11 Fevereiro, 2020 11:31

Fapepi e Ciaten realizam oficina de respostas ao novo coronavírus

O mundo todo está em alerta com o recente surto do novo coronavírus (nCoV-2019), originário da China, mas que já conseguiu viajar e ser detectado em vários outros países. Com o intenso fluxo de viagens intercontinentais e grandes possibilidades de turistas infectados entrarem no Brasil com as festas do carnaval, tornou-se evidente a necessidade de profissionais especializados esclarecerem para a população as implicações deste novo vírus e os cuidados a se tomar.

O Centro de Inteligência de Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciadas (Ciaten), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), realizou na última sexta-feira (07), no Cine Teatro da Universidade Federal do Piauí, a Oficina de Respostas Rápidas aos Agravos Emergentes Transmissíveis - Coronavírus 2019.

As informações sobre a doença são atualizadas diariamente pelo Ministério da Saúde. Como forma de trazer informações à população sobre este vírus, o Ciaten explorou Epidemiologia e Transmissão; Aspectos Clínicos; Diagnóstico laboratorial, Tratamento de Suporte; Prevenção; medidas de biossegurança e Organização dos serviços de saúde frente à ameaça.

O ciclo de palestras teve início às 9:00 e foi até as 12:00, com vários convidados especialistas em saúde, que ao final promoveram um bate-papo com os convidados, exaurindo todas a dúvidas.

“Foi uma atitude do Ciaten, diante da sua vocação, que é lidar com agravos emergentes, mesmo que não se trate de um agravo tropical. Mas evidentemente o risco de dispersão para os trópicos, inclusive para o Brasil é imenso. O Brasil conta com muitos imigrantes e turistas, ainda mais nessa época de carnaval, então é possível que uma ou outra pessoa com esse vírus entre no país e eventualmente possa começar a transmissão por aqui”, afirma o presidente do Ciaten, Prof. Dr. Carlos Henrique Nery Costa.

O novo coronavírus, como é conhecido, apareceu na cidade de Wuhan e se espalhou rapidamente pelo país, que já registra mais de 31.248 infectados (99% dos casos no mundo) e 637 mortos. Pelo menos outros 25 países, incluindo Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália e França, já registram ocorrências da doença, que, até agora, não chegou ao Brasil. Ainda assim, o governo federal declarou no dia 3 de janeiro emergência em Saúde Pública em razão do vírus.

Os sintomas são parecidos com os de uma gripe: febre, tosse, dificuldade de respirar e falta de fôlego. Mas só casos de quem passou recentemente pela China ou teve contato com pessoas infectadas são considerados suspeitos, segundo o Ministério da Saúde.

A chance de que a doença vire uma pandemia, ou seja, se espalhe pelo mundo, é incerta porque não se sabe em detalhes quão rapidamente o vírus é transmitido nem qual seu grau de letalidade. Mas, no último dia 30 de janeiro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu declarar a situação como uma emergência global.