FAPEPI lança editais de bolsas de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) mais uma vez garante oportunidade de bolsas para graduandos, mestrandos e doutorandos, e torna público nesta sexta-feira (01) o lançamento de editais para concessão de bolsas de apoio às atividades de pesquisa científica, tecnológica e inovação.

A FAPEPI convida pesquisadores vinculados a Instituições de Ensino e Pesquisa sediadas no Estado do Piauí a apresentarem propostas para obtenção de bolsas na modalidade Iniciação Científica (IC) para estudantes de Graduação no âmbito do Programa de Bolsas de Iniciação Científica da FAPEPI – PBIC, e para mestrandos e doutorandos, no âmbito do Programa de Apoio à Pós-graduação Stricto Sensu (PAPG). Os editais podem ser conferidos clicando aqui.

Os programas visam contribuir para a formação de pesquisadores em todas as áreas do conhecimento, através da concessão de bolsas de iniciação científica a alunos de graduação (PBIC), mestrado e doutorado (PAPG). 

Para mais informações acesse nossas redes ou entre em contato pelo e-mail fapepi@fapepi.pi.gov.br.

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FAPEPI participa de Fórum do Confap e de lançamento do Edital Amazônia +10

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí, FAPEPI, participa nesta semana do Fórum Nacional CONSECTI/CONFAP. A cidade de Manaus (AM) sedia desde o dia 08 até o dia 10 de junho de 2022 o evento, que discute Ciência, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no Brasil e alguns países como: Austrália, Espanha, França, incluindo os diversos atores das diferentes áreas, realizando a Internacionalização na Ciência.

Nesta ordem: presidente do CNPq, Evaldo Vilela; Diretora Técnico-Científica da FAPEPI, professora Nayana Pinheiro Machado de Freitas Coelho; Presidente da FAPEPI, Antonio Cardoso do Amaral; Presidente do CONFAP, Odir Dellagostin; Presidente do CONSECTI, Rafael Pontes Lima.

A FAPEPI está representada nesse evento pelo seu Presidente, Professor Antonio Cardoso do Amaral, e pela sua Diretora Técnico-Científica, Professora Nayana Pinheiro Machado de Freitas Coelho.

O evento é realizado pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia & Inovação (CONSECTI) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Fórum reúne presidentes e representantes das 26 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), das agências federais, CNPq, FINEP, EMBRAPII e CAPES, Secretários Estaduais de CT&I, além de representantes de entidades acadêmicas e científicas, e agências internacionais.

Em sua cerimônia de abertura oficial, na manhã desta quinta-feira (09), diversas autoridades nacionais e do Estado do Amazonas estiveram presentes e fizeram uso da fala, destacando os investimentos e os resultados nos campos de CT&I. Durante a abertura oficial do Fórum também foi realizado o lançamento do Edital Amazônia+10, uma iniciativa construída no âmbito do CONSECTI e do CONFAP, que tem por objetivo apoiar pesquisas científicas e desenvolvimento tecnológico na região da Amazônia Legal, por meio de parcerias entre as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), o setor privado, governos e organizações internacionais.

Em adesão ao edital a FAPEPI disponibilizou um orçamento de R$ 300 mil que deverá ser aportado para amparar pesquisa a ser realizada no âmbito da chamada pública.

As ações da iniciativa serão focadas em quatro temáticas prioritárias: conservação da biodiversidade e respostas à crise climática; proteção de populações e comunidades tradicionais; enfrentamento dos desafios urbanos; e adoção da bioeconomia como política de desenvolvimento econômico para a região.

Com a participação de agências internacionais, empresas e governos, o valor do investimento no projeto Amazônia +10 poderá chegar a R$ 500 milhões.

Fonte: CONFAP

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FAPEPI é selecionada em Chamada do CNPq para participar do Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) foi uma das 24 Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) selecionadas para aderir ao Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil e oferecer bolsas a todas as áreas do conhecimento. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou nessa terça-feira (31) a lista das FAPs aptas a participar dessa importante medida para ajudar a manter jovens doutores no país. O prazo para financiamento é de 24 meses.

