Pesquisa da UFDPar avalia impactos da pandemia entre a população idosa

A pandemia da covid-19 se revelou um problema de saúde sem precedentes na história recente da humanidade e que logo no início atingiu de forma significativa especialmente as pessoas idosas em diferentes partes do mundo. No início da emergência sanitária, quando muitas pessoas ainda não tinham a real dimensão da gravidade da crise, a população idosa foi a grande vítima fatal do vírus pelo mundo, em especial na China e Itália, no primeiro semestre de 2020. 

A situação de crise sanitária mundial também suscitou questões éticas com relação ao direito à vida e à legitimidade dos direitos dos idosos. Como se já não fosse suficiente ter de lidar com as possibilidades de dificuldades a mais que a idade avançada pode trazer, como riscos de doenças, o grupo etário mais velho também é vítima de um conjunto de preconceitos conhecidos como idadismo, ou etarismo, um preconceito que leva estereótipos negativos para a velhice e que põe como ideal de vida uma eterna juventude, além de enxergar o idoso na sociedade como alguém improdutivo e que, por isso, pode ser descartado. Essa pandemia acentuou a culpabilização dos idosos por terem criado demanda para o sistema de saúde mais do que jovens, que são vistos como produtivos.

Levando em conta essas problemáticas, é um fato que as tensões impostas pela pandemia, como o medo de contaminação e a falta de recursos, fizeram emergir alguns debates, entre os quais o fato dos idosos terem sido considerados uma das principais preocupações nesse momento de crise. Nesse sentido, diante da escassez de estudos mais profundos acerca de como a qualidade de vida social dos idosos durante a pandemia foi afetada, foi aprovada pelo Edital 002/2021 da Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI), a pesquisa coordenada pelo professor Ludgleyson Fernandes de Araújo do departamento de Psicologia da Universidade do Delta do Parnaíba (UFDPar) intitulada “Qualidade de vida e representações sociais frente à pandemia da covid-19: Um estudo entre idosos brasileiros.”

A pesquisa é exploratória e descritiva, utiliza dados transversais e contou com a participação de 130 idosos com 60 anos ou mais de ambos os sexos, residentes no Brasil. O trabalho foi organizado em dois estudos: No Estudo I elaborou-se uma pesquisa sobre as representações sociais de idosos em relação à covid-19. No Estudo II realizou-se um estudo sobre a qualidade de vida na velhice. O objetivo central dos pesquisadores é que este conjunto de pesquisas possam oferecer subsídios para a elaboração de estratégias e a implementação de melhorias nas práticas psicossociais frente à qualidade de vida na velhice e suas implicações frente a covid-19, a fim de fornecer subsídios teórico-práticos para os serviços de assistência social e para as pessoas idosas frente à pandemia.

“O distanciamento social das famílias e dos amigos foi o que mais afetou os idosos durante a pandemia. A qualidade de vida também transparece na pesquisa estar associada à saúde e aos recursos financeiros. Além da solidão que também aparece muito como uma das coisas que afeta esse grupo”, relata Gutemberg Sousa, bolsista de iniciação científica.

Também foram objetos do estudo compreender como os idosos brasileiros elaboram suas vivências acerca da velhice; como atuam os fatores sócio-cognitivos relacionados à representação da qualidade de vida na velhice de idosos brasileiros; conhecer a estrutura das representações sociais da qualidade de vida e pandemia da covid-19; elaborar material educativo em saúde (cartilha informativa acerca da pandemia na velhice que sirva de orientação aos familiares, idosos, coordenadores de grupos de convivências para idosos, psicólogos e demais profissionais da área da saúde e da educação); desenvolver um aplicativo para smartphone gratuito (iOS e Android) com informações educativas em saúde sobre qualidade de vida e a covid-19 para ser usado por profissionais de saúde, cuidadores, familiares e os próprios idosos.

“Essa pesquisa que levamos a cabo tem parceria com a Universidad Católica del Maule, do Chile, e a Universidad de Zaragoza, na Espanha, onde temos feito uma pesquisa transcultural. Nós sabemos que grande parte dos nossos idosos sofreram um impacto muito grande, muitos inclusive vieram a óbito. Frente a isso, este trabalho tem dado uma contribuição bastante significativa porque nós temos entendido que a qualidade de vida está muito associada à forma como a saúde e as políticas públicas chegam às pessoas idosas. Muitos idosos relatam que vivem o seu envelhecimento de forma ativa, produtiva, com independência, mas por outro lado muitos deles sofreram impactos nas suas famílias, amigos, pessoas próximas, e isso tem causado certo sofrimento psíquico neles”, conta o professor Ludgleyson.  

