Pesquisa destaca resistência bacteriana à amoxicilina na cavidade bucal em crianças

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Está em andamento o trabalho de pesquisa coordenado pelo professor, Dr. Prof. Patrick Veras Quelemes, Mestre em Farmacologia e Doutor em Biotecnologia na Universidade Federal do Piauí, intitulado “Prevalência e Caracterização de Bactérias Resistentes à Amoxicilina na Cavidade Bucal de Crianças com Risco de Endocardite Infecciosa e Fatores Associados”. O projeto é contemplado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí – FAPEPI através do Edital Programa De Infra-Estrutura Para Jovens Pesquisadores / Programa Primeiros Projetos (PPP) – / MCT/ CNPq Nº 007/2018.

A endocardite infecciosa (EI) é uma condição grave que pode afetar adultos e crianças portadores de determinadas cardiopatias que é um termo genérico utilizado pelos médicos para designar doenças e condições médicas capazes de afetar o coração e o sistema vascular de pacientes em qualquer idade, entre os principais tipos de cardiopatia podemos incluir hipertensão (pressão alta), doença arterial coronariana, arritmia cardíaca e também condições mais graves como parada cardíaca ou mesmo derrame cerebral.

O risco de  infecção do endocárdio representa um desafio na prática odontológica, já que essa condição pode ser causada pela bacteremia transitória, principalmente por estreptococos, proveniente da realização de procedimentos críticos como exodontias, raspagens e tratamentos endodônticos em pacientes susceptíveis, geralmente, portadores de cardiopatias. Para evitar esse quadro, é indicada a realização de profilaxia antibiótica previamente aos procedimentos citados, cujo medicamento padrão é a amoxicilina. No entanto, devido ao uso excessivo e/ou indiscriminado dessa droga, bactérias resistentes têm sido detectadas na cavidade bucal fazendo com que, mesmo sendo administrada a profilaxia antibiótica, pacientes continuem com risco de desenvolver a EI, especialmente crianças. O objetivo deste projeto é, portanto, estabelecer a prevalência de bactérias resistentes à amoxicilina na cavidade bucal de crianças com risco de EI, além de verificar fatores relacionados.

“Esse problema ele pode atingir tanto adultos como crianças, sendo que atualmente é considerado que além da manutenção de uma boa saúde bucal, o único método de prevenção da endocardite infecciosa é a profilaxia antibiótica, que é a tomada de antibiótico previamente, 01h00 antes, ao procedimento odontológico que essa criança ou esse adulto passa a submeter. Essa antibioticoterapia é realizada com antibiótico chamado Amoxicilina.” conta o coordenador do projeto.

Dr. Prof. Patrick Veras. Foto: Reprodução

Apesar de a resistência antibiótica ser um tema de relevância global, até o momento, não existem dados publicados sobre a prevalência de estreptococos resistentes ao antibiótico citado em crianças brasileiras. Neste contexto, no estado do Piauí, segundo dados colhidos junto ao Hospital Infantil Lucídio Portella, o número de crianças portadoras de cardiopatias que são susceptíveis à EI é relevante. Assim, sensibilizados por esta problemática e tendo constatado a escassez de dados sobre o tema, propomos este projeto, cujo objetivo principal é determinar a prevalência de bactérias resistentes à amoxicilina na cavidade bucal de crianças portadoras de cardiopatias, que formam um grupo com risco de acometimento da endocardite infecciosa.

Além disso, o desenvolvimento deste projeto possui concreta possibilidade de fomentar a recente criação do primeiro grupo de pesquisa voltado à vigilância de micro-organismos resistentes na cavidade bucal de crianças, adultos e idosos no estado do Piauí, o que colabora, de sobremodo, para a criação de estratégias a serem traçadas no âmbito da saúde pública, com intuito de manejar-se tal situação, com vistas à diminuição de agravos, bem como para desenvolvimento científico relacionado a essa casuística no estado do Piauí.

“Os nossos resultados encontrados até o momento são bastante preocupantes, visto que, por exemplo, se nós avaliarmos 15 crianças em 14, nós iremos encontrar estreptococos resistentes à amoxicilina em sua boca. Nós temos a previsão de concluir nosso projeto até dezembro. Queremos fazer, claro, uma publicação científica, mas independente disso, o impacto dos nossos resultados ele deve vir a conscientizar a classe odontológica de que se deve ter uma preocupação com essa questão da resistência bacteriana nesses pacientes, inclusive com a geração de políticas públicas, que posso assisti-los de uma forma melhor”, finaliza. 

