CONFAP Lança Chamada Transnacional Conjunta ORD – Apoio à Ciência Aberta

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O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o consórcio CHIST-ERA e a Comissão Europeia, anunciam o lançamento da Chamada Transnacional Conjunta ORD – Apoio à Ciência Aberta.

A chamada tem por objetivo apoiar projetos colaborativos de pesquisa e inovação voltados à Ciência Aberta, abordando temáticas ligadas a dados e softwares de pesquisa abertos ou compartilhados, em todas as áreas do conhecimento. O orçamento global disponível para a chamada é de aproximadamente 6 milhões de euros.
No Brasil, o apoio será concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) que participam da chamada.


Submissão de propostas

Para submissão de propostas, os pesquisadores brasileiros devem buscar parcerias internacionais. O consórcio do projeto de pesquisa deve ter no mínimo 3 parceiros, incluindo no mínimo 3 países que participam da chamada, são eles: Bélgica, Brasil, República Tcheca, França, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Eslováquia, Suíça, Turquia e Reino Unido.

Os candidatos brasileiros devem consultar as regras específicas de elegibilidade e modalidades de participação via CNPq ou via FAPs na página oficial da chamada. Acesse a íntegra da chamada e a plataforma de submissão de propostas em: www.chistera.eu/call-ord-announcement

Cronograma

Prazo para submissão de propostas: 14 de dezembro de 2022;
Aprovação de projetos: junho de 2023;
Início dos projetos aprovados: a partir de setembro de 2023.

Questões gerais e técnicas sobre a chamada podem ser esclarecidas com o Ponto de Contato Nacional do CONFAP: Elisa Natola (elisa.confap@gmail.com) ou do CNPq: Dileine Cunha (dileine.cunha@cnpq.br).

No dia 28 de novembro de 2022, será realizado o webinar informativo sobre a chamada. Para participar inscreva-se em: www.chistera.eu/call-ord-info-webinars.

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CAPES lança edital para Mestrado em Física para professores

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O Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (ProFís) recebe inscrições até a próxima quarta-feira, 05. O Edital oferece 606 vagas: 215 para o Nordeste, 126 para o Sudeste, 110 para o Sul, 99 para o Norte e 56 para o Centro-Oeste. A seleção está entre as doze autorizadas para a Chamada 2022/2023 do Programa de Mestrado Profissional para Professores da Educação Básica (ProEB), da CAPES.

Coordenado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF), o ProFís conta com 67 instituições associadas. O curso, entre outras capacitações, preparará os professores para aplicar técnicas atuais da área, como o uso de mídia eletrônica e recursos tecnológicos e computacionais no ensino da disciplina em sala de aula.

ProEB
Para melhorar a qualidade do ensino nas escolas da educação básica pública brasileira, o ProEB promove a formação continuada de professores, no nível de pós-graduação stricto sensu. Além disso, oferece uma rede nacional para cursos promovidos por instituições de ensino superior públicas de tradição e valoriza as experiências adquiridas com a prática. Desse modo, aponta perspectivas de mudanças e respostas aos problemas do cotidiano da escola e da sociedade.

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Inscrições abertas para Chamada pública ERC/CONFAP/CNPQ 2022

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O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) convidam pesquisadores do Brasil a buscar colaborações de pesquisa com pesquisadores doutores já apoiados por subsídios do Conselho Europeu de Pesquisa (ERC) financiados pela UE. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), receberá as propostas das candidaturas elegíveis no estado do Piauí, e apoiará com suporte financeiro para a viagem de intercâmbio do pesquisador. O prazo máximo para submissão de propostas será até dia 15 de dezembro de 2022.

A chamada é lançada a partir dos acordos de implementação estabelecidos entre a Comissão Europeia e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) para fornecer oportunidades de pesquisa na Europa para pesquisadores brasileiros, assinado em 13 de outubro de 2016. A chamada também é resguardada pelo Acordo Administrativo entre a Comissão Europeia, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), referentes aos mecanismos de apoio à cooperação UE-Brasil em atividades de pesquisa e inovação, assinados em 19 de novembro de 2021. 

Os pesquisadores elegíveis do Brasil

Podem submeter propostas os pesquisadores ativos no Brasil, detentores de título de doutorado, que estejam implementando atividades de pesquisa dentro de universidades, institutos ou centros de pesquisa brasileiros.

