Pesquisa busca bebida sabor café obtida da amêndoa da carnaúba

  • Post author:
  • Post category:Notícia
  • Post last modified:30 de agosto de 2022
  • Reading time:5 mins read

O Brasil é um país com destaque mundial devido a sua biodiversidade, que representa um potencial imensurável, porém o seu conhecimento ainda é restrito, negligenciado e não explorado de forma correta, gerando uma perda do que poderia ser aproveitado economicamente na flora nativa. Nesse contexto, destaca-se a espécie Copernicia prunifere, conhecida popularmente como carnaúba. 

A carnaubeira é uma palmeira típica do Nordeste brasileiro e uma importante fonte de renda através do extrativismo vegetal. No Piauí, estado que carrega a árvore como seu símbolo através do Decreto nº 17.378, de 25 de setembro de 2017, o foco da sua utilização é basicamente na produção da cera, apesar de ser uma planta que se pode aproveitar tudo. Seus frutos podem ser estimulados para o consumo dos indivíduos e alguns estudos analisaram que eles possuem importantes substâncias microminerais, macrominerais e substâncias bioativas. Mas geralmente são destinados para a alimentação de animais, sendo o uso na alimentação humana ainda muito baixo, restringido à extração do óleo ou na torrefação da amêndoa para extrair o pó e desenvolver mingaus. Em algumas localidades o pó substituiu o café.

Em execução através do Programa de Bolsas de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), o projeto “Bebida sabor café obtida da amêndoa da carnaúba (Copernicia prunifera): características físico-químicas, tecnológicas e nutricionais”,  contemplado no Edital 002/2021, ressalta que a utilização do fruto da carnaubeira para a elaboração de um novo produto será mais uma alternativa, das muitas possibilidades que essa palmeira já oferece para aqueles que sobrevivem através dela.

De acordo com o Projeto muitas empresas têm consciência das tendências de consumo, dessa forma buscam novos ingredientes para acrescentar aos produtos já existentes e aos que poderão ser desenvolvidos. A pesquisa destaca que uma  técnica viável é a elaboração de uma bebida sabor café a partir da torrefação e moagem da amêndoa do fruto, podendo utilizar-se o método convencional, que já é aplicado no café arábico, agregando valor ao produto e minimizando suas perdas. 

“Por se tratar de um fruto regional e que não tem muita utilização para a alimentação humana e sim mais na alimentação animal, conseguir desenvolver um produto através desse fruto seria algo que iria trazer novos postos de trabalho para a população que depende disso”, contou Ruthe bolsista do projeto.

A pesquisa avalia a composição físico-química, nutricional, os compostos bioativos, a atividade citotóxica da amêndoa da carnaúba em comparação ao café tradicional. A equipe de pesquisa, coordenada pela professora Stella Regina Arcanjo Medeiros em conjunto com as bolsistas Shelda e Ruthe e o aluno mestrando do PPPGAN/UFPI Fhanuel Andrade, está localizada no Campus Senador Helvídio Nunes de Barros, da Universidade Federal do Piauí, UFPI de Picos.

Não é à toa que ela é conhecida como a “árvore da vida”. Mediante a pesquisa bibliográfica sobre essa espécie nota-se que o fruto, apesar de ter compostos essenciais para o dia a dia da alimentação humana é, muitas vezes, desperdiçado. Frente a esse estudo e à agregação de valores ao fruto, são analisadas maiores evidências ao seu potencial tecnológico, agregando valor econômico.

O pó da amêndoa da carnaúba mostrou-se rico em minerais, apresentando valores maiores que a ingestão diária recomendada. Com a análise da composição centesimal realizada, foi possível detectar que esse pó é rico em carboidratos e lipídios, podendo ser um futuro alimento. Acredita-se que esses lipídios possam ter influências positivas no que diz respeito a nutrição, entretanto, ainda estamos em fase de análise de ácidos graxos. O produto também caracteriza-se como um alimento pouco perecível, com um elevado teor de acidez. A pesquisa ainda deve passar por análises toxicológicas mais precisas para assegurar o consumo da bebida. Futuramente, pretende-se desenvolver um sorvete a partir deste pó da carnaúba. Além disso, é importante que sejam feitos estudos do consumo deste pó em seres humanos, para que haja uma aplicabilidade tecnológica.

