies de leguminosas, principalmente se considerarmos que muitos autores concordam acerca da falta de conhecimento sobre a flora do nordeste, especialmente do Piauí. Nesse contexto, está em andamento o trabalho de pesquisa intitulado “Diversidade de estruturas secretoras florais em espécies de Leguminosae do Piauí”, que é coordenado pela professora Dra. Thais Cury de Barros, docente do departamento de Biologia na Universidade Federal do Piauí. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI) através do Edital Programa de Infra-Estrutura para Jovens Pesquisadores – Programa Primeiros Projetos (PPP), em parceria com o CNPq.

A equipe desse projeto é multidisciplinar, sendo composta pela professora Simone de Pádua Teixeira, anatomista da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto, professora Gardene Maria de Sousa, taxonomista da Universidade Federal do Piauí, professor Leonardo Maurici Borges, taxonomista da família leguminosae na Universidade Federal de São Carlos, professora Juliana Villela Paulino, anatomista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de alunos de graduação.

Em entrevista, a pesquisadora responsável pelo projeto relata que neste trabalho a equipe procura investigar a ocorrência de glândulas ou estruturas secretoras florais, buscando essas estruturas nas flores em espécies de leguminosas do Piauí. Assim, o primeiro passo foi selecionar 20 espécies que representam vários grupos da família Leguminosae e coletar as espécies no campo. O principal ponto de coleta foi o Parque Nacional de Sete Cidades.

As flores das plantas coletadas são então colocadas em frascos com uma solução chamada fixador, que preserva o material para estudos anatômicos futuros. No laboratório, essas amostras são processadas para a confecção de lâminas histológicas, que são lâminas com amostras de tecidos que podem ser estudadas no microscópio. As lâminas são então coradas, estudadas e interpretadas e, como resultado, é feita a caracterização anatômica de uma determinada espécie com suas respectivas estruturas secretoras. A partir desses resultados, obtidos na forma de imagens feitas no computador, se inicia então a parte interpretativa. O estudo dessa parte das plantas é essencial para diversas finalidades.

As estruturas secretoras ou as glândulas são muito importantes para a indústria farmacêutica e cosmética, já que é a partir destas estruturas que é produzida a maior parte dos princípios ativos que são utilizados em medicamentos fitoterápicos e cosméticos. O óleo essencial do alecrim, borracha da seringueira ou nas fragrâncias florais que estão contidas na perfumaria, por exemplo, são produzidas nestas pequenas estruturas das plantas.

As estruturas secretoras são muito diversas nas plantas, desde o formato até a natureza química do composto que é produzido. Por isso, o primeiro passo para que se possa entender essa diversidade, é obter a localização e a caracterização dessas estruturas na planta. “Nós sabemos que a flora do Piauí é muito rica e apresenta muitos tipos de formações vegetais e por isso é esperado que exista uma grande diversidade dessas estruturas nas plantas”, relatou a coordenadora do projeto.

A pesquisa sobre a temática apresenta desafios, como coloca a professora. “Assim, como toda área de pesquisa existem dificuldades, no escopo deste trabalho, o primeiro desafio é localizar e reconhecer as espécies de interesse no campo com ajuda de especialistas. Vale ressaltar que encontrar as espécies no seu período de floração é difícil, as plantas geralmente não estão floridas o tempo inteiro e encontrar a flor de  todas essas espécies não é fácil. No laboratório há também dificuldades que são parte do protocolo padrão, mas como as plantas possuem tecidos diferentes com texturas diferentes, os protocolos às vezes precisam ser adaptados para cada espécie. Então, os tempos de inclusão dos materiais varia para cada espécie, isso também faz com que esse trabalho seja vagaroso no laboratório. Não são resultados que são obtidos em poucos dias. São resultados que são obtidos durante meses”, relatou Thaís Cury.

A professora Thaís relata que a flora do Piauí é muito rica, porém, ainda pouco explorada a níveis mais profundos. “Então, essa pesquisa busca encontrar resultados inéditos sobre estruturas secretoras que ainda não estão descritas na literatura para essa família de plantas, e isso vai nos ajudar a compreender melhor as estratégias adaptativas dessas plantas em relação ao ambiente no Piauí”, conta a professora.

A diversidade dessas estruturas também irá ajudar a compreender melhor a relação entre os grupos de plantas e também sobre a evolução dessas próprias estruturas secretoras nas mesmas. Os resultados obtidos nessa pesquisa também irão servir como subsídio para futuros trabalhos sobre plantas medicinais. “Esse é o primeiro passo para nós localizarmos possíveis plantas que possam ter um interesse farmacêutico ou cosmético entre a diversa flora do Piauí ”, finaliza.

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