FAPEPI participa da chamada Chist-Era 2022 de apoio a projetos de pesquisa

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O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o consórcio CHIST-ERA e a Comissão Europeia, anunciam o lançamento da Chamada Transnacional Conjunta Chist-Era 2022.

A chamada, que tem participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (FAPEPI), tem por objetivo apoiar projetos colaborativos de pesquisa com foco nas áreas de Tecnologia da Informação & Comunicação, Inteligência Artificial e Aprendizagem de Máquina (do inglês, Machine Learning).

Participam da chamada entidades de 21 países, e o orçamento global disponível é de aproximadamente 12 milhões de euros.

Temas da chamada:

1) Segurança e Privacidade em Sistemas Descentralizados e Distribuídos;

2) Sistemas de comunicação baseados em aprendizado de máquina voltados para redes wireless usando Inteligência Artificial.

Fomento brasileiro

No Brasil, o apoio aos projetos colaborativos de pesquisa será concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) que participam da chamada:

1- Fundação Araucária (Paraná);

2- FAPEAL (Alagoas);

3- FAPEAM (Amazonas);

4- FAPEAP (Amapá);

5- FAPEG (Goiás);

6- FAPEMA (Maranhão);

7- FAPEPI (Piauí);

8- FAPERGS (Rio Grande do Sul);

9- FAPERJ (Rio de Janeiro);

10- FAPERR (Roraima);

11- FAPES (Espírito Santo);

12- FAPESB (Bahia);

13- FAPESC (Santa Catarina);

14- FAPESPA (Pará);

15- FUNDECT (Mato Grosso do Sul).

*Outras Fundações ainda podem aderir à Chamada.

Submissão de propostas

Para submissão de propostas os pesquisadores do Brasil devem buscar parcerias internacionais. O consórcio do projeto de pesquisa deve ter no mínimo 3 parceiros e o máximo de 6 parceiros, incluindo no mínimo 3 países que participam da chamada: Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, República Checa, Estônia, Finlândia, França, Irlanda, Israel, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Romênia, Eslováquia, Espanha, Suíça, Taiwan, Turquia e Reino Unido.

As propostas devem ser submetidas na plataforma do consórcio CHIST-ERA, que será disponibilizada em breve na página oficial da chamada.

Cronograma

Prazo para submissão de propostas: 2 de fevereiro de 2023, às 13h00 (BRT).
Data prevista para início dos projetos aprovados: outubro de 2023.
Mais informações

Questões gerais e técnicas sobre a chamada podem ser esclarecidas com o Ponto de Contato Nacional do CONFAP: Elisa Natola (elisa.confap@gmail.com), ou do CNPq: Dileine Cunha (dileine.cunha@cnpq.br).

Os candidatos brasileiros devem consultar as regras específicas de elegibilidade e modalidades de participação via CNPq ou via FAPs nas páginas 24, 25 e 26 do documento da chamada.

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FAPEPI lança edital de amparo à extensão em Seminário Integrado da UFPI

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Nesta terça-feira (29) foi realizada a Solenidade de Abertura do XII Seminário de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A abertura do eventou contou com a presença do Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), Antonio Cardoso do Amaral, da Coordenadora-Geral do Seminário Integrado da UFPI (SIUFPI) e Pró-Reitora de Extensão e Cultura, professora Dr.ª Deborah Dettmam Matos, além de outras autoridades que estavam presentes no local.

Na abertura do evento foi realizado o lançamento do primeiro edital de fomento à extensão da FAPEPI. O edital, bem como seus anexos, podem ser acessados clicando aqui. O presidente da instituição falou sobre a importância do programa para o desenvolvimento do Estado.

“Nós estamos aqui no Seminário Integrado da Universidade Federal do Piauí, um conjunto de seminários, especialmente, hoje o seminário de Extensão e Cultura. Estou aqui com a professora Deborah, porque hoje é um dia muito especial para todos nós. Ela é responsável em articular uma importante demanda desse setor. Em conjunto com os pró-reitores de extensão dos demais institutos de pesquisa e extensão como: a Universidade Estadual do Piauí [UESPI]; o Instituto Federal do Piauí [IFPI], e também a Universidade Federal do Delta do Parnaíba [UFDPar], que vieram até a Fundação de Amparo à Pesquisa, a FAPEPI, e motivaram sobre a demanda no Estado em lançar um edital de apoio à extensão”, ressalta o presidente da FAPEPI.

O edital objetiva a redução das desigualdades ou vulnerabilidades sociais , promovendo o desenvolvimento socioeconômico e ambiental nas diferentes microrregiões do Piauí. A promoção da formação de recursos humanos em projetos extensionistas desenvolvidos em ambientes sociais e produtivos. Além de estimular a interação da comunidade acadêmica com a sociedade por meio da identificação e diagnóstico de demandas locais. Também visa promover a integração entre ações de extensão e pesquisa, além de estimular atividades de extensão tecnológica e de inovação. As inscrições iniciam no dia 1º de dezembro de 2022 até o dia 30 de janeiro de 2023 e poderá ser realizada através da Plataforma SigFAPEPI.