Os projetos financiados pelo ERC, buscando acolher os pesquisadores brasileiros, cobrem uma vasta gama de áreas científicas e foram selecionados pela Comissão Europeia e pelo ERC, nos seguintes painéis de avaliação:

  • Biologia Molecular e Estrutural e Bioquímica
  • Genética, Genômica, Bioinformática e Biologia de
  • Sistemas
  • Biologia Celular e do Desenvolvimento
  • Fisiologia, Fisiopatologia e Endocrinologia
  • Neurociências e Distúrbios neurais
  • Imunidade e Infecção
  • Ferramentas Diagnósticas, Terapias e Saúde Pública
  • Biologia Evolutiva, Populacional e Ambiental
  • Ciências da vida aplicadas e biotecnologia não médica
  • Matemática
  • Constituintes Fundamentais da Matéria
  • Física de matéria condensada
  • Ciências Químicas Físicas e Analíticas
  • Química Sintética e Materiais
  • Ciência da Computação e Informática
  • Engenharia de Sistemas e Comunicação
  • Engenharia de Produtos e Processos
  • Ciências do Universo
  • Ciência do Sistema Terrestre
  • Mercados, Indivíduos e Instituições
  • Instituições, Valores, Crenças e Comportamento
  • Meio Ambiente, Espaço e População
  • A mente humana e sua complexidade
  • Culturas e Produção Cultural
  • O estudo do passado humano
  • Sinergia

Os pesquisadores elegíveis deverão acessar o portal on-line, disponível no link, para realizar as inscrições e envio dos documentos exigidos no edital. 

Acesse aqui as Diretrizes da FAPEPI para submissão de propostas.

Para mais informações, assistência e suporte entre em contato através do e-mail disponível.

Mais informações sobre “equipes do ERC abertas ao mundo” acesse o link disponível.

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Espaço Agro é destaque da Feira do Empreendedor em Teresina

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O Espaço Agro, reunindo dezenas de tecnologias da Embrapa Meio-Norte, será um dos destaques da Feira do Empreendedor 2022. O evento começa nesta quinta-feira 08, às 16 horas, e termina no próximo domingo 11, às 22 horas, no Centro de Convenções de Teresina, na Avenida Marechal Castelo Branco, bairro Cabral.

Apresentando tecnologias como feijão-caupi ( feijão-de-corda) e feijão-mungo; arroz vermelho e negro; aquicultura, Sisteminha Embrapa-UFU-Fapemig, apicultura e meliponicultura; avicultura, ovinocaprinocultura, bovinocultura e sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a Embrapa Meio-Norte dividirá o Espaço Agro com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sebrae.


Acesso livre

“As tecnologias estarão à disposição em totens e tablets, numa proposta bem avançada, para quem precisar de informações e quiser empreender”, destaca Patrícia Rocha, supervisora de comunicação da Unidade. A estatal apresentará também duas palestras no evento. A primeira será hoje, das 18 às 19 horas, no mini auditório, com o tema Sisteminha-UFU-Fapemig. O analista Valdemir Queiroz dividirá a ação com Herbert Karpegianne, consultor do Sebrae.

A segunda, com a pesquisadora Patrícia Drumond, vai ser no dia 1O, das 17 às 18 horas, também no mini auditório, abordando as abelhas sem ferrão e as oportunidades de negócios para meios urbanos. Nesta, participam o professor Darcet Souza, da Universidade Federal do Piauí, e o produtor de mel Amorim da Silveira.

A Feira do Empreendedor 2022 terá espaços direcionados a oportunidades de negócios (franquias, máquinas e equipamentos, representação comercial, venda porta a porta e soluções digitais), atendimento, educação empreendedora, conhecimento, inovação, crédito e finanças, políticas públicas (Cidade Empreendedora), comércio, serviços, indústria, agronegócios, gastronomia e empreendedorismo kids.
As inscrições, de acordo com a coordenação, são gratuitas para visitantes, permitindo acesso a todos os espaços da feira e capacitações ofertadas.

Com informações da Embrapa Meio-Norte

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Tecnologias vão garantir alternativa alimentar para caprinos e ovinos

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Até dezembro de 2022 a Embrapa Meio-Norte inicia um projeto de transferência de tecnologia, no semiárido do Piauí, para melhorar a produtividade sustentável de caprinos e ovinos. O foco das ações será no avanço de alternativas de alimentos, com o uso de bioinsumos e irrigação, na produção de forrageiras e volumosos, de forma estratégica, garantindo, assim, alimentação aos animais no período mais seco do ano, que vai de setembro a dezembro.