Continuar lendoPesquisa busca bebida sabor café obtida da amêndoa da carnaúba

Pesquisa da UFDPar avalia impactos da pandemia entre a população idosa

A pandemia da covid-19 se revelou um problema de saúde sem precedentes na história recente da humanidade e que logo no início atingiu de forma significativa especialmente as pessoas idosas em diferentes partes do mundo. No início da emergência sanitária, quando muitas pessoas ainda não tinham a real dimensão da gravidade da crise, a população idosa foi a grande vítima fatal do vírus pelo mundo, em especial na China e Itália, no primeiro semestre de 2020. 

A situação de crise sanitária mundial também suscitou questões éticas com relação ao direito à vida e à legitimidade dos direitos dos idosos. Como se já não fosse suficiente ter de lidar com as possibilidades de dificuldades a mais que a idade avançada pode trazer, como riscos de doenças, o grupo etário mais velho também é vítima de um conjunto de preconceitos conhecidos como idadismo, ou etarismo, um preconceito que leva estereótipos negativos para a velhice e que põe como ideal de vida uma eterna juventude, além de enxergar o idoso na sociedade como alguém improdutivo e que, por isso, pode ser descartado. Essa pandemia acentuou a culpabilização dos idosos por terem criado demanda para o sistema de saúde mais do que jovens, que são vistos como produtivos.

Levando em conta essas problemáticas, é um fato que as tensões impostas pela pandemia, como o medo de contaminação e a falta de recursos, fizeram emergir alguns debates, entre os quais o fato dos idosos terem sido considerados uma das principais preocupações nesse momento de crise. Nesse sentido, diante da escassez de estudos mais profundos acerca de como a qualidade de vida social dos idosos durante a pandemia foi afetada, foi aprovada pelo Edital 002/2021 da Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI), a pesquisa coordenada pelo professor Ludgleyson Fernandes de Araújo do departamento de Psicologia da Universidade do Delta do Parnaíba (UFDPar) intitulada “Qualidade de vida e representações sociais frente à pandemia da covid-19: Um estudo entre idosos brasileiros.”

A pesquisa é exploratória e descritiva, utiliza dados transversais e contou com a participação de 130 idosos com 60 anos ou mais de ambos os sexos, residentes no Brasil. O trabalho foi organizado em dois estudos: No Estudo I elaborou-se uma pesquisa sobre as representações sociais de idosos em relação à covid-19. No Estudo II realizou-se um estudo sobre a qualidade de vida na velhice. O objetivo central dos pesquisadores é que este conjunto de pesquisas possam oferecer subsídios para a elaboração de estratégias e a implementação de melhorias nas práticas psicossociais frente à qualidade de vida na velhice e suas implicações frente a covid-19, a fim de fornecer subsídios teórico-práticos para os serviços de assistência social e para as pessoas idosas frente à pandemia.

“O distanciamento social das famílias e dos amigos foi o que mais afetou os idosos durante a pandemia. A qualidade de vida também transparece na pesquisa estar associada à saúde e aos recursos financeiros. Além da solidão que também aparece muito como uma das coisas que afeta esse grupo”, relata Gutemberg Sousa, bolsista de iniciação científica.

Também foram objetos do estudo compreender como os idosos brasileiros elaboram suas vivências acerca da velhice; como atuam os fatores sócio-cognitivos relacionados à representação da qualidade de vida na velhice de idosos brasileiros; conhecer a estrutura das representações sociais da qualidade de vida e pandemia da covid-19; elaborar material educativo em saúde (cartilha informativa acerca da pandemia na velhice que sirva de orientação aos familiares, idosos, coordenadores de grupos de convivências para idosos, psicólogos e demais profissionais da área da saúde e da educação); desenvolver um aplicativo para smartphone gratuito (iOS e Android) com informações educativas em saúde sobre qualidade de vida e a covid-19 para ser usado por profissionais de saúde, cuidadores, familiares e os próprios idosos.

“Essa pesquisa que levamos a cabo tem parceria com a Universidad Católica del Maule, do Chile, e a Universidad de Zaragoza, na Espanha, onde temos feito uma pesquisa transcultural. Nós sabemos que grande parte dos nossos idosos sofreram um impacto muito grande, muitos inclusive vieram a óbito. Frente a isso, este trabalho tem dado uma contribuição bastante significativa porque nós temos entendido que a qualidade de vida está muito associada à forma como a saúde e as políticas públicas chegam às pessoas idosas. Muitos idosos relatam que vivem o seu envelhecimento de forma ativa, produtiva, com independência, mas por outro lado muitos deles sofreram impactos nas suas famílias, amigos, pessoas próximas, e isso tem causado certo sofrimento psíquico neles”, conta o professor Ludgleyson.  