“Esse é um momento histórico. Nós estamos na abertura do XII Seminário de Extensão e Cultura da Univerisdade Federal do Piauí, e temos o privilégio de convidar os professores e estudantes extensionistas do Estado do Piauí a submeterem propostas para o edital da FAPEPI. Esse edital é histórico e prevê R$ 720 mil, selecionando 24 propostas de R$ 30 mil para auxiliar o trabalho em todas as regiões do Estado que queiram desenvolver políticas de extensão”, destaca a pró-reitora de extensão.

A professora Deborah Mattos, convida a todos para participarem do evento que ocorrerá também pela tarde, com palestras, minicursos, oficinas, etc.

“Nós fazemos o convite para que as pessoas interessadas possam acessar o site da FAPEPI, o site da Universidade Federal do Piauí, por meio da pró-reitoria de extensão e cultura, que queiram submeter propostas para auxiliar o fomento da política de extensão no Estado. Muito obrigada, fica esse convite para que as pessoas participem desse evento, e na parte da tarde continuaremos com novos minicursos e atividades de extensão”, finaliza.

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Últimos dias para inscrição na Chamada Pública ERC-CONFAP-CNPQ 2022

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O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) convidam pesquisadores do Brasil a buscar colaborações de pesquisa com pesquisadores doutores já apoiados por subsídios do Conselho Europeu de Pesquisa (ERC) financiados pela UE. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), receberá as propostas das candidaturas elegíveis no estado do Piauí, e apoiará com suporte financeiro para a viagem de intercâmbio do pesquisador. O prazo máximo para submissão de propostas será até dia 15 de dezembro de 2022.

A chamada é lançada a partir dos acordos de implementação estabelecidos entre a Comissão Europeia e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) para fornecer oportunidades de pesquisa na Europa para pesquisadores brasileiros, assinado em 13 de outubro de 2016. A chamada também é resguardada pelo Acordo Administrativo entre a Comissão Europeia, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), referentes aos mecanismos de apoio à cooperação UE-Brasil em atividades de pesquisa e inovação, assinados em 19 de novembro de 2021. 

Os pesquisadores elegíveis do Brasil

Podem submeter propostas os pesquisadores ativos no Brasil, detentores de título de doutorado, que estejam implementando atividades de pesquisa dentro de universidades, institutos ou centros de pesquisa brasileiros.

Os projetos financiados pelo ERC, buscando acolher os pesquisadores brasileiros, cobrem uma vasta gama de áreas científicas e foram selecionados pela Comissão Europeia e pelo ERC, nos seguintes painéis de avaliação:

  • Biologia Molecular e Estrutural e Bioquímica
  • Genética, Genômica, Bioinformática e Biologia de
  • Sistemas
  • Biologia Celular e do Desenvolvimento
  • Fisiologia, Fisiopatologia e Endocrinologia
  • Neurociências e Distúrbios neurais
  • Imunidade e Infecção
  • Ferramentas Diagnósticas, Terapias e Saúde Pública
  • Biologia Evolutiva, Populacional e Ambiental
  • Ciências da vida aplicadas e biotecnologia não médica
  • Matemática
  • Constituintes Fundamentais da Matéria
  • Física de matéria condensada
  • Ciências Químicas Físicas e Analíticas
  • Química Sintética e Materiais
  • Ciência da Computação e Informática
  • Engenharia de Sistemas e Comunicação
  • Engenharia de Produtos e Processos
  • Ciências do Universo
  • Ciência do Sistema Terrestre
  • Mercados, Indivíduos e Instituições
  • Instituições, Valores, Crenças e Comportamento
  • Meio Ambiente, Espaço e População
  • A mente humana e sua complexidade
  • Culturas e Produção Cultural
  • O estudo do passado humano
  • Sinergia

Os pesquisadores elegíveis deverão acessar o portal on-line, disponível no link, para realizar as inscrições e envio dos documentos exigidos no edital. 

Para mais informações, assistência e suporte entre em contato através do e-mail disponível.

Mais informações sobre “equipes do ERC abertas ao mundo” acesse o link disponível.

Fonte: CONFAP

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Estudantes UAPI 1ª etapa estão em fase de conclusão para formatura

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Na reta final para concluírem a graduação em Administração, os estudantes da primeira etapa da Unidade Aberta do Piauí (UAPI) já se preparam para a colação de grau, com previsão de acontecer em dezembro deste ano. A junção de vagas em instituições públicas coloca o Piauí em destaque na universalização do ensino superior e, somente com a UAPI, já são 183, dos 224 municípios, que ofertam a graduação com foco no empreendedorismo.  

Os perfis dos estudantes se misturam a muitas histórias de começos e recomeças na área profissional. De norte a sul do Piauí as histórias se cruzam com o propósito de promover não apenas o desenvolvimento social, mas o local. A estudante Vilamara Ferreira de Araújo, 41 anos, mora em Jardim do Mulato, 140 km da capital, mas estuda em Santo Antônio dos Milagres, poucos mais de 10 km de distância da cidade onde mora. Ela conta que o seu sorriso é marca registrada e ela levavá seu otimismo para os encontros das aulas presenciais da UAPI.  

