Uma importante medida para ajudar a manter jovens doutores no país foi anunciada, na quinta-feira (5), pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvim, e pelo presidente do CNPq/MCTI, professor Evaldo Vilela. Trata-se do Chamamento Público para Participação do Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil. Ao todo serão investidos R$ 150 milhões, sendo R$ 100 milhões provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 50 milhões das Fundações de Amparo à Pesquisa dos estados. Serão oferecidas mil bolsas para todas as áreas do conhecimento para financiamento no prazo de 24 meses.

Foto: Reprodução / MCTI

O objetivo do Programa é criar condições favoráveis para que jovens doutores possam prosseguir com suas atividades de pesquisa junto a grupos e redes no país; contribuir para a retenção de jovens doutores em Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e empresas, em áreas consideradas de vanguarda científico-tecnológica e/ou em temas estratégicos para as regiões e para o país. O Chamamento visa implementar o programa por meio do estímulo à realização de ações comuns e complementares entre o CNPq/MCTI e o Confap, por meio as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), impulsionando a utilização de recursos de forma descentralizada e flexível para o fortalecimento e a expansão dos grupos de pesquisa das várias unidades federativas do Brasil. A submissão de propostas será iniciada no dia 10 de maio, quando a íntegra do Chamamento estará disponível na página do CNPq/MCTI na internet.

“Com a normalidade que passamos a viver em 2022, considero que os compromissos assumidos com a comunidade científica em 2019 estão cumpridos. Esse resgate da atividade de fomento do CNPq é fundamental para a fixação de cérebros num país que precisa de mais ciência, de mais tecnologia. Só assim teremos um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável”, declarou Paulo Alvim.

Para o presidente do CNPq, Evaldo Vilela, a medida é extremamente importante para enfrentar a questão da diáspora. “Temos no Brasil muitos doutores com talento e muita capacidade. E que precisam de uma posição para dar continuidade às suas carreiras. Considero que esse chamamento contribui para ampliar a empregabilidade desses jovens doutores”, afirmou.

O secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Marcelo Morales, destacou que o chamamento só foi possível por conta da liberação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). “Os recursos do FNDCT trouxeram um alento para a comunidade científica. Só em 2022 vamos liberar cerca de 80 chamadas públicas. Essas chamadas colocam recursos para projetos de pesquisa e outros fins não só para o CNPq, mas também para a FINEP”, adiantou.

O chamamento visa convidar as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) estaduais a aderirem ao Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil. A iniciativa irá selecionar propostas de FAPs para a implementação do Programa nos estados, via Chamadas Públicas, visando à seleção de projetos de pesquisa científica e tecnológica, por meio da concessão de bolsas e auxílios para jovens doutores em todas as áreas do conhecimento.

Serão aportados, por parte do CNPq/MCTI, o montante de R$ 100 milhões no referido programa. Esse aporte corresponde a aproximadamente mil bolsas de pós-doutorado, pelo período de 24 meses.

Cada FAP deverá aportar uma contrapartida mínima de R$ 50 mil por bolsa apoiada, destinada ao desenvolvimento do projeto. Dessa forma, o montante de contrapartida poderá chegar a R$ 50 milhões no total. As FAPs que pretendem participar dessa ação deverão submeter sua proposta até o dia 25 de maio de 2022.

Fonte: MCTI

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  • Post last modified:9 de maio de 2022