Ao longo da pesquisa foi aplicado um questionário sóciodemográfico, com a finalidade de obter informações sobre idade, sexo, estado civil, etnia, renda, orientação sexual, religião, se já foi vacinado contra a covid-19; um teste de Associação Livre de Palavras (TALP), com o qual foi possível obter um conjunto de representações sociais sobre qualidade de vida e pandemia da covid-19 e uma entrevista semiestruturada, para compreender as percepções dos participantes sobre velhice, qualidade de vida e pandemia da covid-19.

Os pesquisadores agora buscam com os resultados obtidos fomentar o desenvolvimento de práticas educativas junto a comunidade de idosos através de palestras, seminários, para disseminar informações que alcancem todos os campos de atuação em que a pandemia da covid-19 na velhice possa estar presente, visando o enfrentamento das situações adversas; encorajar novas produções acadêmico-científicas nacionais e internacionais; incrementar a internacionalização da pesquisa com o grupo de investigação dos pesquisadores no “Núcleo de Pesquisa e Estudos em Desenvolvimento Humano, Psicologia Educacional e Queixa Escolar” no Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFDPar.

“É uma pesquisa que tem uma grande contribuição para dar à psicogerontologia brasileira, em particular ao Piauí, na medida que estamos descobrindo e trazendo dados recentes de como a chegada da pandemia afetou negativamente a vida dos idosos”, afirma o professor.

Os resultados alcançados e as contribuições transculturais vão contribuir para uma maior robustez teórica e conceitual acerca do envelhecimento e o enfrentamento da pandemia da covid-19 com dados empíricos gerados em nosso meio, bem como na intervenção eficaz para convivência saudável das pessoas idosas e as diferentes faixas etárias. “Gostaria de agradecer à FAPEPI pelo fomento dado à pesquisa piauiense, na forma dos editais de iniciação científica, em especial da Universidade Federal do Delta do Parnaíba. Esperamos que possamos futuramente firmar novas parcerias para a produção do conhecimento científico”, finaliza o professor Ludgleyson.

O termo “ageism” (ou etarismo) foi criado por Robert Neil Butler, gerontólogo, em 1969, para se referir à intolerância relacionada à idade. De lá para cá, o mundo seguiu vendo o envelhecimento da população mundial, com o aumento das expectativas de vida nos países. A expectativa de vida global aumentou de 64,2 anos (em 1990) para 72,6 anos em 2019, e deve chegar a 77,1 em 2050; e em 2018, pela primeira vez, pessoas com 65 anos ou mais superaram em número as crianças menores de cinco anos no mundo, segundo dados da ONU, divulgados em junho de 2019 pela Agência Brasil. Fato é que os idosos são os grandes responsáveis para a coesão social e a cultura, por serem os atores que testemunharam acontecimentos históricos e que trazem essa memória para a melhor compreensão da vida pelos mais jovens, além de ser uma população crescente devido a queda das taxas de fecundidade e aumento da expectativa de vida.

O site das Nações Unidas Brasil destaca algumas recomendações para essa faixa etária, entre elas: que nenhuma pessoa, jovem ou velha, é dispensável, e que os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos os outros; que embora o distanciamento físico tenha sido crucial nos piores momentos, não se pode esquecer que o mundo é uma comunidade e que todos estão ligados; que todas as respostas sociais, econômicas e humanitárias devem levar em consideração as necessidades dos idosos, desde a cobertura universal de saúde à proteção social, trabalho decente e pensões. O secretário-geral da ONU também disse que o mundo não deve “tratar as pessoas mais velhas como invisíveis ou impotentes.”

Continuar lendoPesquisa da UFDPar avalia impactos da pandemia entre a população idosa

Pesquisa auxilia no diagnóstico de leishmaniose visceral utilizando inteligência computacional

  • Post author:
  • Post category:Notícia
  • Post last modified:18 de julho de 2022
  • Reading time:6 mins read

A Leishmaniose Visceral, ou calazar, é uma doença não contagiosa, por muitas vezes negligenciada, causada por protozoários pertencentes ao gênero Leishmania. No Brasil a doença ocorre em média com cerca de 3.500 casos/ano. A doença afeta, além do homem, um número considerável de mamíferos, com destaque para cães e roedores. Os principais sintomas em humanos são febres, fadiga, perda de peso, anemia e aumento do tamanho do fígado e do baço. A Leishmaniose Visceral se não tratada, é altamente letal. No período entre 2008 e 2018, foram notificados 3.783 casos novos no Piauí. Com isso, observa-se que a quantidade de casos no estado vem aumentando. Ao se analisar o ranking da carga das doenças tropicais negligenciadas no Piauí, entre os anos de 2008 a 2017, constata-se que as leishmanioses ocupam a maior carga dentro do estado, ficando à frente de doenças como a doença de chagas, cisticercose e dengue.