“Sou assistente social e supervisora do programa Criança Feliz, do município de Jardim do Mulato. Trabalhei 20 anos em uma empresa, num minimercado aqui no nosso município mesmo onde eu fazia de tudo. Mas, a maior parte do que eu fazia nessa empresa era na parte administrativa. Eu fazia coleta de dados, de notas fiscais, emitia notas fiscais, eu fechava caixa e foi nessa parte administrativa que eu mais me identifiquei e eu gostava muito de fazer. Foi aí onde eu me identifiquei com a administração”, contou ela, explicando por que resolveu começar uma nova graduação na área.  

Além disso, a futura administradora conta que ficou sabendo da UAPI em 2017 através de uma amiga, que tratou de ajudar e providenciou sua inscrição. “Minha amiga Elizângela tomou de conta. Ela fez a minha inscrição e a dela. Eu separei os assuntos para estudar e estudei”, disse ela, falando que um dia antes das provas da UAPI o falecimento de uma tia quase fez com que ela perdesse a prova que, na ocasião, iria acontecer no município de Água Branca. “No dia velório eu virei a noite e alguém disse que iria descansar, pois teria uma prova para curso de Administração da UAPI e foi aí que lembrei que eu também faria a prova”. 

A Vilamara é só felicidade. Já na reta final, após 4 anos de um sonho em forma de conhecimento adquirido, a futura administradora agora possuirá duas graduações e pretende seguir a carreira através de concursos públicos, mas também tem a ideia de ter um negócio próprio. Um dos focos principais do curso de Administração da UAPI é justamente o empreendedorismo para promover o desenvolvimento local e fazer com que os cidadãos piauienses explorem as potencialidades locais.  

OFERTA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DA UAPI     

A parceria entre Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) tem o objetivo de universalizar o Ensino Superior em todo o Piauí e promover qualidade por meio da educação à distância, um dos eixos do PRO Piauí Educação. A UAPI iniciou ainda em 2017 com a primeira etapa e a abertura de 60 polos; em 2018, a segunda etapa com mais 60 polos; e a terceira etapa mais 63 polos totalizando 183 cidades piauienses.     

Atualmente é ofertado o curso de Administração, mas o Governo do Estado já estuda a ampliação e a possibilidade de oferta de novos cursos com Projeto de Lei 39/2020 que cria o Programa Universidade Aberta do Piauí (UAPI). Tudo vem sendo acompanhado pela Superintendência de Ensino Superior da Seduc, que dá todo o suporte e gerência as ações, visando garantir informação e qualidade aos cidadãos que desejam ingressar no ensino superior sem precisar sair de suas cidades.

Fonte: Seduc/PI

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Resultado divulgado da Chamada de proposta – Amazônia +10

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Está disponível o resultado da Chamada de Propostas nº 003/2022 – Iniciativa Amazônia+10. O anúncio dos projetos aprovados foi realizado nesta quinta-feira, 17 de novembro, em evento online transmitido ao vivo pelo canal do YouTube da Agência FAPESP. O Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), Antonio Cardoso do Amaral, participou da reunião da através de plataforma virtual.

A Chamada de Propostas da Iniciativa Amazônia +10 foi lançada em junho de 2022, e tem por objetivo apoiar a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico em instituições de ensino e pesquisa e em empresas sobre os problemas atuais da Amazônia, que tenham como foco o estreitamento das interações natureza-sociedade para um desenvolvimento sustentável e inclusivo da região.

Ao todo, foram contempladas 39 propostas de 18 Estados e do Distrito Federal, e os investimentos das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) totalizam R$ 41.982.844,23.

Além dos investimentos das FAPs, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou o aporte de R$ 12.000.000,00 em bolsas de pesquisa para os projetos aprovados dos estados que compõem a região da Amazônia Legal.

Para saber mais acesse o link disponível.

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CNPq lança nova chamada do Programa de Mestrado e Doutorado para Inovação – MAI/DAI

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Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou, nesta quarta, 16, a Chamada Pública CNPq nº 68/2022 – Programa de Mestrado e Doutorado para Inovação – MAI/DAI, que visa à concessão de bolsas de doutorado, mestrado e iniciação tecnológica em projetos a serem apresentados pelas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação  – ICTs. Os investimentos totais previstos pela chamada são de R$ 50 milhões e a submissão de propostas vai até 2 de janeiro de 2023.

Programa MAI/DAI busca fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação nas ICTs, por meio do envolvimento de estudantes de graduação e pós-graduação em projetos de interesse do setor empresarial, mediante parceria com empresas.

Desde 2013, quando estabeleceu de forma pioneira o Programa de Doutorado – DAI, o CNPq tem lançado regularmente Chamadas Públicas, com o objetivo de consolidar essa ação.

A partir de 2020, com o lançamento da Chamada CNPQ nº 12/2020 – Programa de Mestrado e Doutorado para Inovação – MAI/DAI, o CNPq amplia o escopo do Programa, ao incluir a participação de estudantes de mestrado e de graduação nos projetos apoiados.

Clique aqui e acesse o texto completo da Chamada Pública CNPq nº 68/2022 – Programa de Mestrado e Doutorado para Inovação – MAI/DAI.

Fonte: CNPq

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Inscrições para parcerias com estados (PDPG) vão até novembro

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A CAPES prorrogou até as 23h59 de 23 de novembro o prazo para apresentação de projetos na seleção do Edital nº 38/2022, do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) – Parcerias Estratégicas com os Estados III. O procedimento deve ser feito pelo Sistema de Inscrições da CAPES (Sicapes).