O eixo do projeto será uma unidade de referência tecnológica, no campo experimental da Embrapa no município de São João do Piauí, a 458 quilômetros ao sul de Teresina. Produtores dos municípios de Dom Inocêncio, Nova Santa Rita, Bela Vista, Conceição do Canindé, São Francisco de Assis, Queimada Nova, Betânia, Jacobina, Paulistana, Pio IX, Picos, Geminiano e Itainópolis também receberão treinamentos.

Francisco Monteiro, o coordenador do projeto, disse que uma unidade de referência tecnológica “servirá de base de apoio para intercâmbio de produtores, dias de campo, visitas técnicas e parte prática dos cursos/treinamentos, quando serão disponibilizados materiais propagativos e insumos”.



Piauí é destaque

As capacitações, segundo ele, vão direcionar os criadores na produção e conservação de forragem, e no uso de boas práticas de manejo alimentar de caprinos e ovinos. O projeto foi lançado em junho deste ano, no município de Picos. A equipe de trabalho já visitou mais oito municípios, selecionando produtores.

Segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE, em 2020, o Piauí é o terceiro no ranking na produção de caprinos, com 1,9 milhão de animais. A Bahia permanece à frente, em primeiro lugar, com 3,6 milhões de cabeças. O Estado de Pernambuco é o segundo colocado, com um plantel de 3,1 milhões.

No Piauí, o município de Dom Inocêncio, no sudoeste, a 615 milhas de Teresina, concentra o maior número de caprinos: cerca de 50 mil animais. Quanto à criação de ovinos, o Estado está na quinta posição, com 1,7 milhões de cabeças. A Bahia continua na primeira posição, com cerca de 4,5 milhões de animais.

Com informações da Embrapa Meio-Norte

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Pesquisa da UFPI avalia potencial nutricional de alimentos orgânicos

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Professora Regilda Moreira-Araújo também é Pró-Reitora de Ensino de Pós-Graduação da UFPI
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Um projeto de pesquisa da Universidade Federal do Piauí (UFPI) está avaliando os benefícios nutricionais de frutas e hortaliças orgânicas na alimentação humana. Tendo à frente a pesquisadora Regilda Moreira Araújo, do Departamento de Nutrição/CCS, o estudo busca avaliar em que percentual os compostos antioxidantes aparecem em alimentos orgânicos em comparação com aqueles cultivados tradicionalmente. A pesquisa também irá investigar o quanto desses nutrientes são de fato absorvidos pelo organismo.

A primeira fase da pesquisa foi a validação dos compostos no laboratório, seguida pela simulação da digestão in vitro, por meio das enzimas, desde a fase inicial na boca até a fase intestinal.

“Através de uma simulação in vitro simulamos as etapas da digestão no laboratório para podermos observar como ocorre a absorção desses compostos no organismo. “Vamos verificar a bioacessibilidade dos compostos antes e após cada etapa da digestão, e assim podermos obter o que está acessível para absorção pelo organismo”, explicou a professora Regilda.

O estudo, iniciado em 2020, resultou em artigos científicos que trazem resultados para a pesquisa realizados com café, folha de hortelã-pimenta e alface-crespa. Segundo os artigos, os alimentos produzidos orgânicos apresentam vantagens de nutrientes como fenólicos totais, flavonoides e potencial antioxidante.

Até o momento, os artigos mostraram que o café torrado e moído orgânico apresentou valores relevantes de fenólicos totais, flavonoides e antocianinas, indicativo de maior potencial antioxidante, quando equiparado ao sistema convencional, que se apresentou superior apenas no teor de taninos.

Resultados parecidos foram encontrados na análise feita nas folhas da hortelã-pimenta, um alto teor de fenólicos totais, flavonoides totais e vitamina C. O resultado mostrou que a capacidade antioxidante desses compostos, o uso de folhas de hortelã-pimenta como temperos e especiarias, além de contribuir com aspectos sensoriais, pode ajudar na prevenção de doenças crônicas.

Nas alfaces crespas, o cultivo orgânico demonstrou um maior teor de proteínas, de fenólicos totais e maior atividade antioxidante em comparação com o cultivo convencional, que apresentou um maior teor de lipídios.