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FAPEPI divulga resultado final da 1ª FASE do CENTELHA II PIAUÍ

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  • Última modificação do post:18 de outubro de 2022
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), divulga nesta terça-feira (11) o Resultado Final da 1ª Fase do Edital nº002/2022 – Centelha II Piauí.

O Programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação CERTI e executada no Piauí pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (FAPEPI).

O Diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (DDCT) da FAPEPI, Ciro Gonçalves Sá, ressalta que nessa primeira etapa foram selecionados 200 projetos para desenvolvimento de empreendimentos inovadores. Ele também destaca que ao todo 416 projetos foram submetidos na primeira fase.

“Chegamos ao final da primeira fase do Centelha II Piauí. Essa primeira fase, teve como intuito selecionar ideias inovadoras que buscam empreendimentos de sucesso no Piauí. Nesse primeiro momento, foram avaliadas as 200 ideias entre 416, onde se destaca projetos que englobam a educação, saúde, tecnologia da informação, entre outros projetos”, destaca Ciro Sá.

Como funciona

O Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, a partir da geração de novas ideias, e disseminar a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

No endereço eletrônico, é possível obter mais informações sobre o programa e seu edital detalhado em todos os estados. 

“É importante destacar que, a partir de agora, os 200 projetos aprovados na primeira fase terão uma nova concorrência, e deverão novamente submeter seus projetos, identificando quais são as características importantes para um empreendimento de sucesso; como eles pretendem ganhar dinheiro a partir da sua ideia; e como o projeto será desenvolvido ao longo do Programa Centelha”, finaliza Ciro.

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Inscrições abertas para Chamada pública ERC/CONFAP/CNPQ 2022

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  • Última modificação do post:30 de setembro de 2022
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O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) convidam pesquisadores do Brasil a buscar colaborações de pesquisa com pesquisadores doutores já apoiados por subsídios do Conselho Europeu de Pesquisa (ERC) financiados pela UE. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), receberá as propostas das candidaturas elegíveis no estado do Piauí, e apoiará com suporte financeiro para a viagem de intercâmbio do pesquisador. O prazo máximo para submissão de propostas será até dia 15 de dezembro de 2022.

A chamada é lançada a partir dos acordos de implementação estabelecidos entre a Comissão Europeia e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) para fornecer oportunidades de pesquisa na Europa para pesquisadores brasileiros, assinado em 13 de outubro de 2016. A chamada também é resguardada pelo Acordo Administrativo entre a Comissão Europeia, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), referentes aos mecanismos de apoio à cooperação UE-Brasil em atividades de pesquisa e inovação, assinados em 19 de novembro de 2021. 

Os pesquisadores elegíveis do Brasil

Podem submeter propostas os pesquisadores ativos no Brasil, detentores de título de doutorado, que estejam implementando atividades de pesquisa dentro de universidades, institutos ou centros de pesquisa brasileiros.

Os projetos financiados pelo ERC, buscando acolher os pesquisadores brasileiros, cobrem uma vasta gama de áreas científicas e foram selecionados pela Comissão Europeia e pelo ERC, nos seguintes painéis de avaliação:

  • Biologia Molecular e Estrutural e Bioquímica
  • Genética, Genômica, Bioinformática e Biologia de
  • Sistemas
  • Biologia Celular e do Desenvolvimento
  • Fisiologia, Fisiopatologia e Endocrinologia
  • Neurociências e Distúrbios neurais
  • Imunidade e Infecção
  • Ferramentas Diagnósticas, Terapias e Saúde Pública
  • Biologia Evolutiva, Populacional e Ambiental
  • Ciências da vida aplicadas e biotecnologia não médica
  • Matemática
  • Constituintes Fundamentais da Matéria
  • Física de matéria condensada
  • Ciências Químicas Físicas e Analíticas
  • Química Sintética e Materiais
  • Ciência da Computação e Informática
  • Engenharia de Sistemas e Comunicação
  • Engenharia de Produtos e Processos
  • Ciências do Universo
  • Ciência do Sistema Terrestre
  • Mercados, Indivíduos e Instituições
  • Instituições, Valores, Crenças e Comportamento
  • Meio Ambiente, Espaço e População
  • A mente humana e sua complexidade
  • Culturas e Produção Cultural
  • O estudo do passado humano
  • Sinergia

Os pesquisadores elegíveis deverão acessar o portal on-line, disponível no link, para realizar as inscrições e envio dos documentos exigidos no edital. 