O Programa visa criar condições favoráveis para que jovens doutores possam prosseguir com suas atividades de pesquisa junto a grupos e redes no país e contribuir para a retenção de jovens doutores em Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e empresas, em áreas consideradas de vanguarda científico-tecnológica e/ou em temas estratégicos para as regiões e para o país. Além disso, a iniciativa também busca estimular a realização de ações comuns e complementares entre o CNPq e o Confap, por meio das Fundações de Amparo à Pesquisa – FAP. Dessa forma, impulsionando a utilização de recursos de forma descentralizada e flexível para fortalecer e expandir os grupos de pesquisa das diversas unidades federativas do País.

O objetivo do Chamamento foi dar transparência aos aportes realizados pelas FAPs na execução descentralizada do Programa e permitir a ampliação e fortalecimento do escopo da ação seja pelos recursos adicionais para o fomento das pesquisas. Após o período recursal, de cinco dias, será divulgado o resultado final da seleção.

Fonte: CNPq

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Edital de Apoio à Olimpíadas segue em fase de contratação

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A Fundação de Amparo À Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), divulgou na última sexta-feira (03) o resultado final do Edital Nº 009/2021 – PROGRAMA DE APOIO À PARTICIPAÇÃO E REALIZAÇÃO DE EVENTOS CIENTÍFICOS, DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA. Quatro propostas foram aprovadas e foram informadas por e-mail da atual fase do Edital.

O programa busca apoiar as Olimpíadas Científicas estaduais, fomentando a ampliação da participação e o aprimoramento do conhecimento de jovens estudantes piauienses, visando capacitá-los para competições nacionais e internacionais, que permitam a popularização da ciência e a melhoria da qualidade do Ensino Fundamental e Médio no estado do Piauí.

As contratações das propostas começam a partir do dia 08 de junho.

Para conferir a lista do Resultado acesse o link disponível.

Para consultar a Retificação do Cronograma do edital acesse o link disponível.

Para mais informações sobre o edital acesse o link.

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Edital de Apoio à Editoração e Publicação de Periódicos Científicos segue em fase de contratação

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A Fundação de Amparo À Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), divulgou na última sexta-feira (03) o resultado final do Edital Nº 009/2021 – APOIO À EDITORAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS. Sete propostas foram aprovadas e foram informadas por e-mail da atual fase do Edital.

As contratações das propostas começam a partir do dia 08 de junho.

Para conferir a lista do resultado final acesse o link disponível.

Para consultar a Retificação do Cronograma do edital acesse o link disponível.

Para mais informações sobre o edital acesse o link.

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FAPEPI participa da Abertura do Seminário de Oncogenética do Nordeste

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), através de seu presidente, Antonio Cardoso do Amaral, participou da Solenidade de Abertura do Seminário de Oncogenética do Nordeste (OncogeNE), realizada virtualmente nesta última quinta-feira (19), às 19h, através da Plataforma Mitte. As inscrições podem ser realizadas através do link.

Logo após a Solenidade de Abertura, foi realizada a Conferência Oncogenética e Medicina de Precisão no Nordeste: Cenário Atual e Desafios, proferida pelo Dr. Rodrigo Guindalini, Médico Oncologista e Oncogeneticista, Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

O OncogeNE, é uma iniciativa conjunta do Centro de Inteligência em Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciados (CIATEN), amparado pela FAPEPI, e das Universidades Federais de Pernambuco (UFPE) e do Piauí (UFPI). O evento ocorrerá a partir desta quinta-feira (19), realizado virtualmente, até o dia 21 de maio.

A realização do OncogeNE, visa contribuir para o processo de atualização profissional dos médicos oncologistas/ oncogeneticistas atuantes na Região Nordeste, bem como difundir o conhecimento, incorporação e acesso da comunidade aos avanços tecnológicos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Serão atendidos pelo OncogeNE, estudantes (níveis graduação e pós-graduação) e profissionais da área de saúde com interesse direto ou indireto nas temáticas que serão abordadas durante o evento.

Para conferir a programação acesse o link.