Ao longo da pesquisa foi aplicado um questionário sóciodemográfico, com a finalidade de obter informações sobre idade, sexo, estado civil, etnia, renda, orientação sexual, religião, se já foi vacinado contra a covid-19; um teste de Associação Livre de Palavras (TALP), com o qual foi possível obter um conjunto de representações sociais sobre qualidade de vida e pandemia da covid-19 e uma entrevista semiestruturada, para compreender as percepções dos participantes sobre velhice, qualidade de vida e pandemia da covid-19.

Os pesquisadores agora buscam com os resultados obtidos fomentar o desenvolvimento de práticas educativas junto a comunidade de idosos através de palestras, seminários, para disseminar informações que alcancem todos os campos de atuação em que a pandemia da covid-19 na velhice possa estar presente, visando o enfrentamento das situações adversas; encorajar novas produções acadêmico-científicas nacionais e internacionais; incrementar a internacionalização da pesquisa com o grupo de investigação dos pesquisadores no “Núcleo de Pesquisa e Estudos em Desenvolvimento Humano, Psicologia Educacional e Queixa Escolar” no Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFDPar.

“É uma pesquisa que tem uma grande contribuição para dar à psicogerontologia brasileira, em particular ao Piauí, na medida que estamos descobrindo e trazendo dados recentes de como a chegada da pandemia afetou negativamente a vida dos idosos”, afirma o professor.

Os resultados alcançados e as contribuições transculturais vão contribuir para uma maior robustez teórica e conceitual acerca do envelhecimento e o enfrentamento da pandemia da covid-19 com dados empíricos gerados em nosso meio, bem como na intervenção eficaz para convivência saudável das pessoas idosas e as diferentes faixas etárias. “Gostaria de agradecer à FAPEPI pelo fomento dado à pesquisa piauiense, na forma dos editais de iniciação científica, em especial da Universidade Federal do Delta do Parnaíba. Esperamos que possamos futuramente firmar novas parcerias para a produção do conhecimento científico”, finaliza o professor Ludgleyson.

O termo “ageism” (ou etarismo) foi criado por Robert Neil Butler, gerontólogo, em 1969, para se referir à intolerância relacionada à idade. De lá para cá, o mundo seguiu vendo o envelhecimento da população mundial, com o aumento das expectativas de vida nos países. A expectativa de vida global aumentou de 64,2 anos (em 1990) para 72,6 anos em 2019, e deve chegar a 77,1 em 2050; e em 2018, pela primeira vez, pessoas com 65 anos ou mais superaram em número as crianças menores de cinco anos no mundo, segundo dados da ONU, divulgados em junho de 2019 pela Agência Brasil. Fato é que os idosos são os grandes responsáveis para a coesão social e a cultura, por serem os atores que testemunharam acontecimentos históricos e que trazem essa memória para a melhor compreensão da vida pelos mais jovens, além de ser uma população crescente devido a queda das taxas de fecundidade e aumento da expectativa de vida.

O site das Nações Unidas Brasil destaca algumas recomendações para essa faixa etária, entre elas: que nenhuma pessoa, jovem ou velha, é dispensável, e que os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos os outros; que embora o distanciamento físico tenha sido crucial nos piores momentos, não se pode esquecer que o mundo é uma comunidade e que todos estão ligados; que todas as respostas sociais, econômicas e humanitárias devem levar em consideração as necessidades dos idosos, desde a cobertura universal de saúde à proteção social, trabalho decente e pensões. O secretário-geral da ONU também disse que o mundo não deve “tratar as pessoas mais velhas como invisíveis ou impotentes.”

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CAPES lança edital para pesquisas sobre impactos da pandemia

As consequências e os reflexos sociais, econômicos, culturais e históricos decorrentes da pandemia da COVID-19 serão alvo de estudos. O Edital nº 12/2021, trata do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) – Impactos da Pandemia, foi lançado nesta segunda-feira, 27 de setembro de 2021. Os projetos, que terão vigência de até 48 meses, devem ser apresentados pelo Sistema de Inscrições da CAPES (Sicapes), entre os dias 4 de outubro e 22 de novembro de 2021. Até 40 receberão investimento da CAPES. A implementação está prevista para março de 2022.