O padrão geral para o diagnóstico das leishmanioses é o exame parasitológico, através da visualização direta do protozoário em microscópio ótico. No caso da Leishmaniose Visceral, os protozoários são obtidos através de amostras sanguíneas preferencialmente do baço, para maior precisão, mas também é possível utilizar amostra da medula óssea, linfonodos ou fígado. No exame físico é possível palpar o fígado e o baço para confimar o aumento de tamanho. O diagnóstico precoce da leishmaniose é muito importante pois os tratamentos possuem maior eficiência quando iniciados nas etapas iniciais da doença, principalmente para a leishmaniose visceral. Técnicas mais sofisticadas e caras raramente estão disponíveis nas regiões endêmicas, fazendo com que o diagnóstico por exame parasitológico seja amplamente utilizado. Entretanto, a precisão do método depende da carga parasitária e da habilidade do examinador. É recomendado que seja utilizado sempre mais de um método para um diagnóstico mais preciso.

Frente a isso, se faz necessário que se desenvolva tecnologias atuais e seguras para diagnóstico, tratamento e controle da doença. Com o intuito de ampliar os métodos de diagnóstico da Leishmaniose Visceral, está sendo desenvolvida uma pesquisa, contemplada pelo Edital 002/2021 – PBIC da FAPEPI, coordenada pelo professor Romuere Rodrigues, docente do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação na Universidade Federal do Piauí (Picos), do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Elétrica da UFPI e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da UFPI.

Com experiência na área de Processamento Digital de Imagens e Visão Computacional, tendo inclusive já participado do desenvolvimento de um método de identificação do glaucoma, utilizando descritores de textura combinados a Redes Neurais Convolucionais, o professor atualmente desenvolve o projeto intitulado “Método automático para detecção de Leishmaniose Visceral em humanos” de maneira semelhante, busca através de métodos automáticos baseados em visão computacional, auxiliar o diagnóstico.

O objetivo geral deste projeto é desenvolver um sistema computacional para auxílio ao diagnóstico da leishmaniose visceral em imagens de lâminas provenientes do exame parasitológico (microscopia) da medula óssea, aumentando a celeridade do diagnóstico. A equipe responsável também pretende criar uma base de imagens públicas de imagens de lâminas provenientes do exame parasitológico da medula óssea e disponibilizar a nova tecnologia ao SUS. “O material é colocado em uma lâmina e analisado no microscópio por especialistas. Uma lâmina gera uma grande quantidade de imagens, o que queremos é facilitar o trabalho de quem vai analisar a lâmina”, conta o pesquisador.

Esquema de diagnóstico por inteligência computacional

Uma vez que as características de todas as regiões são segmentadas, é possível utilizar algoritmos de aprendizagem de máquina para reconhecer a presença da LV nas imagens. O professor e sua esquipe estão utilizando além de redes neurais para classificação de dados, também outros métodos da literatura, tais como: máquina de vetor de suporte e comitê de classificadores (floresta aleatória, AdaBoost e XGBoost).

“A pesquisa está dividida, basicamente, em duas etapas: Detectar quais campos das lâminas possuem Leishmaniose, no processo de classificação de imagens; e nestas lâminas que possuem Leishmaniose, realizar a contagem da quantidade de parasitos, no processo de segmentação e contagem”, conta o professor Romuere.

Ilustração da metodologia utilizada

O professor revela que os resultados são animadores. Na utilização de redes neurais para classificação das imagens, os níveis de acurácia chegam a 99%. Com a prorrogação dos recursos da bolsa, a equipe conta com mais um ano para aprimorar os métodos de detecção. “A partir da classificação das imagens, será realizada a validação dos resultados da pesquisa, apresentando as taxas de acerto nos mais diversos cenários além do nível de confiabilidade da solução proposta. Essa última etapa de validação será feita utilizando as principais métricas para medir o desempenho dos algoritmos de classificação: acurácia, índice kappa e f-score. Após isso, teremos um MVP (Minimum Viable Product) da solução e o mesmo será disponibilizado ao SUS”, finaliza o professor.