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Fapepi pretende aumentar em 30% a produtividade no campo com a qualificação

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) está investindo R$ 3 milhões para qualificar produtores agrícolas do Piauí com o objetivo de aumentar em até 30% a produtividade no campo. A capacitação foi solicitada pela Câmara Setorial de Fruticultura do Estado do Piauí, que busca fortalecer a economia na área rural do estado, gerando desenvolvimento.

A qualificação, iniciada em setembro do ano passado, está sendo feita em quatro polos agrícolas do Piauí: Tabuleiros Litorâneos do Piauí (Parnaíba); no Perímetro Irrigado dos Platôs de Guadalupe (Guadalupe); Polo Marrecas – Jenipapo (São João do Piauí); e Polo Alto Canindé – Barragem Joaquim Mendes (Conceição do Canindé). Cerca de 20 propriedades serão beneficiadas, com um alcance direto de pelo menos 200 agricultores.

A capacitação, que vai durar três anos, está sendo feita por meio de transferência de tecnologia da Embrapa Meio Norte, que conta com 26 pesquisadores envolvidos, coordenados pelo engenheiro agrônomo Valdemício Ferreira de Sousa.  Serão beneficiadas as culturas de acerola, goiaba, banana, maracujá e uva.

Além de treinamento, o projeto também estabelece estratégias para a comercialização da produção, de forma a aumentar o valor dos produtos. “Temos a meta de aumentar a produtividade, mas é fundamental que esse aumento da produção se transforme em renda por meio de um mercado consumidor. De nada adiantar ter mais produção se ela não for comercializada”, afirma Valdemício.

O presidente da FAPEPI, Antônio Cardoso do Amaral, explica que o projeto é importante para o desenvolvimento do Estado, devido ao grande número de piauienses que moram na zona rural e que contam com a agricultura com sua única ou principal fonte de renda. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 670 mil pessoas trabalham na zona rural do Piauí. “Fortalecendo a produção e gerando riqueza no campo, ajudamos a reduzir a pobreza, trazendo qualidade de vida aos nossos agricultores. Investir em pesquisa e ciência é isso: transformar conhecimento em dinheiro para o povo”, frisa Amaral.

Fonte: Parlamento Piauí

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Programa Centelha anuncia investimentos para estimular abertura de novas empresas no Piauí

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  • Post last modified:26 de abril de 2022
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FAPEPI também participa do programa, que irá aplicar R$ 5,2 milhões no desenvolvimento de novos negócios

A Ecobfit foi uma das empresas criadas após a primeira edição do Centelha

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) vai lançar, na próxima sexta-feira (29), em parceria com o Governo Federal, a segunda edição do Centelha, programa de investimento de R$ 5,2 milhões para estimular a criação de novos negócios inovadores no Piauí. Além da disponibilizar recursos, o Centelha também promove capacitação e suporte para os empreendedores.

A primeira edição do programa foi lançada em 2020. Das 276 ideias empreendedoras inscritas, 23 foram selecionadas e receberam cada uma até R$ 60 mil, além de mentorias e suporte. Várias dessas empresas entraram no mercado e já estão faturando. Ao todo, foram liberados R$ 1,2 milhões em recursos.

O diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FAPEPI, Ciro Sá, explica que o programa é muito importante porque o investimento é quase todo do poder público.  No caso do Centelha, a empresa entra apenas com uma contrapartida de 5% do valor recebido. Ou seja, no máximo R$ 2,6 mil. “Não é raro que futuros empreendedores desistam de lançar sua ideia no mercado por falta de recursos. E o dinheiro do Centelha não é empréstimo, mas sim, investimento que será aplicado na ideia empreendedora. E a criação de um novo negócio gera desenvolvimento para o Estado, pois fomenta a economia, gera emprego e renda”, diz o diretor.

Ciro Sá, diretor científico e tecnológico da Fapepi

Na segunda edição, uma novidade: além do investimento no projeto, os empreendedores receberão também uma bolsa do programa, no valor de até R$ 26 mil em 12 meses.  “É como se fosse uma remuneração paga pelo Governo para o empresário investir em sua ideia”, compara Ciro Sá.

A empresa Mutiveículos.com, de Picos, uma plataforma on-line que vende carros usados vistoriados, foi uma das participantes da primeira edição do Centelha e já está faturando. Os sócios Felipe Moura e Thiago Bonfim não tinham recursos para levar a ideia adiante, mas após o investimento e capacitação do programa, a empresa está inclusive gerando emprego.