Publicada na edição desta quarta-feira, 26 de outubro, do Diário Oficial da União, a atualização do edital também altera o cronograma previsto para 2023. No próximo ano haverá divulgação dos resultados preliminar – a partir de 20 de janeiro –,  e final, em 10 de fevereiro. As assinaturas dos acordos de cooperação técnica, também devem ocorrer nesse mês, e o início de fato dos projetos, em março.

O valor destinado ao edital será de R$ 126,1 milhões. Deste total, R$21,2 milhões são para bolsas de mestrado, R$ 92,9 milhões para as de doutorado e R$ 11,9 milhões para pós-doutorado. As Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAP) devem entrar com contrapartida na forma de custeio de, pelo menos, 30% do montante destinado pela CAPES às bolsas, em cada projeto.

Já as instituições de ensino superior (IES) que tomarão a frente da parceria nos casos em que as FAP não manifestaram interesse em participar, devem apresentar demonstrativo de contrapartida não financeira. Isso se dá pela oferta de benefícios aos pesquisadores ou por melhorias estruturais para o fomento à formação de pessoal e à pesquisa.

Sobre o PDPG – Parcerias Estratégicas com os Estados III
Pelo Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) – Parcerias Estratégicas com os Estados III, a CAPES e as FAP ou instituições de ensino superior (IES) atuam em conjunto para ampliar a formação de pessoal qualificados em temas prioritários para os estados. As próprias FAP ou IES são as responsáveis por definir os eixos temáticos que promoverão o desenvolvimento econômico, educacional e social local. Serão financiados até 81 projetos, no limite de quatro por proponente.

Fonte: Redação – CCS/CAPES

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Pesquisa amparada pela FAPEPI analisa dinâmicas conjugais e familiares em contexto de crise financeira

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A vida nas modernas sociedades capitalistas é atravessada por diversos valores impostos que incidem sobre a vida das pessoas, desde as relações de trabalho até as relações familiares e conjugais. Os imperativos da competitividade e individualismo, por exemplo, não se limitam à esfera econômica, pois também atuam na subjetividade do ser. O ser humano, que é social por natureza, ao se ver inserido em um sistema de vida em que o mote é a busca pelo capital, irá apresentar ideias, anseios, expectativas e medos diferentes de um ser humano que cresceu em uma sociedade tribal, ou outro tipo de sociedade, por exemplo.

Em sociedades geridas por estados capitalistas, a população se encontra dividida de acordo com a sua função na produção e classificada de acordo com o número de salários mínimos de sua renda. Pertencer ao grupo social que necessita vender sua força de trabalho no mercado por salário para sobreviver significa ter de lidar com o desafio diário de manter-se com a renda que lhe é designada, o que muitas vezes é insuficiente, especialmente entre as classes C, D e E, que vivem com 2 a 10 salários mínimos. Isso reflete em uma constante busca para fugir do desemprego e da pobreza, sofrendo constante pressão econômica. Por esse motivo, se torna necessário a realização de ajustes no estilo de vida das famílias, de modo a conter gastos e priorizar o que for realmente necessário; tarefa que pode acarretar muitos conflitos à dinâmica familiar, especialmente em contextos de crise econômica.

No contexto da atual crise econômica brasileira, onde as taxas de desemprego se encontram altas, abarcando mais de 10 milhões de indivíduos, alta inflação no preço dos combustíveis e alimentos e praticamente metade da população está em situação de insegurança alimentar, o estado da saúde mental da população trabalhadora do país evidentemente sofre as consequências dessa pressão econômica. Frente a isso, pesquisas na área de psicologia social como a da professora Sandra Elisa de Assis Freire são muito importantes para trazer uma maior compreensão deste fenômeno e assim contribuir para a redução do sofrimento mental dos brasileiros e promover melhor qualidade de vida.

Sua pesquisa, intitulada “Pressão Econômica, Casamento e Prática parental: como se encontra a dinâmica familiar no contexto da crise financeira?” tem o objetivo de elaborar e reunir evidências de validade e precisão da Escala de Pressão Econômica, tendo por base os indicadores de pressão econômica propostos no modelo de Estresse Familiar elaborado por Conger e Elder e a influência da pressão econômica sobre o conflito conjugal e problemas disciplinares dos filhos, como também ampliar o modelo para incluir outras variáveis que possam trazer soluções no enfrentamento da pressão econômica. O trabalho obteve financiamento da FAPEPI através do Edital Nº 007/2018 – PROGRAMA PRIMEIROS PROJETOS (PPP).

O Modelo de Estresse Familiar (FSM – Family Stress Model) foi desenvolvido em 1994 pelos pesquisadores Conger e Elder na tentativa de explicar como os problemas financeiros influenciavam as famílias no cenário de uma grave recessão econômica agrícola que atingiu o estado de Iowa, EUA, durante a década de 1980. O modelo propõe que as dificuldades econômicas levam à pressão econômica na dinâmica familiar. O termo pressão econômica refere-se à avaliação subjetiva que a pessoa faz de sua situação financeira, por exemplo quando não está conseguindo pagar as contas e cumprir com as responsabilidades financeiras, o que pode ocasionar estresse e conflitos. 