Acesse aqui as Diretrizes da FAPEPI para submissão de propostas.

Para mais informações, assistência e suporte entre em contato através do e-mail disponível.

Mais informações sobre “equipes do ERC abertas ao mundo” acesse o link disponível.

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Centelha II Piauí divulga resultado preliminar de ideias aprovadas na Fase 1

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  • Última modificação do post:23 de setembro de 2022
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O Programa Centelha Piauí, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), operada pela Fundação CERTI e executada no Piauí pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (FAPEPI), divulgou nesta sexta-feira (23) as 200 propostas de negócio aprovadas para a fase 2.

Confira o resultado final clicando aqui.

Como funciona

O Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, a partir da geração de novas ideias, e disseminar a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

No endereço eletrônico, no qual é possível obter mais informações sobre o programa e seu edital detalhado em todos os estados.

Próximos Passos

Na segunda fase os 200 proponentes que foram selecionadas deverão, então, elaborar um projeto de empreendimento, detalhando o plano de negócio executivo com o objetivo de demonstrar as chances da ideia gerar um bom negócio.

A terceira fase – pela qual passam até 100 das propostas ainda em jogo – consiste no desenvolvimento de um projeto de fomento, com apresentação detalhada do orçamento e do planejamento de execução do projeto. Ao longo de todas as etapas são oferecidas capacitações para auxiliar o empreendedor a aprimorar sua ideia e desenvolver seu negócio.

O Programa Centelha contribuirá para o estabelecimento da ponte entre academia e indústria no Piauí, já que muitas das ideias vêm de pessoas ainda na universidade, tanto de cursos de graduação como de pós-graduação. Além disso, o Programa Centelha abre espaço para participação de todos os cidadãos do estado, tanto para inscrever suas ideias como para interagir com os empreendedores e consolida uma forte rede de apoio ao empreendedorismo inovador.

Acesse o Edital clicando aqui.

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Inscrições para o Centelha II Piauí encerram nesta quarta-feira (31)

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) está selecionando propostas para o programa Centelha com a colaboração do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação CERTI.

O Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Piauí, por meio de capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso. Em maio de 2020, foi lançado o primeiro edital onde 276 ideias foram submetidas, 821 empreendedores participaram das capacitações e 21 startups foram apoiadas. Cada startup recebeu um investimento de até 60 mil reais. As inscrições encerram amanhã às 18h, do dia 31 de agosto.

As inscrições são realizadas pelo site oficial do programa.

Na primeira edição do Centelha PI um dos cases de sucesso foi a startup EcoBfit. A empresa produz alimentos a partir do coco babaçu, derivado de estudos desenvolvidos pela nutricionista e doutorando em Biotecnologia, Lindalva de Moura Rocha. Com a execução do programa Centelha Piauí, a pesquisadora fez uso de suas pesquisas, apresentando uma proposta inovadora para o edital da primeira edição do Centelha Piauí. E com o apoio aprimorou o resultado das suas pesquisas para serem produtos comercializados.

Se você tem uma ideia inovadora, essa é uma grande oportunidade para alavancar a sua ideia e receber aporte financeiro de até R$53 mil. O objetivo é transformar as ideias selecionadas em empreendimentos rentáveis! Além disso, o Programa Centelha oferece bolsas de até R$26 mil, networking e capacitações. Não fique de fora.

Para mais informações acesse o edital.

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FAPEPI apoia pesquisa para motivação do tratamento da hipertensão arterial

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  • Última modificação do post:18 de agosto de 2022
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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco modificáveis para as doenças cardiovasculares com elevados custos de saúde e socioeconômicos. De acordo com o professor José Wictor Pereira Borges, responsável pelo projeto de pesquisa – Construção de banco de itens sobre motivação ao tratamento da hipertensão arterial – a baixa adesão ao tratamento é um dos principais fatores que dificultam o efetivo controle da pressão arterial. Cerca de 40% a 60% dos pacientes não fazem uso da medicação anti-hipertensiva prescrita, havendo um aumento dessa porcentagem nos países de renda baixa e em desenvolvimento.