“A ideia estava em andamento, mas se aperfeiçoou por meio do projeto. Além dos recursos, as consultorias nos ajudaram a entender o mercado.  O programa encoraja muito quem quer empreender, visto que 80% dos empresários do Brasil não têm capital para começar o negócio”, afirma Felipe.

A Multiveiculos.com, de Picos, foi uma das empresas que recebeu recursos do programa Centelha

Muitas vezes o projeto já está pronto, falta apenas alguém para investir. É o caso de alimentos saudáveis feitos a partir do coco babaçu, derivado de estudos desenvolvidos pela nutricionista Lindalva de Moura Rocha, do Piauí. Ela usou os recursos do Centelha para levar seus produtos ao mercado e assim criou a empresa EcoBfit.

“O programa me permitiu captar recursos para comprar insumos e abrir meu próprio negócio. Também fiz bastante mentorias e muito network, que foram necessários para o sucesso da empresa”, afirma Lindalva. A EcoBfit também mantém o dinheiro circulando no Piauí, já que a matéria-prima é local.

A parceria da Fapepi, por meio do Centelha, inclui o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), a Fundação CERTI e a Sudene.

A segunda edição do Centelha vai liberar recursos para até 61 ideias empreendedoras. Cada um dos projetos selecionados receberá até R$ 53 mil para desenvolver o modelo de negócio e até R$ 26 mil em bolsas e nove meses de capacitação. O prazo de execução dos projetos será de 12 meses, após a data da contratação.

Podem submeter propostas, pessoas maiores de 18 anos ou maiores de 16, se emancipadas. Desta vez, o edital permite a participação de servidores públicos, desde que não haja choque com a legislação da instituição empregadora.

O investimento global para a segunda edição do Centelha Piauí será de R$ 5,2 milhões, sendo R$ 2 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (concedidos através da Financiadora de Estudos e Projetos –  Finep), R$ 1 milhão da FAPEPI, R$ 586 mil da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e R$ 1,586 milhão em bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: Robert Pedrosa / Governo do Piauí

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Tecnologias aumentam produção de cajá no Nordeste em até cinco vezes

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  • Post last modified:26 de abril de 2022
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A produção de cajá (Spondias mombin L.), fruto também conhecido como taperebá, começa a ganhar força. No Piauí, um sistema de produção construído com um pacote tecnológico da Embrapa apresenta resultados animadores. Em um dos experimentos, em Teresina, a produção, em seis hectares, saltou de 3,4 toneladas em 2021 para 8,1 toneladas até o dia 21 de março deste ano. “Eu acredito que vamos colher entre 15 e 20 toneladas nesta safra”, prevê o produtor João José Neto, parceiro do projeto no sítio Tuturubá, na zona rural norte, a 26,7 quilômetros do centro da capital piauiense. A colheita de cajá no Norte e no Nordeste vai até maio.

Aumento de produção poderia abastercer a indústria de suco do Piauí
que hoje compra cajá de outros estados. Foto: Ronaldo Rosa

O sítio de JJ Neto, como é mais conhecido o engenheiro civil aposentado de 77 anos, começou o plantio de cajazeiras em 2013. A primeira colheita aconteceu em 2017, com uma produção de quase uma tonelada. Com as tecnologias da Embrapa sendo calibradas a partir de setembro de 2020, o otimismo tomou conta do produtor. “A decisão de plantar cajá veio por acaso, por sugestão de um ex-empregado. Agora, com a alta produtividade, o meu pensamento é transformar a propriedade em uma agroindústria, aproveitando também os cultivos de caju, acerola e manga,” revela José Neto. Já existe uma produção de polpa de cajá no local, elaborada de forma caseira, vendida a R$ 5,00 o pacote de 500 gramas e a R$ 8,00 a embalagem de um quilo.