De acordo com a professora e pesquisadora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Piauí (Campus Parnaíba), com essa pressão econômica, a relação conjugal é uma das áreas mais afetadas, tendo sido associada à instabilidade marital, aumento de conflitos, padrões de comunicação negativos e menor qualidade de relacionamento. De acordo com o Modelo de Estresse Familiar, as desacelerações macroeconômicas, como inflações e recessões, que produzem altos níveis e longos períodos de desemprego, combinadas com redes de segurança social limitadas que não têm capacidade de proteger adequadamente as famílias vulneráveis, criam dificuldades generalizadas para os indivíduos e suas famílias. 

O Modelo de Estresse Familiar propõe que a pressão econômica pode ser medida por meio de indicadores como: a impossibilidade de satisfazer a algumas necessidades básicas, como é o caso da alimentação e compra de roupas; incapacidade de pagar as despesas, e a necessidade de fazer reduções e ajustes em aspectos essenciais, como é o caso do cuidado com a saúde. O modelo sugere que dificuldades no âmbito financeiro desencadeiam uma pressão de caráter subjetivo no meio familiar/conjugal e ainda prevê que, no caso de um aumento no nível da pressão econômica, os pais correm maior risco de apresentar sofrimento emocional (ex. depressão, ansiedade, raiva) e problemas comportamentais (ex. uso de substâncias). Este modelo tem sido testado em vários países que apresentam realidades econômicas e culturais distintas, e os resultados dos achados dessas pesquisas têm convergido para a semelhança dos resultados observados no estudo original.  

Desta forma, indivíduos em famílias com dificuldades econômicas também experimentam sofrimento emocional, raiva e frustração, que afetam suas relações familiares. Estudos recentes também mostram que as crianças que crescem em condições de dificuldades econômicas estão em maior risco de apresentar problemas comportamentais, diminuição na competência social e habilidades cognitivas mais baixas. 

Resultados de estudos recentes sobre o impacto da crise econômica sobre a saúde mental de indivíduos salientaram alguns aspectos que merecem atenção: ocorre o aumento de problemas de saúde mental em tempos de crise; o medo do desemprego, de perder casa ou não conseguir sustentá-la com as condições essenciais para a família. A redução de benefícios sociais, entre outros, acarreta um enorme stress nos indivíduos e nas famílias, o que pode conduzi-los a diversos problemas de saúde mental, tais como depressão, ansiedade, suicídio, entre outros.

A pesquisa durou 2 anos e contou com a participação de 369 pessoas, sendo a maioria do sexo feminino (65%) e 33,6% do sexo masculino, com média de idade de 36,5 anos. No que diz respeito à ocupação, 52% dos participantes informaram ter emprego fixo, 22,5% trabalham por conta própria e 14,6% declararam estar desempregados. Dentre outras informações, foi perguntado sobre alterações no rendimento da família no último ano, em que 36,9% afirmaram que o valor da renda diminuiu; para 37,9% dos participantes o valor manteve-se e para 22,8% dos participantes o valor aumentou. Ainda 60,2% dos participantes declararam que têm ou tiveram o nome negativado, e 79,9% afirmaram que a situação econômica do país afetou sua situação financeira, principalmente na área de desemprego e poder de compra.

A professora conta que este estudo forneceu diversos resultados exploratórios e com eles foi possível identificar uma estrutura de duas dimensões, diferente do que foi teoricamente preconizado por Conger e Elder (1994), cuja teoria destaca a pressão econômica composta por três dimensões, a saber: perda de renda, trabalho instável ou status de estar desempregado e endividamento. Enquanto que empiricamente no decorrer do trabalho a pressão econômica foi explicada por duas dimensões, de modo que a perda de renda exerce um papel conjunto com o trabalho instável e com o endividamento, e isso se mostrou coerente com os aspectos teóricos abordados.

Observou-se que o agrupamento dos itens nos fatores da Escala de Pressão Econômica permitiu a definição destes em 2 grupos. O fator 1 denominado “perda de renda e trabalho instável” corresponde à instabilidade financeira provocada por um trabalho que não garante seguramente uma renda fixa, levando as pessoas a vivenciar condições econômicas difíceis e gerando uma vulnerabilidade emocional, dessa forma as pessoas passam a procurar soluções para não ter dificuldades financeiras e não ficarem desempregadas. O fator 2 “perda de renda e endividamento” representa as mudanças financeiras negativas em forma de perda de renda que geram recursos limitados levando as pessoas a acumular dívidas que comprometem o orçamento familiar.

“A partir dos resultados preliminares, foi possível verificar que a pressão econômica foi preditora de sintomas de sofrimento emocional (estresse, ansiedade e depressão) entre os cônjuges, algo congruente com os resultados encontrados em estudos prévios que utilizaram o Modelo de Estresse Familiar. Uma possível explicação para tal resultado pode estar relacionada com a renda familiar da maioria das pessoas; 65,4% indicaram que sua renda familiar se encontrava entre 2 e 10 salários mínimos, em que – 35,0% disse sustentar a família entre 2 e 4 salários mínimos e 30,4% entre 4 e 10 salários mínimos; enquanto 28,3% sustentam suas famílias com até dois salários mínimos. Destas, 50,8% afirmou que a situação econômica do país afetou sua situação financeira e 41,7% disse que já esteve com o nome negativado no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) ou Serasa. Os resultados também permitiram confirmar a correlação entre a pressão econômica e os conflitos na relação entre os casais”, conta a professora.