Com o edital, a CAPES apoiará projetos voltados à formação de profissionais qualificados e ao desenvolvimento de pesquisas acadêmico-científicas sobre questões emergenciais de abrangência nacional.  Os trabalhos deverão considerar fatores surgidos ou agravados no contexto pandêmico, como: violência, saúde e adoecimento social, reestruturação da arquitetura urbana, novas ou adaptadas estruturas de trabalho e de ensino, e agravamento de diferenças entre os estados.

A CAPES dispõe de, aproximadamente, R$25,1 milhões para o programa, sendo até R$21,1 milhões para a concessão de bolsas e o restante para recursos de custeio. Cada projeto contará com até quatro bolsas de mestrado, três de doutorado e três de pós-doutorado. Todas serão pagas diretamente aos beneficiários por meio do Sistema de Controle de Bolsas e Auxílios (SCBA). 

Cláudia Queda de Toledo, presidente da CAPES, explica que os projetos devem estar em sintonia com a realidade do País. “A CAPES concederá bolsas para diagnóstico e para soluções sobre os reflexos da COVID-19 no território nacional. Serão projetos interdisciplinares, pois temos reflexos em todas as áreas”, disse. Cada iniciativa deverá resultar da parceria entre pelo menos três programas de pós-graduação (PPG) de diferentes regiões brasileiras.

O proponente deve ser professor ou pesquisador vinculado a um programa de pós-graduação (PPG) recomendado pela CAPES, estar cadastrado na Plataforma Sucupira, possuir título de doutor e ter currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes. Este coordenará o projeto, e o PPG ao qual estiver vinculado será considerado o principal, sendo vedada a submissão de outra iniciativa pelo mesmo programa de pós-graduação.

O PDPG – Impactos da Pandemia é o quarto edital do Programa de Combate a Epidemias, que tem a finalidade de incentivar estudos voltados à prevenção e ao enfrentamento da COVID-19 e outras doenças. A estruturação do Programa de Combate a Epidemias é baseada em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas. Nos três editais anteriores, 109 projetos de pesquisa e formação de pessoal foram selecionados e contam com a participação de 1.248 pesquisadores.

Mais informações podem ser obtidas pelos canais:  impactos.pandemia@capes.gov.br  e (61) 2022-6310.

Informações de: (Brasília – Redação CCS/CAPES)

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Lançamento do livro: Atualidades de condutas para segurança no trabalho em época de COVID-19

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Nesta terça-feira (23), acontece o lançamento do livro Atualidades de condutas para segurança do trabalho em época de COVID-19 coordenado e organizado pelos professores Dr. Orlando Berti (UESPI), Dr. João Marcelo de Castro e Sousa (UFPI) e Dr. Francisco Leonardo Torres-Leal (UFPI). O projeto foi contemplado no edital emergencial contra pandemia de covid-19 Nº001/2020 da Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI). O mesmo será lançado através das plataformas virtuais Youtube e Instagram às 19h.

O grupo multiprofissional, denominado ModoCOVID-19 formado por alunos de graduação do Centro de Ciências e Saúde – CCS e alunos de Pós-Graduações de Ciências Farmacêuticas, Ciências e Saúde, Nutrição e Alimentos, RENORBIO em conjunto com outros profissionais desenvolveram protocolos de segurança do trabalho contra a propagação do novo vírus, para profissionais do setor primário, secundário e terciário, resultando em um manual de 12 capítulos, refletindo sobre: uma breve historicidade, caracterização da doença e a busca de informações sobre segurança do trabalho em tempos de pandemia do SARS-CoV-2; questões do setor primário e a pandemia, refletindo acerca dos cuidados necessários para manutenção de uma produção segura; condutas e orientações para profissionais da indústria de alimentos com foco no enfrentamento da Covid-19.

A obra é livre para todos os públicos, e busca trazer esclarecimentos sobre questões cruciais da covid-19, notadamente em um período em que a vacinação e o fim da doença ainda não são uma realidade por completo.

Faça o download do e-book através do link ou pelo site da edUESPI.

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Protocolo de Pesquisa amparada pela FAPEPI é apresentado em Oficcina

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Nesta terça-feira (26), ocorreu a Oficina de Desenvolvimento de Gestão Educacional Municipal do ano de 2021, das 16h às 18h. O evento contou com a presença do prof. Fábio Motta, Biomédico e Professor do curso de Biomedicina da UFDPAR.

Fábio Motta é pesquisador FAPEPI contemplado pelo edital emergencial à covid-19 Nº 001/2020. Sua pesquisa é referente a elaboração de protocolo de desinfecção massiva de espaços públicos, como universidades, escolas, praças, etc.