A excelente performance produtiva, segundo o produtor, é atribuída à fertiirrigação aplicada no pomar. O trabalho executado pelo pesquisador Valdemício Ferreira de Sousa na área obedeceu os critérios técnicos com dosagens de nitrogênio, fósforo e potássio, via água de irrigação e com frequência de aplicação de 20 dias. “Cada experimento é composto por 108 plantas úteis de cajazeira plantadas no espaçamento de dez metros por dez metros, em uma área total de 3,20 hectares dos dois experimentos”, relata o pesquisador.

Telado garante a colheita

No município de Água Branca, a 97 quilômetros ao centro-norte de Teresina, outro parceiro do projeto também se destaca. O produtor e engenheiro-agrônomo Júlio César Lopes da Costa, de 44 anos, vem apoiando o trabalho produzindo clones de cajazeiras de qualidade superior e num experimento com telados. Neste, ele está conseguindo uma colheita de 100% da produção. “Sem as telas, a quebra na colheita era de 40%”, revelou.

Foto: Embrapa Meio-Norte

Outro dado animador do sítio Sambaíba, que fica a apenas três quilômetros do centro do município, é que o tempo de colheita é reduzido em pelo menos uma hora e trinta minutos em fileiras de 20 plantas. O telado no Sambaíba tem 4,5 metros de largura por 100 metros de comprimento entre as fileiras de plantas, suspenso e amarrado aos troncos das árvores. No Sul do Brasil, o uso de telas, cobrindo as plantas, é para proteger principalmente os parreirais da ação dos pássaros e das chuvas de granizo.

O histórico de produção de cajá de Costa é considerado muito bom. Também em seis hectares e trabalhando de forma empírica, ele registrou os números dos últimos quatro anos, a produção que em 2018 era de oito toneladas mais do que dobrou em 2021 alcançando 18 toneladas, e até o dia 21 de março de 2022 o produtor já tinha colhido 15 toneladas. Toda a produção é vendida a duas agroindústrias do município de Água Branca (PI), a R$ 1,70 o quilo.

A modelagem do sistema de produção de cajá está sendo feita por uma equipe de sete pesquisadores da Embrapa Meio-Norte (PI), com ações como a seleção de clones, manejo de irrigação na fase reprodutiva da cajazeira, identificação de pragas e doenças, definição da forma de colheita, avaliação da restrição radicular da planta, avaliação da desfolha na indução floral e estabelecimento de doses de nitrogênio, fósforo e potássio para a produção. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), vinculada ao Governo do Estado, com orçamento de R$ 400 mil, o projeto segue até 2024, de acordo com o pesquisador Eugênio Emérito Araújo, que coordena os trabalhos.

Aumento gradual da produção até o oitavo ano

Foto: Fernando Sinimbu

Um estudo dos pesquisadores do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) José Severino de Lira Júnior e João Emmanuel Fernandes Bezerra e do pesquisador da Embrapa Ildo Eliezer Lederman, já aposentado, demonstrou que as cajazeiras enxertadas iniciam a produção a partir do quarto ano após o plantio. Segundo o trabalho, em condições favoráveis de cultivo, cada planta pode produzir cerca de 40 kg, totalizando aproximadamente 6,2 toneladas de frutos por hectare, adotando o espaçamento de oito metros por oito metros. De acordo com o estudo, nos anos posteriores a produção aumenta gradativamente, estabilizando-se a partir do oitavo ano.

Mais de 90% da matéria-prima vem de outros estados

Foto: Embrapa Meio-Norte

O mercado de polpa de frutas no Piauí acena com empolgação para o projeto. “Foi uma grande ideia, pois cerca de 90% do cajá demandado pelas indústrias de polpa de frutas vem de fora. É um produto de aceitação popular grande, mas que às vezes esbarra no valor”, comenta o agroindustrial Marcio Leonardo Ribeiro Teixeira, gerente da empresa Fruta Polpa, de Teresina.

Com uma produção maior, no entender dele, a melhor oferta de matéria-prima a indústria poderia melhorar a qualidade da polpa. A empresa processa hoje entre 620 a 650 toneladas de polpa por mês. Desse total, 13% são de polpa de cajá. A produção é vendida também para os estados do Maranhão, Ceará, Pará, Tocantins, Goiás e o Distrito Federal. Teixeira conta que a Polpa Fruta compra matéria-prima principalmente do Estado da Bahia. Em Teresina, o pacote de 500 gramas de polpa de cajá é vencido nos supermercados com preços que variam de R$ 5,40 a R$ 8,30. O Piauí tem hoje dez agroindústrias processando polpas de frutas.