Essa pesquisa é um recorte do projeto de “Instrumento de motivação ao tratamento da hipertensão arterial: desenvolvimento e validação”. Ele se caracteriza como estudo metodológico ancorado na Psicometria que segue três grandes pólos: teórico, empírico e analítico. E está sendo executada através do Programa de Bolsas de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), o projeto de pesquisa foi contemplado no Edital 002/2021. A equipe de pesquisa, é coordenada pelo professor José Wictor Pereira Borges, e conta com a pesquisadora assistente Haylla Simone Almeida Pacheco, os bolsistas Rebeca dos Santos Miranda de Oliveira e Leonardo da Conceição Pereira.

O panorama de altos índices de morbimortalidade e a baixa adesão ao tratamento no cenário tem alavancando reflexões de enfermeiros sobre o desenvolvimento e a utilização de estratégias de cuidado, prevenção, promoção da saúde e monitoramento. O pesquisador destaca que a adesão ao tratamento requer do indivíduo decisões compartilhadas e corresponsabilização com a família, profissionais e serviço de saúde, além da rede social de apoio. Desse modo, é necessário que haja motivação para essas tomadas de decisões.

“É um projeto de longo tempo, o método é composto por 7 etapas. A primeira foi desenvolvida com uma aluna do mestrado em saúde e comunidade. A segunda fase foi desenvolvida no primeiro ano de bolsa PBIC FAPEPI. A terceira estamos iniciando agora com a prorrogação da bolsa. A expectativa é que algum desses bolsistas de IC entre no mestrado para fazer as outras etapas como dissertação.” destaca o coordenador do projeto.  

O projeto se reveste de originalidade ao propor outra ótica para trabalhar com a adesão ao tratamento da HAS. Ao observar o contexto da adesão pela ótica da motivação ao tratamento, novos elementos de cuidado se apresentam a partir de um viés da psicologia positiva, e mostra outros caminhos que possam ser trilhados no cuidado às pessoas com HAS. Esse estudo ganha força com a aplicação da teoria da autodeterminação que permite compreender os reguladores de comportamento envolvidos na decisão de seguir ou não o tratamento. 

Ao final do projeto de bolsas, um banco de itens com qualidades conceituais e teóricas deve ser um instrumento de avaliação da motivação ao tratamento da HAS. O instrumento desenvolvido ao final do projeto será uma tecnologia avaliativa revestida de validação que poderá ser utilizada pelos enfermeiros no acompanhamento dessas pessoas. Os indicadores poderão direcionar o delineamento de ações de cuidado mais efetivas impactando na melhora da adesão terapêutica. O estudo servirá de referência para outros pesquisadores, nacionais e internacionais, por ser pioneiro na área e instrumento avaliativo mensurador da motivação ao tratamento da HAS. Essa pesquisa traz reconhecimento a uma tecnologia desenvolvida no Piauí.

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Projeto quer transformar o Piauí em grande exportador de frutas

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Dentro de quatro anos, o Estado do Piauí pode se consolidar como um dos grandes produtores e exportadores de frutas do Nordeste, a exemplo da Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. A Embrapa Meio-Norte (Teresina/PI) já começou a implantar um projeto de transferência de tecnologias e inovação em fruticultura, o ProFruti, nos polos dos Tabuleiros Litorâneos (Parnaíba), Platôs de Guadalupe (Guadalupe), Marrecas-Jenipapo (São João do Piauí) e Alto Canindé-Barragem Joaquim Mendes (Conceição do Canindé).

A acerola já é produzida em grande escala no polo Tabuleiros Litorâneos. Foto: Léa Cunha / EMBRAPA

A meta maior do projeto é aumentar em pelo menos 30% a produtividade e a produção de frutas, impactando positivamente, em cerca de 10%, o desenvolvimento regional. As áreas, segundo o pesquisador Valdemício Ferreira, que coordena o ProFruti, já estão sendo preparadas para instalações das unidades de referência tecnológicas. “O trabalho está avançando com o arado, gradagem, correção do solo, instalação dos sistemas de irrigação e preparação das mudas das fruteiras”, anunciou.

Já começaram também os treinamentos dos técnicos da extensão rural e de produtores. Serão realizados oito cursos, capacitando no mínimo 100 multiplicadores de informações tecnológicas. A previsão do pesquisador é de que até novembro deste ano as 23 unidades de referência tecnológicas estejam instaladas nos quatro polos. “O projeto quer transformar o Estado num grande polo produtor de frutas da região, como acerola, banana, goiaba, maracujá e uva”, espera.

