A Universidade Federal do Piauí (UFPI) recebeu nesta quinta-feira (28), no Centro de Tecnologia, a abertura do Seminário Integrado de Avaliação de Projetos de Pós-Graduação para o Desenvolvimento Estratégico do Nordeste, realizado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi). O evento, que se estende até esta sexta-feira (29), reúne pesquisadores, gestores e representantes de instituições de ensino superior para discutir o papel da ciência no enfrentamento de desafios regionais e na formulação de políticas de desenvolvimento sustentável.
A solenidade de abertura contou com a presença do presidente da Fapepi, João Xavier; da reitora da UFPI, Nadir Nogueira; do vice-reitor, Edmilson Moura; do pró-reitor de Ensino de Pós-Graduação, Carlos Sait; do coordenador geral do seminário, professor Francisco Elmo de Souza Lima; e do coordenador de Fomento a Ações Estratégicas da Capes, Júlio César Piffero de Siqueira. Também participaram o pró-reitor de Pesquisa e Inovação do IFPI, José Luís de Oliveira e Silva, e o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Uespi, Rauirys Alencar de Oliveira.

Além de autoridades, o evento reuniu docentes, estudantes e especialistas em ciência, tecnologia e inovação. A abertura reforçou o caráter estratégico da iniciativa, que busca avaliar projetos financiados em três chamadas públicas do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), lançadas em parceria entre a Capes. São elas: o Edital 18/2020, voltado a programas emergentes e em consolidação; o Edital 04/2021, com foco no semiárido brasileiro; e o Edital 38/2022, de parcerias estratégicas nos estados.
Em seu discurso, João Xavier ressaltou a relevância da cooperação com a Capes, destacando que os programas de pós-graduação estão em um momento de consolidação e essa parceria é fundamental para ampliar a qualidade da formação e o impacto das pesquisas no desenvolvimento regional.

A reitora da UFPI, Nadir Nogueira, destacou a abrangência da programação e a presença de pesquisadores de renome. “Uma das dimensões de avaliação da Capes hoje é o impacto social da pesquisa. Esse evento nos permite mostrar os avanços obtidos em inovação, tecnologia e sustentabilidade, além de reafirmar o papel da UFPI na formação de quadros altamente qualificados para o estado do Piauí”, afirmou.

O representante da Capes, Júlio César Piffero de Siqueira, lembrou o cenário adverso de 2019, com a suspensão de bolsas, e explicou como a instituição reformulou suas parcerias para garantir continuidade e expansão das ações. Siqueira ainda acrescentou como a construção destes novos modelos permitiu a destinação de recursos adequados às necessidades dos estados, priorizando áreas estratégicas e fortalecendo os programas de pós-graduação.

A programação do primeiro dia foi marcada por duas conferências centrais. A primeira abordou as “Perspectivas da pós-graduação para o desenvolvimento da região Nordeste: configuração e investimentos”. Já a segunda, intitulada “Agravos e doenças emergentes e reemergentes: intersetorialidade e perspectivas para a saúde única”, discutiu desafios contemporâneos da saúde pública em interface com o meio ambiente.
Também foram apresentados estudos contemplados pelos editais, como Patógenos emergentes, reemergentes e resistentes: aspectos zoonóticos, jurídicos e de remediação ambiental; Aspectos epidemiológicos, psicossociais e funcionais relacionados à epidemia de COVID-19 no Piauí; e Energias renováveis, planejamento espacial e aspectos políticos de sustentabilidade: compondo vetores de desenvolvimento do estado do Piauí.
Na sexta-feira (29), a programação prevê uma mesa-redonda sobre a “Importância da pesquisa e da pós-graduação para o desenvolvimento do semiárido nordestino”, seguida da apresentação de pesquisas aplicadas à realidade local. Entre os trabalhos programados estão Bioprospecção de meios para produção in vitro de embriões caprinos e ovinos; Tecnologia sustentável para otimizar o desenvolvimento da palma forrageira; e Desenvolvimento de hidrogéis superabsorventes de origem vegetal para uso eficiente de água e nutrientes no semiárido.
O dia também contará com a conferência “A pesquisa científica e a inovação na perspectiva da inclusão e superação das desigualdades” e a exposição de estudos sobre políticas afirmativas na pós-graduação, uso da mandioca na produção de materiais para múltiplas áreas e novas estratégias terapêuticas para doenças emergentes e não transmissíveis no Piauí.
Ao longo dos dois dias, o seminário marca o compromisso da Fapepi, da UFPI e da Capes em fortalecer a pós-graduação como instrumento de desenvolvimento científico, econômico e social. De modo que, mais que um espaço de avaliação, o encontro se propõe a projetar o futuro da pesquisa no Nordeste, articulando ciência, inovação e inclusão social.