Cajá é fonte de vitaminas

Foto: Ronaldo Rosa

Rica em sais minerais, como o fósforo, ferro e cálcio, a cajá é uma grande fonte de vitaminas A, B e C e de fibras, que aumentam a sensação de saciedade e têm poucas calorias. Além de o estado in natura, ela é também consumida como suco, sorvete, licores, vinho, geleia e na caipirinha.

A cajazeira (Spondias mombin L.) é originária da América Tropical. Tem folhas verdes e se adapta bem ao clima quente, alcançando uma altura de até 30 metros. O diâmetro do caule chega a 120 centímetros. “O ideal seria que a árvore alcançasse entre seis e oito metros de altura, o que facilitaria muito a colheita e os tratos culturais,” declara o pesquisador Eugênio Emérito Araújo. Por esse motivo, uma das ações do projeto é desenvolver cajazeiras de menor porte.

Araújo explica que o gênero Spondias, pertencente à família Anacardiaceae, possui 18 espécies distribuídas nos neotrópicos, Ásia e Oceania. No Nordeste brasileiro, segundo a literatura especializada, destacam-se as espécies: Spondias mombin L. (cajazeira), Spondias purpurea L. (cirigueleira), Spondias cytherea Sonn. (cajaraneira), Spondias tuberosa Arr. Câm. (umbuzeiro) e Spondias spp. (umbu-cajá e umbuguela).  “Todas elas são árvores frutíferas tropicais largamente exploradas, no extrativismo como a cajazeira e o umbuzeiro, em pomares domésticos e em plantios desorganizados conduzidos empiricamente como a cajaraneira, a cirigueleira, a umbu guela e o umbu-cajá. O pesquisador ressalta que essas espécies são plantas em domesticação que produzem frutos do tipo drupa de boa aparência, qualidade nutritiva, aroma e sabor agradáveis, ou seja, com bom potencial de comercialização.

Com destaque para a Bahia, que também usa a cajazeira no sombreamento das plantações de cacau, todos os estados nordestinos produzem cajá. A comercialização é feita em feiras livres, ao preço de R$ 3,00 o litro. Mas o fruto ganha espaço mesmo é na indústria de processamento de polpas. No Sudeste, São Paulo é um produtor de pequeno porte, como o Rio Grande do Sul. também produzem, mas em pequena escala. A colheita ainda é feita manualmente, com a coleta dos frutos maduros caídos. Não há registros oficiais de produção e nem de exportação de cajá in natura e seus derivados.

Fonte: Fernando Sinimbu/Embrapa Meio-Norte

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FAPEPI realiza Seminário de Boas Práticas de CT&I do Nordeste

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  • Post last modified:23 de março de 2022
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) participou do Seminário de Boas Práticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Nordeste, na sexta-feira passada (18), das 08 às 13 horas, através de videoconferência. O órgão teve como representantes os professores Ciro Sá e Rizalva Cardoso, da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (DDCT). A participação da FAPEPI se deu através da apresentação de dados sobre os avanços da instituição em fomento à ciência.


A FAPEPI também apresentou seu trabalho no incentivo à tecnologia e inovação no Estado do Piauí, junto a representantes das fundações de amparo à pesquisa, que compõem o Consórcio Nordeste. Foram apresentados além do mapa estratégico da FAPEPI, os programas, problemas, atores centrais e resultados dos editais vigentes e finalizados, como Inova Piauí, Centelha, Tecnova, Peiex e outros, que estimulam a inovação no território piauiense.
Após a apresentação, a FAPEPI recebeu elogios pela visão estratégica dos programas em focar, por exemplo, em políticas baseadas em evidências e gestão por resultados. Os representantes dos Estados trocaram experiências, discutiram melhorias e tiveram como desfecho elaborar relatório final com avanços, sugestões de melhoria e prospecções de trabalhos conjuntos para fortalecimento do Estados e do Nordeste.

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