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), com apoio direto da Câmara Setorial Estadual de Fruticultura, o projeto tem 13 planos de ação e uma equipe de 13 pesquisadores, dois analistas e três assistentes técnicos, além de parceiros especialistas em melhoramentos de plantas, irrigação e drenagem , fitopatologia, entomologia, pós-colheita, solo e nutrição de plantas e métodos quantitativos.

Os quatro polos de produção de frutas no Piauí estão instalados estrategicamente nas regiões norte, centro-sul e sudeste, com milhares de hectares explorados com milho, feijão e frutas. A ideia do ProFruti é adaptar e transferir tecnologias de cultivo, manejo, produção e agregação de valor às fruteiras tropicais ali cultivadas, para o desenvolvimento integrado e sustentável com inovação.
  

Fonte: Fernando Sinimbu (654 MTb/PI) / Embrapa Meio-Norte

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FAPEPI lança editais de bolsas de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado

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  • Última modificação do post:2 de julho de 2022
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) mais uma vez garante oportunidade de bolsas para graduandos, mestrandos e doutorandos, e torna público nesta sexta-feira (01) o lançamento de editais para concessão de bolsas de apoio às atividades de pesquisa científica, tecnológica e inovação.

A FAPEPI convida pesquisadores vinculados a Instituições de Ensino e Pesquisa sediadas no Estado do Piauí a apresentarem propostas para obtenção de bolsas na modalidade Iniciação Científica (IC) para estudantes de Graduação no âmbito do Programa de Bolsas de Iniciação Científica da FAPEPI – PBIC, e para mestrandos e doutorandos, no âmbito do Programa de Apoio à Pós-graduação Stricto Sensu (PAPG). Os editais podem ser conferidos clicando aqui.

Os programas visam contribuir para a formação de pesquisadores em todas as áreas do conhecimento, através da concessão de bolsas de iniciação científica a alunos de graduação (PBIC), mestrado e doutorado (PAPG). 

Para mais informações acesse nossas redes ou entre em contato pelo e-mail fapepi@fapepi.pi.gov.br.

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Fapepi pretende aumentar em 30% a produtividade no campo com a qualificação

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  • Última modificação do post:9 de maio de 2022
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) está investindo R$ 3 milhões para qualificar produtores agrícolas do Piauí com o objetivo de aumentar em até 30% a produtividade no campo. A capacitação foi solicitada pela Câmara Setorial de Fruticultura do Estado do Piauí, que busca fortalecer a economia na área rural do estado, gerando desenvolvimento.

A qualificação, iniciada em setembro do ano passado, está sendo feita em quatro polos agrícolas do Piauí: Tabuleiros Litorâneos do Piauí (Parnaíba); no Perímetro Irrigado dos Platôs de Guadalupe (Guadalupe); Polo Marrecas – Jenipapo (São João do Piauí); e Polo Alto Canindé – Barragem Joaquim Mendes (Conceição do Canindé). Cerca de 20 propriedades serão beneficiadas, com um alcance direto de pelo menos 200 agricultores.

A capacitação, que vai durar três anos, está sendo feita por meio de transferência de tecnologia da Embrapa Meio Norte, que conta com 26 pesquisadores envolvidos, coordenados pelo engenheiro agrônomo Valdemício Ferreira de Sousa.  Serão beneficiadas as culturas de acerola, goiaba, banana, maracujá e uva.

Além de treinamento, o projeto também estabelece estratégias para a comercialização da produção, de forma a aumentar o valor dos produtos. “Temos a meta de aumentar a produtividade, mas é fundamental que esse aumento da produção se transforme em renda por meio de um mercado consumidor. De nada adiantar ter mais produção se ela não for comercializada”, afirma Valdemício.

O presidente da FAPEPI, Antônio Cardoso do Amaral, explica que o projeto é importante para o desenvolvimento do Estado, devido ao grande número de piauienses que moram na zona rural e que contam com a agricultura com sua única ou principal fonte de renda. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 670 mil pessoas trabalham na zona rural do Piauí. “Fortalecendo a produção e gerando riqueza no campo, ajudamos a reduzir a pobreza, trazendo qualidade de vida aos nossos agricultores. Investir em pesquisa e ciência é isso: transformar conhecimento em dinheiro para o povo”, frisa Amaral.