Bons resultados do estudo também são encontrados nas análises com cajuí, murici, oiti, carnaúba, banana, maçã, mamão, repolho roxo, alface, alecrim, manjericão, inclusive em plantas de outras regiões.

Resultados recentes comprovam que mesmo após as quatro etapas da digestão realizadas no laboratório, os compostos se mantiveram em um percentual elevado no organismo.

A pesquisadora explica que, por causa da alta exposição ao sol, os alimentos orgânicos produzidos no nordeste podem ter vantagem por dispor de solo rico em nutrientes, por exemplo, os compostos carotenóides, que dão cor alaranjada aos frutos.

A pesquisa pretende contribuir ainda para expandir o consumo desses nutrientes além da região em que são encontrados, para ajudar na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares entre outras. Uma das opções é a produção de biscoitos com esses nutrientes. “Além do benefício econômico, a incorporação dessas fibras na produção de alimentos pode oferecer opções para o consumo de forma variável atrativa e benéfica à saúde”, destaca a pesquisadora Regilda.

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CONFAP e DAAD lançam chamada para programa de auxílios a doutorandos brasileiros

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O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) abriu as inscrições ao programa de auxílio para estadias de pesquisa para doutorandos brasileiros com bolsa no país. Trata-se de um financiamento complementar à bolsa nacional concedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ou por uma Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa (FAP) participante do programa (vide lista abaixo), com o objetivo de viabilizar parte da pesquisa da tese na Alemanha. Os interessados poderão se candidatar até 30/09/2022 para estadias de pesquisa entre abril de 2023 e janeiro de 2024.

O novo edital traz uma boa notícia: a partir de 2022, os bolsistas de doutorado das FAPs do Mato Grosso, Amazonas, Paraíba, Ceará e Distrito Federal passam a poder se candidatar ao programa de auxílio do DAAD. Todos os detalhes sobre o financiamento, os requisitos e o processo de candidatura se encontram no edital no site do DAAD.

Os contemplados pelo programa podem permanecer na Alemanha por dois a seis meses (sem interrupção da vigência da bolsa da agência brasileira). Os estudantes podem escolher entre universidades, institutos de pesquisa, laboratórios ou bibliotecas para realizar pesquisas específicas, relevantes para o desenvolvimento da tese de doutorado.

No momento, 23 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) participam do programa de auxílio para doutorandos:

FACEPE – Pernambuco
FAPEAL – Alagoas
FAPEAM – Amazonas
FAPEAP – Amapá
FAPEG – Goiás
FAPEMA – Maranhão
FAPEMIG – Minas Gerais
FAPERGS – Rio Grande do Sul
FAPERJ – Rio de Janeiro
FAPERN – Rio Grande do Norte
FAPES – Espírito Santo
FAPESB – Bahia
FAPESC – Santa Catarina
FUNDECT – Mato Grosso do Sul
FAPERO – Rondônia
FAPT – Tocantins
Fundação Araucária – Paraná
FAPEPI – Piauí
FAPEMAT – Mato Grosso
FAPESPA – Amazônia
FAPESQ – Paraíba
FUNCAP – Ceará
FAPDF – Distrito Federal

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FAPEPI apoia pesquisa para motivação do tratamento da hipertensão arterial

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  • Post last modified:18 de agosto de 2022
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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco modificáveis para as doenças cardiovasculares com elevados custos de saúde e socioeconômicos. De acordo com o professor José Wictor Pereira Borges, responsável pelo projeto de pesquisa – Construção de banco de itens sobre motivação ao tratamento da hipertensão arterial – a baixa adesão ao tratamento é um dos principais fatores que dificultam o efetivo controle da pressão arterial. Cerca de 40% a 60% dos pacientes não fazem uso da medicação anti-hipertensiva prescrita, havendo um aumento dessa porcentagem nos países de renda baixa e em desenvolvimento.

Essa pesquisa é um recorte do projeto de “Instrumento de motivação ao tratamento da hipertensão arterial: desenvolvimento e validação”. Ele se caracteriza como estudo metodológico ancorado na Psicometria que segue três grandes pólos: teórico, empírico e analítico. E está sendo executada através do Programa de Bolsas de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), o projeto de pesquisa foi contemplado no Edital 002/2021. A equipe de pesquisa, é coordenada pelo professor José Wictor Pereira Borges, e conta com a pesquisadora assistente Haylla Simone Almeida Pacheco, os bolsistas Rebeca dos Santos Miranda de Oliveira e Leonardo da Conceição Pereira.