O tema do evento foi Gestão e Aprendizado em Tempos de Covid-19. O professor contou um pouco sobre sua pesquisa e a importância de protocolos de desinfecção para retorno às atividades presenciais, como as aulas em universidades e escolas. O tema de sua palestra foi: Retorno as aulas presenciais é realmente seguro?.

O evento contou com a presença de 53 participantes. Um dos questionamentos levantados por Fábio acerca do retorno às aulas presenciais durante a pandemia foi a má utilização de produtos de limpeza sem protocolos rígidos para tal atuação.

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Pesquisas amparadas pela FAPEPI impactam no combate à COVID-19

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  • Post last modified:25 de fevereiro de 2021
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Ocorreu no final da segunda semana deste 2021 a apresentação dos resultados do Edital Emergencial 001/2020 da FAPEPI – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí. Ele contemplou projetos de pesquisa sobre ideias inovadoras e reflexivas de ações revolucionárias de ver, pensar e agir sobre a doença no Piauí.

O Edital 001/2020 foi lançado em abril do ano passado com a destinação de R$ 200.000,00 em recursos. Teve seu resultado em maio contemplando sete projetos de pesquisa e abrangendo grupos e ações inovadoras de todas as quatro instituições públicas de ensino superior do estado: o IFPI – Instituto Federal do Piauí, a UESPI – Universidade Estadual do Piauí, a UFDPar – Universidade Federal do Delta do Parnaíba e a UFPI – Universidade Federal do Piauí. Os contemplados foram de unidades daquelas instituições nas cidades de Parnaíba (no Norte do Estado), de Picos (no Semiárido) e de Teresina (capital).

As pesquisas duraram quase sete meses, envolveram quase 200 membros, entre professores, servidores técnico-administrativos e alunos de graduação e pós-graduação. Esses trabalhos abrangeram a produção de compostos inovadores, a reflexão de ideias e a produção de materiais para o combate à pandemia que continua fazendo vítimas e preocupando a ciência. As pesquisas foram respostas a essas preocupações.

Um dos projetos aprovados foi o que visa a adaptação de um ventilador mecânico para a assistência simultânea de múltiplos pacientes infectados com a Covid-19, coordenado pelo professor-doutor do curso de Engenharia Elétrica da UFPI, Otacílio da Mota Almeida. A pesquisa visou baratear os recursos dos respiradores, um dos aparelhos vitais para a manutenção da vida de pessoas em estado grave acometidas pela doença.

Outro projeto, de igual potencial inovador e reflexivo, foi coordenado pelo professor-doutor João Marcelo de Castro e Sousa, do departamento de Bioquímica e Farmacologia da UFPI. Ele e uma equipe de dezenas de profissionais de saúde, pesquisadores e acadêmicos e graduação e pós-graduação, realizaram uma série de ações no sentido de produção de um manual multiprofissional na área de segurança do trabalho. O grupo também produziu e divulgou ações educativas e reflexivas sobre a pandemia em várias plataformas virtuais. Esse projeto ganhou proporção, inclusive, fora do Piauí.

O professor-doutor Orlando Maurício de Carvalho Berti, do curso de Jornalismo da UESPI, criou a Rede de Segurança do Trabalho no Combate e Prevenção à Pandemia de Covid-19 entre empresas públicas e privadas nos Territórios de Desenvolvimento do Piauí, a @piauisemcovid, e fez convergências entre profissionais e o público em geral, por meio de dispositivos virtuais, em todos os 224 municípios do estado e seus 12 territórios de desenvolvimento.

Os trabalhos das pesquisas coordenadas pelos professores João Marcelo Castro e Orlando Berti geraram o livro “Atualidades de condutas para segurança do trabalho em época de Covid-19”, obra também coordenada pelo professor da UFPI, Leonardo Torres e que reúne reflexões de quase 70 pesquisadores de mais de dez áreas do conhecimento. O livro está sendo lançado pela Editora da Universidade Estadual do Piauí.

O professor-doutor, da área de Geoprocessamento, do IFPI, Reurysson Chagas de Sousa Morais, coordenou o desenvolvimento do SIGCovid19, que é uma maneira inovadora de monitoramento e modelagem geoespacial da ocorrência do coronavírus no estado do Piauí. Por meio de dispositivos informacionais o SIGCovid19 proporciona, via mapas de calor, fluxos e incidência de casos da doença em todo o estado.

