OConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) realizou recente evolução no Currículo Lattes a fim de permitir o registro dos períodos de licença-maternidade. Essa evolução tem o objetivo de atender a demandas de representantes da comunidade científica e de instituições parceiras deste Conselho, sobretudo do Movimento Parent in Science, coordenado pela pesquisadora Fernanda Staniscuaski da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que havia protocolado solicitação junto ao CNPq. A versão do Currículo Lattes com essa modificação entrará em funcionamento no dia 15 de abril de 2021.

A inclusão do campo licença-maternidade é resultado do trabalho conjunto da Diretora de Cooperação Institucional do CNPq, Professora Zaira Turchi, que coordena a Comissão de Gestão da Plataforma Lattes, e da Diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais, Professora Adriana Tonini, que atua junto ao Programa Mulher e Ciência do CNPq. 

No Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq (DGP), 50% do total de pesquisadores cadastrados são mulheres. Nos últimos 15 anos o percentual de mulheres aumentou 7 pontos percentuais.

Desde 2005, o CNPq mantém o programa Mulher e Ciência, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e outros órgãos. O programa visa promover a participação de meninas e mulheres na ciência; e promover pesquisas sobre relações de gênero, mulheres e feminismo. Principais ações e resultados: 

  • Chamada de projetos de pesquisa em Relações de Gênero, Estudos sobre Mulheres e Feminismo (4 edições);
  • Prêmio “Construindo a Igualdade de Gênero” (10 edições);
  • Workshops “Pensando Gênero e Ciência” (2 edições);
  • Chamada de projetos “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação” (2 edições); e 
  • Iniciativas de divulgação científica “Pioneiras na Ciência” (7 edições) e “Jovens Pesquisadoras” (1 edição).

Deixe uma resposta