O panorama de altos índices de morbimortalidade e a baixa adesão ao tratamento no cenário tem alavancando reflexões de enfermeiros sobre o desenvolvimento e a utilização de estratégias de cuidado, prevenção, promoção da saúde e monitoramento. O pesquisador destaca que a adesão ao tratamento requer do indivíduo decisões compartilhadas e corresponsabilização com a família, profissionais e serviço de saúde, além da rede social de apoio. Desse modo, é necessário que haja motivação para essas tomadas de decisões.

“É um projeto de longo tempo, o método é composto por 7 etapas. A primeira foi desenvolvida com uma aluna do mestrado em saúde e comunidade. A segunda fase foi desenvolvida no primeiro ano de bolsa PBIC FAPEPI. A terceira estamos iniciando agora com a prorrogação da bolsa. A expectativa é que algum desses bolsistas de IC entre no mestrado para fazer as outras etapas como dissertação.” destaca o coordenador do projeto.  

O projeto se reveste de originalidade ao propor outra ótica para trabalhar com a adesão ao tratamento da HAS. Ao observar o contexto da adesão pela ótica da motivação ao tratamento, novos elementos de cuidado se apresentam a partir de um viés da psicologia positiva, e mostra outros caminhos que possam ser trilhados no cuidado às pessoas com HAS. Esse estudo ganha força com a aplicação da teoria da autodeterminação que permite compreender os reguladores de comportamento envolvidos na decisão de seguir ou não o tratamento. 

Ao final do projeto de bolsas, um banco de itens com qualidades conceituais e teóricas deve ser um instrumento de avaliação da motivação ao tratamento da HAS. O instrumento desenvolvido ao final do projeto será uma tecnologia avaliativa revestida de validação que poderá ser utilizada pelos enfermeiros no acompanhamento dessas pessoas. Os indicadores poderão direcionar o delineamento de ações de cuidado mais efetivas impactando na melhora da adesão terapêutica. O estudo servirá de referência para outros pesquisadores, nacionais e internacionais, por ser pioneiro na área e instrumento avaliativo mensurador da motivação ao tratamento da HAS. Essa pesquisa traz reconhecimento a uma tecnologia desenvolvida no Piauí.

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Projeto quer transformar o Piauí em grande exportador de frutas

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  • Post last modified:20 de setembro de 2022
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Dentro de quatro anos, o Estado do Piauí pode se consolidar como um dos grandes produtores e exportadores de frutas do Nordeste, a exemplo da Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. A Embrapa Meio-Norte (Teresina/PI) já começou a implantar um projeto de transferência de tecnologias e inovação em fruticultura, o ProFruti, nos polos dos Tabuleiros Litorâneos (Parnaíba), Platôs de Guadalupe (Guadalupe), Marrecas-Jenipapo (São João do Piauí) e Alto Canindé-Barragem Joaquim Mendes (Conceição do Canindé).

A acerola já é produzida em grande escala no polo Tabuleiros Litorâneos. Foto: Léa Cunha / EMBRAPA

A meta maior do projeto é aumentar em pelo menos 30% a produtividade e a produção de frutas, impactando positivamente, em cerca de 10%, o desenvolvimento regional. As áreas, segundo o pesquisador Valdemício Ferreira, que coordena o ProFruti, já estão sendo preparadas para instalações das unidades de referência tecnológicas. “O trabalho está avançando com o arado, gradagem, correção do solo, instalação dos sistemas de irrigação e preparação das mudas das fruteiras”, anunciou.

Já começaram também os treinamentos dos técnicos da extensão rural e de produtores. Serão realizados oito cursos, capacitando no mínimo 100 multiplicadores de informações tecnológicas. A previsão do pesquisador é de que até novembro deste ano as 23 unidades de referência tecnológicas estejam instaladas nos quatro polos. “O projeto quer transformar o Estado num grande polo produtor de frutas da região, como acerola, banana, goiaba, maracujá e uva”, espera.

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), com apoio direto da Câmara Setorial Estadual de Fruticultura, o projeto tem 13 planos de ação e uma equipe de 13 pesquisadores, dois analistas e três assistentes técnicos, além de parceiros especialistas em melhoramentos de plantas, irrigação e drenagem , fitopatologia, entomologia, pós-colheita, solo e nutrição de plantas e métodos quantitativos.