Frente aos efeitos nocivos das crises econômicas na dinâmica familiar e conjugal, as características individuais e os recursos que cada um possui no sistema familiar podem contribuir para desenvolver um enfrentamento positivo frente a crise. Estudos recentes indicam que atitudes positivas no enfrentamento dessa crise,contribui para o bem-estar do casal e dos filhos. Por exemplo, Taylor, Larsen-Strife, Conger, Widaman e Cutrona (2010) em seus trabalhos, identificaram que as mães otimistas demonstraram maior resistência ao impacto negativo do estresse econômico. Em termos de parentalidade, Brody, Murry, Kim e Brown (2002) descobriram que as mães com altos níveis de autoestima, juntamente com uma visão mais otimista da vida, eram mais propensas a exibir uma maternidade promotora de competências. Nessa mesma direção, Castro-Schilo et al. (2013) descobriram que as mães e os pais otimistas apresentavam uma parentalidade mais positiva, que estava associada à competência social de seus filhos. Estratégias semelhantes podem contribuir para uma melhor dinâmica entre casais, como conta a professora Sandra:

Pesquisas recentes apontam que a maneira como o casal maneja os recursos financeiros interfere na qualidade de seu relacionamento e tem implicações na qualidade de vida das famílias. Desta forma, se o casal mantém um constante diálogo sobre a distribuição da renda e um gerenciamento compartilhado do dinheiro, tais aspectos podem contribuir para o aumento da afetividade e intimidade conjugal, como também no aumento do nível de intimidade financeira e consequentemente estes aspectos podem contribuir de forma efetiva na adoção de estratégias positivas no enfrentamento da crise econômica”, finaliza a professora.   

Além de uma gestão racional dos recursos financeiros, estes trabalhos mostram que o enfrentamento à pressão econômica também necessitam de medidas que vão além da renda em si, como o diálogo familiar e conjugal e inteligência emocional, que é indispensável para a resiliência em tempos de crise.

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Pesquisa apresenta vestígios paleontológicos em zonas metropolitanas de Teresina

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Texto alterado em 26 de outubro de 2022, às 19h40.

O Piauí atualmente conta com diversos estudos e pesquisadores no âmbito da Arqueologia e Paleontologia, sendo a Serra da Capivara um dos locais mais importantes de conservação arqueológica e com uma grande riqueza de vestígios que se conservaram durante milênios. Contudo, não é apenas essa região que apresenta no território piauiense esses vestígios do passado.

A pesquisa realizada pelo Dr. Prof. Érico Rodrigues Gomes, e financiada com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), através do Edital nº 002/2021, apontou vestígios paleontológicos no entorno de Teresina e regiões metropolitanas, como José de Freitas, Nazária e Altos, por exemplo.

Floresta Fóssil de Teresina. Foto: Reprodução Internet

“Então, Teresina está cercada por um conjunto de sítios paleontológicos importantíssimos que registram a história da vida há 290 milhões de anos. Essa unidade tem idade no Permiano. Aqui temos a Formação Pedra de Fogo”, destaca o professor.

De acordo com o professor, esses fósseis são datados a partir do Período Permiano, que corresponde ao último período da Era Paleozoica. De acordo com estudos realizados pelo pesquisador Dr. Luiz Saturnino Andrade, em sua Tese de Doutorado pela Universidade Federal do Pará (2019) “a Formação Pedra de Fogo, de forma geral, representa um sistema lacustre [que está próximo a ou sobre um lago] de clima árido, endorreico [não tem saída para o mar], frequentemente afetado por regimes de tempestades e alimentado por fluviais efêmeros [temporário], na sua maioria não-canalizados”. O professor Érico Rodrigues também destaca que a geologia do local tem enorme influência da Formação Pedra de Fogo, mas também conta com outros períodos da Era Paleozoica, como o Siluriano, na Bacia Sedimentar de Parnaíba, datado há mais de 400 milhões de anos. 

“A formação Poti e Piauí é do Período Carbonífero. Mas, essencialmente, no município de Teresina domina a formação Pedra de Fogo. Teresina está inserida na bacia sedimentar do Parnaíba. É formada por um conjunto de rochas sedimentares com idade desde o Siluriano, que tem uma idade de aproximadamente de 400 milhões de anos”, destaca Érico.

De acordo com Mauro Sérgio Lima et al. (2015), no livro Métodos em Ecologia e Comportamento Animal, esse período corresponde ao “momento da história da Terra, onde se observa o surgimento e diversificação da maioria dos filos de animais, e é chamado de Fanerozóico (vida visível, em grego)”. Ele é segmentado em três Eras. A primeira Era é denominada de Paleozoica, e que por sua vez, responde pelo surgimento da maioria dos animais atuais. Esta Era Paleozoica, é dividida em seis períodos, compreendendo, assim, o período Siluriano, como o terceiro período da Era Paleozoica, o Carbonífero o quinto, e o Permiano o sexto.  

