Em meio ao avanço das discussões sobre equidade e direitos humanos no país, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) reuniu especialistas e representantes de diferentes áreas para discutir políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. A roda de conversa foi organizada pelo Comitê Interno de Pró- Equidade de Raça, Gênero e Diversidade da instituição.

O encontro teve como foco a troca de experiências e a análise da situação atual de dados voltadas à prevenção e ao combate à violência de gênero, tema que segue como um dos principais desafios sociais no Brasil. Participaram do debate a coronel Elizete Lima, da Polícia Militar do Piauí, a advogada Ravena Mendes e a doutora em Educação Marcoelis Pessoa. A mediação ficou a cargo de Ivana Amorim.

Ao longo da conversa, as participantes destacaram a importância da atuação integrada entre instituições públicas, sistema de justiça e sociedade civil. A coronel Elizete Lima abordou o papel das forças de segurança na proteção das mulheres e ressaltou a necessidade de ampliar canais de denúncia e acolhimento. Já Ravena Mendes enfatizou os entraves jurídicos e a importância do acesso à informação para garantir direitos, enquanto Marcoelis Pessoa trouxe uma perspectiva educacional, defendendo a formação cidadã como ferramenta preventiva e de transformação social.

A mediação de Ivana Amorim conduziu o debate para além do diagnóstico, estimulando a apresentação de caminhos possíveis para o fortalecimento das políticas públicas existentes e a criação de novas iniciativas. Os dados levantados mostram o quanto o estado avançou em políticas de prevenção e combate aos diversos tipos de violência contra a mulher, mas que ainda há muito a se fazer.

A realização do encontro, segundo a Fapepi, integra um conjunto de ações institucionais voltadas à promoção da equidade e ao enfrentamento das desigualdades estruturais. A ação reforça o compromisso da fundação com o fortalecimento de políticas públicas e com a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária para todas as mulheres.

Embora avanços tenham sido registrados nos últimos anos, especialistas apontam que o enfrentamento à violência de gênero exige continuidade, investimento e articulação permanente entre diferentes setores — um esforço coletivo que passa, necessariamente, por espaços de escuta e diálogo como o promovido pela fundação.