Os quatro polos de produção de frutas no Piauí estão instalados estrategicamente nas regiões norte, centro-sul e sudeste, com milhares de hectares explorados com milho, feijão e frutas. A ideia do ProFruti é adaptar e transferir tecnologias de cultivo, manejo, produção e agregação de valor às fruteiras tropicais ali cultivadas, para o desenvolvimento integrado e sustentável com inovação.
  

Fonte: Fernando Sinimbu (654 MTb/PI) / Embrapa Meio-Norte

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Pesquisa da UFDPar avalia impactos da pandemia entre a população idosa

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  • Post last modified:1 de agosto de 2022
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A pandemia da covid-19 se revelou um problema de saúde sem precedentes na história recente da humanidade e que logo no início atingiu de forma significativa especialmente as pessoas idosas em diferentes partes do mundo. No início da emergência sanitária, quando muitas pessoas ainda não tinham a real dimensão da gravidade da crise, a população idosa foi a grande vítima fatal do vírus pelo mundo, em especial na China e Itália, no primeiro semestre de 2020. 

A situação de crise sanitária mundial também suscitou questões éticas com relação ao direito à vida e à legitimidade dos direitos dos idosos. Como se já não fosse suficiente ter de lidar com as possibilidades de dificuldades a mais que a idade avançada pode trazer, como riscos de doenças, o grupo etário mais velho também é vítima de um conjunto de preconceitos conhecidos como idadismo, ou etarismo, um preconceito que leva estereótipos negativos para a velhice e que põe como ideal de vida uma eterna juventude, além de enxergar o idoso na sociedade como alguém improdutivo e que, por isso, pode ser descartado. Essa pandemia acentuou a culpabilização dos idosos por terem criado demanda para o sistema de saúde mais do que jovens, que são vistos como produtivos.

Levando em conta essas problemáticas, é um fato que as tensões impostas pela pandemia, como o medo de contaminação e a falta de recursos, fizeram emergir alguns debates, entre os quais o fato dos idosos terem sido considerados uma das principais preocupações nesse momento de crise. Nesse sentido, diante da escassez de estudos mais profundos acerca de como a qualidade de vida social dos idosos durante a pandemia foi afetada, foi aprovada pelo Edital 002/2021 da Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI), a pesquisa coordenada pelo professor Ludgleyson Fernandes de Araújo do departamento de Psicologia da Universidade do Delta do Parnaíba (UFDPar) intitulada “Qualidade de vida e representações sociais frente à pandemia da covid-19: Um estudo entre idosos brasileiros.”

A pesquisa é exploratória e descritiva, utiliza dados transversais e contou com a participação de 130 idosos com 60 anos ou mais de ambos os sexos, residentes no Brasil. O trabalho foi organizado em dois estudos: No Estudo I elaborou-se uma pesquisa sobre as representações sociais de idosos em relação à covid-19. No Estudo II realizou-se um estudo sobre a qualidade de vida na velhice. O objetivo central dos pesquisadores é que este conjunto de pesquisas possam oferecer subsídios para a elaboração de estratégias e a implementação de melhorias nas práticas psicossociais frente à qualidade de vida na velhice e suas implicações frente a covid-19, a fim de fornecer subsídios teórico-práticos para os serviços de assistência social e para as pessoas idosas frente à pandemia.

“O distanciamento social das famílias e dos amigos foi o que mais afetou os idosos durante a pandemia. A qualidade de vida também transparece na pesquisa estar associada à saúde e aos recursos financeiros. Além da solidão que também aparece muito como uma das coisas que afeta esse grupo”, relata Gutemberg Sousa, bolsista de iniciação científica.

Também foram objetos do estudo compreender como os idosos brasileiros elaboram suas vivências acerca da velhice; como atuam os fatores sócio-cognitivos relacionados à representação da qualidade de vida na velhice de idosos brasileiros; conhecer a estrutura das representações sociais da qualidade de vida e pandemia da covid-19; elaborar material educativo em saúde (cartilha informativa acerca da pandemia na velhice que sirva de orientação aos familiares, idosos, coordenadores de grupos de convivências para idosos, psicólogos e demais profissionais da área da saúde e da educação); desenvolver um aplicativo para smartphone gratuito (iOS e Android) com informações educativas em saúde sobre qualidade de vida e a covid-19 para ser usado por profissionais de saúde, cuidadores, familiares e os próprios idosos.