“Esta unidade, em Teresina, é marcada pela presença de fósseis. Não só em Teresina, mas no entorno da capital também, como por exemplo, Altos, onde foi identificada a floresta fóssil, na zona rural. Aqui em Nazária foram identificados alguns antigos lagos com alguns peixes. Em José de Freitas, foi identificado um antigo ambiente marinho raso, riquíssimo em Bivalves e Gastrópodes, organismos invertebrados de ambiente marinho”, acrescenta.

O professor conta que existem registros importantes de troncos fossilizados em nossa região e que, por sua vez, apresentam maiores indícios da presença desses fósseis em regiões rurais.

“Em Teresina, a despeito de ser cercada por importantes sítios paleontológicos, como Nazária, José de Freitas e Altos. Teresina também tem registros importantíssimos, principalmente de troncos fossilizados de idade permiana, em torno de 290 milhões de anos atrás. Quando o clima aqui da região [Piauí, Maranhão], que hoje é a bacia sedimentar do Parnaíba, é de clima árido. E nessa região em particular existiam algumas lagoas. Grandes lagoas, onde hoje seria o vale do grande rio Parnaíba”, destaca Érico.

Presença de fósseis em Teresina. Foto: Reprodução Internet

O professor conta que a pesquisa apresenta essa região onde hoje se localiza os municípios de Teresina, José de Freitas e Altos, como um local de incidência de oásis que circundavam os grandes lagos que existiram há 290 milhões de anos. O professor também destaca como é o processo de formação das florestas fósseis.

“É fácil imaginar, são lagos, se pesquisar na internet vocês vão ver aí, aqueles locais com palmeiras em volta, vegetação, né. Era a mesma coisa só que 290 milhões de anos atrás. Esses oásis, essas lagoas, eram circundadas por uma vegetação exuberante em eventos de chuvas torrenciais típicas de regiões áridas e semiáridas, demora chover. Mas quando vem, aparece aquela tromba d’água. Então, inundava, alagava e algumas dessas árvores foram soterradas e depois houve um processo chamado de permineralização. Assim, essas árvores e troncos foram então fossilizados”, conta o professor.

Em Teresina, em particular, o professor destaca que há a presença de troncos fossilizados na zona rural. Ao norte de Teresina. E especialmente ao longo do rio Poti, em uma ilha paleontológica próxima à região do zoobotânico. É possível visitar a floresta fóssil mais conhecida em nossa capital, e que está localizada em frente ao Teresina Shopping. 

“Também há a presença de troncos na região da Alegria, mais ao sul. Então ao longo do Vale do Rio Poti, ele é riquíssimo em fósseis. Não só de troncos, mas também estromatólitos”, destaca Érico.

Perguntado sobre os problemas que envolvem esses locais, Érico relatou que um dos principais problemas é a degradação ambiental encontrada nesses sítios fossilíferos, e como que esses impactos ambientais interferem na preservação desse patrimônio natural paleontológico em nosso estado.

“Eu acho que o principal problema nesses sítios paleontológicos é o descaso. E o desconhecimento por parte da população, da sua importância ao contar uma parte da história da Terra, particularmente, desse pedaço de chão, o nosso estado do Piauí. Há um desconhecimento muito grande das pessoas. Por conta disso, o projeto foi prorrogado por mais um ano, justamente para trabalhar a educação ambiental, trabalhar a divulgação nas escolas, trabalhar a divulgação com os pescadores, trabalhar a divulgação com banhistas, em locais onde tenham fósseis nas proximidades.

Instituições como a FAPEPI são importantes para que essas pesquisam possam ocorrer, e com o aporte necessário para o desenvolvimento dos estudos, seja possível preparar políticas públicas de preservação desses espaços. Esse é um compromisso que os próximos governos devem manter com o nosso estado. 

“É um processo lento, e difícil, trabalhando com adultos e com crianças. Mas a gente vai conseguir, tenho certeza, através do apoio da FAPEPI nessas ações. Então, o impacto ambiental, um dos principais é a queimada. E muitas vezes os pescadores utilizam. Juntam os troncos ali para fazer aquela fogueira, e pela noite fazem o fogo para cozinhar o alimento, imagino, talvez, para cozinhando o peixe também. Então, ao tocar fogo e os fósseis sendo usados como apoio para as panelas é o final desse evento né, o tronco se quebra todo. Então, é uma perda irreversível. Algo que está preservado há mais de 290 milhões de anos em segundos é destruído”, desabafa Érico.

O professor conclui que é necessário conscientizar à população, pescadores, banhistas, turistas e demais pessoas que passam e moram por essas regiões. Algumas necessidades básicas, como cozinhar o alimento podem acabar prejudicando esse patrimônio pelo simples desconhecimento de sua importância para a humanidade.

“A gente precisa educar esses pescadores, para que ao fazerem essas fogueiras, eles precisam conhecer o que é um tronco fóssil para poder identificar e evitar esse tipo de ação danosa ao patrimônio. E claro, estamos falando de leito de rios, riacho São Vicente, rio Poti, todo o impacto ambiental que envolvem esses rios: saneamento; falta de saneamento; esgoto; desmatamento em suas margens, são impactos que, de certa forma, também atingem esse patrimônio natural paleontológico que é encontrado no seu leito e em suas margens”, destaca.

O turismo local e cooperação científica também são prejudicados com o descaso ocasionado pelo desconhecimento desses fósseis, e o descaso com a preservação desses espaços é preocupante. 

