Professores e pesquisadores já podem submeter propostas ao Programa de Apoio a Projetos de Extensão; investimento mais que dobra em relação à edição anterior.
Inicia nesta sexta-feira (12), o período de submissão de propostas para o Programa de Apoio a Projetos de Extensão (PAPE), iniciativa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) que destinará R$ 2,25 milhões para financiar ações de extensão desenvolvidas por instituições públicas de ensino superior em todo o estado.
Lançado pela Fapepi em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Instituto Federal do Piauí (IFPI), o programa busca fortalecer a conexão entre universidades e comunidades, transformando conhecimento científico em soluções para demandas sociais e econômicas dos territórios piauienses.
O prazo para envio das propostas segue até o dia 20 de julho e todo o processo deve ser realizado por meio do Sistema de Informação e Gestão da Fapepi (SIGFAPEPI). Os projetos aprovados poderão receber até R$ 30 mil de financiamento direto da fundação para custeio das atividades e concessão de bolsas.
Nesta edição, o programa registra uma ampliação expressiva dos recursos disponíveis. O investimento total alcança R$ 2,25 milhões, resultado da soma de R$ 1,2 milhão aportados pela Fapepi e R$ 1,05 milhão provenientes das instituições parceiras. O valor representa um crescimento de 108,3% em relação à edição 2024/2025, quando o programa contou com orçamento de R$ 1,08 milhão.
Além dos recursos disponibilizados pela fundação, os projetos selecionados poderão receber apoio financeiro complementar das instituições participantes. UFPI, UFDPar, UESPI e Univasf poderão aportar até R$ 10 mil por proposta aprovada, enquanto o IFPI poderá contribuir com até R$ 20 mil adicionais.
O edital também promove mudanças importantes na política de bolsas. A bolsa destinada aos coordenadores dos projetos foi reajustada de R$ 800 para R$ 1 mil mensais, um aumento de 25%. Já a bolsa destinada aos estudantes passou de R$ 400 para R$ 700, representando reajuste de 75%.
Outra novidade é a adoção de critérios voltados à inclusão social. As bolsas estudantis serão destinadas exclusivamente a alunos vinculados às políticas de ações afirmativas das instituições participantes, contemplando estudantes pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. A medida busca fortalecer a permanência universitária desses grupos e ampliar sua participação em atividades de impacto social.
Para garantir alinhamento com as prioridades de desenvolvimento do estado, os projetos deverão estar vinculados a pelo menos um dos eixos estratégicos definidos pelo edital:
I – Agropecuária: Agregação de Valor das Cadeias Produtivas Principais, Agroindústria, Agricultura de Precisão e Melhoramento Genético;
II – Meio Ambiente: Energias Limpas, Clima, Turismo;
III – Tecnologia da Informação: Inovação Tecnológica em Saúde, Educação e Finanças;
IV – Educação: Gestão Educacional, Educação Básica, Educação Popular, Educação Inclusiva, Educação Profissional.
V – Saúde: Promoção da Saúde, Atenção a Grupos Especiais, Epidemiologia e Saúde Pública;
VI – Cultura: Indústrias Criativas, Diversidade Cultural, Cultura Digital, Tradições Culturais, Memória e Patrimônio.
A expectativa é que os projetos apoiados contribuam para ampliar a presença das universidades nos territórios piauienses, promovendo transferência de conhecimento, inovação social e geração de oportunidades para as comunidades atendidas.
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