Continuar lendoPesquisa auxilia no diagnóstico de leishmaniose visceral utilizando inteligência computacional

FAPEPI prorroga bolsas PBIC por mais um ano

  • Post author:
  • Post category:Notícia
  • Post last modified:15 de junho de 2022
  • Reading time:4 mins read
Professor Osmar Gomes

A Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI) informa que as bolsas de PBIC relacionadas ao Edital 002/2021, originalmente com prazo de vigência de até 12 meses, foram prorrogadas por igual período, seguindo a disponibilidade orçamentária e financeira do Tesouro Estadual.

A prorrogação das bolsas auxiliará no maior desenvolvimento de algumas pesquisas, como é o caso da pesquisa “CONTAS PÚBLICAS ABERTAS: a origem e o destino dos recursos orçamentários do fundo público piauiense”, coordenada pelo professor Osmar Gomes, docente do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPAR) e do programa de pós-graduação em políticas públicas da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

O projeto de pesquisa tem como objetivo ampliar a transparência e o controle social da execução orçamentária das contas públicas no Estado do Piauí. Buscará compreender a formação do fundo público, expressa na estruturação da receita orçamentária, a partir das diversas fontes de recursos, bem como sua destinação, a partir do montante, da direção e da relevância dos gastos não financeiro e financeiro, no período de 2015 a 2021; também buscará contribuir para a ampliação da transparência e do controle social sobre o orçamento público piauiense, por meio de uma pesquisa documental junto às peças orçamentárias do governo estadual publicizadas nos sítios eletrônicos das secretarias de planejamento e da fazenda e/ou no Tribunal de Contas do Estado.

Os resultados serão amplamente difundidos e debatidos com a sociedade piauiense por meio de seminário e/ou oficina/curso com o intuito de reforçar a importância do planejamento, execução e controle social do orçamento público para uma gestão pública mais eficaz, garantindo vida mais digna para todos e todas.

A pesquisa tem relação com os objetos de pesquisa do Grupo de estudo “Observatório do Fundo Público”, que iniciou suas atividades em 2019, do qual o professor Osmar faz parte. O grupo realiza pesquisas sobre poder estatal, orçamento público, financiamento de políticas sociais e mais especificamente na análise de quais grupos sociais são mais beneficiados e onerados na arrecadação tributária e na alocação destes recursos.

“É uma pesquisa com conteúdo crítico, no sentido em que nós não só levantamos números do quanto foi arrecadado e gasto, mas queremos identificar quais são as camadas da sociedade que são mais prejudicadas ou beneficiadas do ponto de vista da arrecadação dos tributos como do ponto de vista da aplicação desses recursos nessas áreas”, declara o professor Osmar Gomes.

Esclarecimentos e informações adicionais sobre o conteúdo deste Edital podem ser obtidos no portal da FAPEPI: www.fapepi.pi.gov.br ou nos seguintes endereços: dtc.fapepi@gmail.com, regina@fapepi.pi.gov.br.

Continuar lendoFAPEPI prorroga bolsas PBIC por mais um ano

FAPEPI lança edital para bolsas de Iniciação Científica

  • Post author:
  • Post category:Notícia
  • Post last modified:1 de abril de 2021
  • Reading time:2 mins read

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) lança nesta segunda-feira (29) o edital 002/2021, que visa apoiar as atividades de pesquisa científica, tecnológica e inovação, a fim de que pesquisadores vinculados a Instituições de Ensino e Pesquisa sediadas no Estado do Piauí a apresentarem propostas para obtenção de bolsas na modalidade Iniciação Científica (IC) para estudantes de Graduação.

O edital é uma ação do Programa de Bolsas de Iniciação Científica da FAPEPI (PBIC) e têm como objetivo despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, assim como estimular pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa do estado do Piauí a promoverem o acesso de estudantes de graduação aos processos de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Os termos do certame também objetivam garantir a participação de estudantes mulheres na iniciação científica e tecnológica, reservando pelo menos 30%, do total das bolsas aprovadas, para as estudantes matriculadas em Instituições de Ensino Superior (IES).

O valor disponibilizado é de R$480.000,00 oriundos do Tesouro Estadual, o que totaliza 100 bolsas no valor mensal de R$400,00. A recepção das propostas acontece de 29 de março a 09 de abril. Demais datas do cronograma e outras informações podem ser vistas na página do edital, clicando aqui.

Continuar lendoFAPEPI lança edital para bolsas de Iniciação Científica