“Como vou levar um turista ou pesquisador? Já aconteceu várias vezes, estava acompanhado de pesquisadores de fora que foram conhecer, visitar. Estão abandonados, estão com todo tipo de resíduos. Água contaminada, falta de saneamento, etc. Isso prejudica nossa cidade, prejudica nosso estado, e mostra um descaso com a questão ambiental que nós vivemos, infelizmente. Mas há uma política de saneamento básico em curso na nossa cidade, no nosso estado, então tem sempre esperança que as coisas melhorem e que vai melhorar”, finaliza.

Continuar lendoPesquisa apresenta vestígios paleontológicos em zonas metropolitanas de Teresina

Pesquisa destaca resistência bacteriana à amoxicilina na cavidade bucal em crianças

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Está em andamento o trabalho de pesquisa coordenado pelo professor, Dr. Prof. Patrick Veras Quelemes, Mestre em Farmacologia e Doutor em Biotecnologia na Universidade Federal do Piauí, intitulado “Prevalência e Caracterização de Bactérias Resistentes à Amoxicilina na Cavidade Bucal de Crianças com Risco de Endocardite Infecciosa e Fatores Associados”. O projeto é contemplado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí – FAPEPI através do Edital Programa De Infra-Estrutura Para Jovens Pesquisadores / Programa Primeiros Projetos (PPP) – / MCT/ CNPq Nº 007/2018.

A endocardite infecciosa (EI) é uma condição grave que pode afetar adultos e crianças portadores de determinadas cardiopatias que é um termo genérico utilizado pelos médicos para designar doenças e condições médicas capazes de afetar o coração e o sistema vascular de pacientes em qualquer idade, entre os principais tipos de cardiopatia podemos incluir hipertensão (pressão alta), doença arterial coronariana, arritmia cardíaca e também condições mais graves como parada cardíaca ou mesmo derrame cerebral.

O risco de  infecção do endocárdio representa um desafio na prática odontológica, já que essa condição pode ser causada pela bacteremia transitória, principalmente por estreptococos, proveniente da realização de procedimentos críticos como exodontias, raspagens e tratamentos endodônticos em pacientes susceptíveis, geralmente, portadores de cardiopatias. Para evitar esse quadro, é indicada a realização de profilaxia antibiótica previamente aos procedimentos citados, cujo medicamento padrão é a amoxicilina. No entanto, devido ao uso excessivo e/ou indiscriminado dessa droga, bactérias resistentes têm sido detectadas na cavidade bucal fazendo com que, mesmo sendo administrada a profilaxia antibiótica, pacientes continuem com risco de desenvolver a EI, especialmente crianças. O objetivo deste projeto é, portanto, estabelecer a prevalência de bactérias resistentes à amoxicilina na cavidade bucal de crianças com risco de EI, além de verificar fatores relacionados.

“Esse problema ele pode atingir tanto adultos como crianças, sendo que atualmente é considerado que além da manutenção de uma boa saúde bucal, o único método de prevenção da endocardite infecciosa é a profilaxia antibiótica, que é a tomada de antibiótico previamente, 01h00 antes, ao procedimento odontológico que essa criança ou esse adulto passa a submeter. Essa antibioticoterapia é realizada com antibiótico chamado Amoxicilina.” conta o coordenador do projeto.

Dr. Prof. Patrick Veras. Foto: Reprodução

Apesar de a resistência antibiótica ser um tema de relevância global, até o momento, não existem dados publicados sobre a prevalência de estreptococos resistentes ao antibiótico citado em crianças brasileiras. Neste contexto, no estado do Piauí, segundo dados colhidos junto ao Hospital Infantil Lucídio Portella, o número de crianças portadoras de cardiopatias que são susceptíveis à EI é relevante. Assim, sensibilizados por esta problemática e tendo constatado a escassez de dados sobre o tema, propomos este projeto, cujo objetivo principal é determinar a prevalência de bactérias resistentes à amoxicilina na cavidade bucal de crianças portadoras de cardiopatias, que formam um grupo com risco de acometimento da endocardite infecciosa.

Além disso, o desenvolvimento deste projeto possui concreta possibilidade de fomentar a recente criação do primeiro grupo de pesquisa voltado à vigilância de micro-organismos resistentes na cavidade bucal de crianças, adultos e idosos no estado do Piauí, o que colabora, de sobremodo, para a criação de estratégias a serem traçadas no âmbito da saúde pública, com intuito de manejar-se tal situação, com vistas à diminuição de agravos, bem como para desenvolvimento científico relacionado a essa casuística no estado do Piauí.

“Os nossos resultados encontrados até o momento são bastante preocupantes, visto que, por exemplo, se nós avaliarmos 15 crianças em 14, nós iremos encontrar estreptococos resistentes à amoxicilina em sua boca. Nós temos a previsão de concluir nosso projeto até dezembro. Queremos fazer, claro, uma publicação científica, mas independente disso, o impacto dos nossos resultados ele deve vir a conscientizar a classe odontológica de que se deve ter uma preocupação com essa questão da resistência bacteriana nesses pacientes, inclusive com a geração de políticas públicas, que posso assisti-los de uma forma melhor”, finaliza. 

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