Fonte: Parlamento Piauí

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Programa Centelha anuncia investimentos para estimular abertura de novas empresas no Piauí

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  • Última modificação do post:26 de abril de 2022
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FAPEPI também participa do programa, que irá aplicar R$ 5,2 milhões no desenvolvimento de novos negócios

A Ecobfit foi uma das empresas criadas após a primeira edição do Centelha

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) vai lançar, na próxima sexta-feira (29), em parceria com o Governo Federal, a segunda edição do Centelha, programa de investimento de R$ 5,2 milhões para estimular a criação de novos negócios inovadores no Piauí. Além da disponibilizar recursos, o Centelha também promove capacitação e suporte para os empreendedores.

A primeira edição do programa foi lançada em 2020. Das 276 ideias empreendedoras inscritas, 23 foram selecionadas e receberam cada uma até R$ 60 mil, além de mentorias e suporte. Várias dessas empresas entraram no mercado e já estão faturando. Ao todo, foram liberados R$ 1,2 milhões em recursos.

O diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FAPEPI, Ciro Sá, explica que o programa é muito importante porque o investimento é quase todo do poder público.  No caso do Centelha, a empresa entra apenas com uma contrapartida de 5% do valor recebido. Ou seja, no máximo R$ 2,6 mil. “Não é raro que futuros empreendedores desistam de lançar sua ideia no mercado por falta de recursos. E o dinheiro do Centelha não é empréstimo, mas sim, investimento que será aplicado na ideia empreendedora. E a criação de um novo negócio gera desenvolvimento para o Estado, pois fomenta a economia, gera emprego e renda”, diz o diretor.

Ciro Sá, diretor científico e tecnológico da Fapepi

Na segunda edição, uma novidade: além do investimento no projeto, os empreendedores receberão também uma bolsa do programa, no valor de até R$ 26 mil em 12 meses.  “É como se fosse uma remuneração paga pelo Governo para o empresário investir em sua ideia”, compara Ciro Sá.

A empresa Mutiveículos.com, de Picos, uma plataforma on-line que vende carros usados vistoriados, foi uma das participantes da primeira edição do Centelha e já está faturando. Os sócios Felipe Moura e Thiago Bonfim não tinham recursos para levar a ideia adiante, mas após o investimento e capacitação do programa, a empresa está inclusive gerando emprego.

“A ideia estava em andamento, mas se aperfeiçoou por meio do projeto. Além dos recursos, as consultorias nos ajudaram a entender o mercado.  O programa encoraja muito quem quer empreender, visto que 80% dos empresários do Brasil não têm capital para começar o negócio”, afirma Felipe.

A Multiveiculos.com, de Picos, foi uma das empresas que recebeu recursos do programa Centelha

Muitas vezes o projeto já está pronto, falta apenas alguém para investir. É o caso de alimentos saudáveis feitos a partir do coco babaçu, derivado de estudos desenvolvidos pela nutricionista Lindalva de Moura Rocha, do Piauí. Ela usou os recursos do Centelha para levar seus produtos ao mercado e assim criou a empresa EcoBfit.

“O programa me permitiu captar recursos para comprar insumos e abrir meu próprio negócio. Também fiz bastante mentorias e muito network, que foram necessários para o sucesso da empresa”, afirma Lindalva. A EcoBfit também mantém o dinheiro circulando no Piauí, já que a matéria-prima é local.

A parceria da Fapepi, por meio do Centelha, inclui o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), a Fundação CERTI e a Sudene.

A segunda edição do Centelha vai liberar recursos para até 61 ideias empreendedoras. Cada um dos projetos selecionados receberá até R$ 53 mil para desenvolver o modelo de negócio e até R$ 26 mil em bolsas e nove meses de capacitação. O prazo de execução dos projetos será de 12 meses, após a data da contratação.

Podem submeter propostas, pessoas maiores de 18 anos ou maiores de 16, se emancipadas. Desta vez, o edital permite a participação de servidores públicos, desde que não haja choque com a legislação da instituição empregadora.

O investimento global para a segunda edição do Centelha Piauí será de R$ 5,2 milhões, sendo R$ 2 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (concedidos através da Financiadora de Estudos e Projetos –  Finep), R$ 1 milhão da FAPEPI, R$ 586 mil da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e R$ 1,586 milhão em bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: Robert Pedrosa / Governo do Piauí

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