“Essa pesquisa que levamos a cabo tem parceria com a Universidad Católica del Maule, do Chile, e a Universidad de Zaragoza, na Espanha, onde temos feito uma pesquisa transcultural. Nós sabemos que grande parte dos nossos idosos sofreram um impacto muito grande, muitos inclusive vieram a óbito. Frente a isso, este trabalho tem dado uma contribuição bastante significativa porque nós temos entendido que a qualidade de vida está muito associada à forma como a saúde e as políticas públicas chegam às pessoas idosas. Muitos idosos relatam que vivem o seu envelhecimento de forma ativa, produtiva, com independência, mas por outro lado muitos deles sofreram impactos nas suas famílias, amigos, pessoas próximas, e isso tem causado certo sofrimento psíquico neles”, conta o professor Ludgleyson.  

Ao longo da pesquisa foi aplicado um questionário sóciodemográfico, com a finalidade de obter informações sobre idade, sexo, estado civil, etnia, renda, orientação sexual, religião, se já foi vacinado contra a covid-19; um teste de Associação Livre de Palavras (TALP), com o qual foi possível obter um conjunto de representações sociais sobre qualidade de vida e pandemia da covid-19 e uma entrevista semiestruturada, para compreender as percepções dos participantes sobre velhice, qualidade de vida e pandemia da covid-19.

Os pesquisadores agora buscam com os resultados obtidos fomentar o desenvolvimento de práticas educativas junto a comunidade de idosos através de palestras, seminários, para disseminar informações que alcancem todos os campos de atuação em que a pandemia da covid-19 na velhice possa estar presente, visando o enfrentamento das situações adversas; encorajar novas produções acadêmico-científicas nacionais e internacionais; incrementar a internacionalização da pesquisa com o grupo de investigação dos pesquisadores no “Núcleo de Pesquisa e Estudos em Desenvolvimento Humano, Psicologia Educacional e Queixa Escolar” no Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFDPar.

“É uma pesquisa que tem uma grande contribuição para dar à psicogerontologia brasileira, em particular ao Piauí, na medida que estamos descobrindo e trazendo dados recentes de como a chegada da pandemia afetou negativamente a vida dos idosos”, afirma o professor.

Os resultados alcançados e as contribuições transculturais vão contribuir para uma maior robustez teórica e conceitual acerca do envelhecimento e o enfrentamento da pandemia da covid-19 com dados empíricos gerados em nosso meio, bem como na intervenção eficaz para convivência saudável das pessoas idosas e as diferentes faixas etárias. “Gostaria de agradecer à FAPEPI pelo fomento dado à pesquisa piauiense, na forma dos editais de iniciação científica, em especial da Universidade Federal do Delta do Parnaíba. Esperamos que possamos futuramente firmar novas parcerias para a produção do conhecimento científico”, finaliza o professor Ludgleyson.

O termo “ageism” (ou etarismo) foi criado por Robert Neil Butler, gerontólogo, em 1969, para se referir à intolerância relacionada à idade. De lá para cá, o mundo seguiu vendo o envelhecimento da população mundial, com o aumento das expectativas de vida nos países. A expectativa de vida global aumentou de 64,2 anos (em 1990) para 72,6 anos em 2019, e deve chegar a 77,1 em 2050; e em 2018, pela primeira vez, pessoas com 65 anos ou mais superaram em número as crianças menores de cinco anos no mundo, segundo dados da ONU, divulgados em junho de 2019 pela Agência Brasil. Fato é que os idosos são os grandes responsáveis para a coesão social e a cultura, por serem os atores que testemunharam acontecimentos históricos e que trazem essa memória para a melhor compreensão da vida pelos mais jovens, além de ser uma população crescente devido a queda das taxas de fecundidade e aumento da expectativa de vida.

O site das Nações Unidas Brasil destaca algumas recomendações para essa faixa etária, entre elas: que nenhuma pessoa, jovem ou velha, é dispensável, e que os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos os outros; que embora o distanciamento físico tenha sido crucial nos piores momentos, não se pode esquecer que o mundo é uma comunidade e que todos estão ligados; que todas as respostas sociais, econômicas e humanitárias devem levar em consideração as necessidades dos idosos, desde a cobertura universal de saúde à proteção social, trabalho decente e pensões. O secretário-geral da ONU também disse que o mundo não deve “tratar as pessoas mais velhas como invisíveis ou impotentes.”

Continuar lendoPesquisa da UFDPar avalia impactos da pandemia entre a população idosa