O professor-doutor da UFPI, campus de Picos, Antonio Oseas de Carvalho Filho, do curso de Sistemas da Informação, desenvolveu o Mapa da COVID-19. Por meio de Ciência dos Dados criou ferramenta computacional de informações sobre a doença com dados específicos por municípios e regiões do Piauí.

Diretamente da UFDPar, em Parnaíba (litoral do Piauí), o professor-doutor Fábio José Nascimento Motta, da área de Biossegurança, propôs, e conseguiu, agir sobre o projeto de elaboração de protocolos para desinfecção massiva de baixo custo para ambientes públicos e privados de grande circulação de pessoas. Esse projeto é emblemático para todas as instituições do estado.

A professora-doutora Telma Maria Evangelista de Araújo, do curso de Enfermagem da UFPI, desenvolveu projeto de mapeamento epidemiológico da infecção pelo SARS-CoV2 em territórios piauiense e mostrou empiricamente como tem dado esses casos, fazendo reflexões e trazendo lições sobre as consequências da doença para o Piauí.

Todas as pesquisas desse edital foram concluídas. Mas a maioria tem desdobramentos via pesquisas de iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso e ações em mestrados e doutorados, já que a maioria dos professores envolvidos têm fortes ligações com todas essas áreas.

As pesquisas também geraram quase 20 artigos científicos e, pelo menos, cinco livros, todos em forma de e-books e compartilhados gratuitamente com toda a sociedade piauiense, cumprindo uma das funções básicas da pesquisa, que é o oferecimento de respostas e reflexões sobre os problemas prementes da sociedade.

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Finep-MCTIC lança chamada em tecnologias para combate à Covid 19

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  • Post last modified:24 de junho de 2020
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Em mais uma iniciativa destinada ao enfrentamento do novo coronavírus, a Finep – Financiadora de Inovação e Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) acaba de disponibilizar, por meio de edital, R$ 132 milhões para o desenvolvimento de três linhas de pesquisa que ajudem no combate à pandemia. Os recursos, de subvenção econômica, serão destinados a empresas brasileiras de todos os portes que atuem, preferencialmente, em parceria com uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).

Do total a ser investido, R$ 80 milhões vão apoiar soluções inovadoras em ventiladores pulmonares mecânicos e equipamentos suplementares de suporte a vida de pacientes acometidos pela doença; R$ 35 milhões serão aplicados no desenvolvimento de testes diagnósticos e biosensores, reagentes e insumos associados; e os R$ 17 milhões restantes vão financiar máscaras de proteção, equipamentos e sistemas de descontaminação, desinfecção e esterilização.

“O nosso foco é a proteção de equipes da cadeia de atendimento médico-hospitalar, a redução da dependência internacional e o desenvolvimento de equipamentos para a retomada das atividades pós-pandemia”, disse o diretor de Inovação da Finep-MCTIC, Alberto Dantas.

Com o novo edital, a Finep-MCTIC espera apoiar a incorporação de novas soluções tecnológicas, baseadas em nanotecnologia, materiais avançados, indústria avançada, inteligência artificial, Internet das Coisas, biologia sintética, além de outras que se mostrarem promissoras para adição de funcionalidades aos equipamentos, partes, peças e insumos específicos para a Covid-19.

“Apenas com investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação em componentes críticos para ventiladores pulmonares – válvulas proporcionais, sensores de fluxo, sensores de pressão e filtros trocadores de calor e umidade, vamos conseguir reduzir a dependência do Brasil por tecnologias desenvolvidas em outros países”, afirmou o diretor.

A empresa interessada poderá solicitar à Finep-MCTIC o valor mínimo de R$ 500 mil e o máximo de R$ 5 milhões. Será obrigatória a apresentação de uma contrapartida financeira, que poderá variar entre 10% e 100% do valor a ser financiado, dependendo do porte da empresa.

Na análise do mérito, o Comitê de Avalição levará em conta o grau de inovação da proposta, o risco tecnológico, o impacto esperado e o tempo previsto para disponibilização do produto no mercado.

As propostas deverão ser encaminhadas à Finep-MCTIC por meio eletrônico até o dia 21 de junho próximo. Para isso, deverão preencher o Formulário de Apresentação de Proposta (FAP), que estará disponível no site da Finep-MCTIC a partir do dia 5 de junho. O resultado preliminar está previsto para o dia 1º de julho e o resultado final, no dia 31 de julho.

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