Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência realiza evento sobre a Ciência no Piauí

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A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – Representação Piauí, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI) realizarão um encontro no dia 8 de novembro, das 9h às 18h, no Auditório do Centro de Tecnologia (CT) da Universidade Federal do Piauí, Campus Universitário Ministro Petrônio Portella.

A abertura do evento, que traz como tema “A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Ciência no Piauí”, contará com a presença do presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, como conferencista, e dos reitores da UFPI e da UESPI, Gildásio Guedes e Evandro Alberto, respectivamente.

Confira a programação:

A SBPC é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico, e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Fundada em 1948, exerce um papel importante na expansão e no aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, bem como na difusão e popularização da ciência no País.

Com sede em São Paulo, a SBPC está presente nos demais estados brasileiros por meio de Secretarias Regionais. Representa mais de 160 sociedades científicas afiliadas e mais de 5 mil sócios ativos, entre pesquisadores, docentes, estudantes e cidadãos brasileiros interessados em ciência e tecnologia.

Anualmente, a SBPC realiza diversos eventos, de caráter nacional e regional, com o objetivo de debater políticas públicas de C&T e difundir os avanços da ciência. Por meio das Secretarias Regionais, são realizadas ainda outras atividades de difusão científica. A entidade também contribui para o debate permanente das questões relacionadas à área por meio de diversas publicações, como o Jornal da Ciência, a revista Ciência e Cultura, o portal na internet, e a edição de livros sobre temas diversos relacionados à ciência brasileira.

Para inscrições e mais informações, acesse o site do evento.

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Embrapa Meio-Norte realiza a VIII Jornada Científica a partir do dia 08 de novembro

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) realizará do dia 8 ao dia 10 de novembro de 2022 a oitava edição da Jornada Científica, que teve como origem a Mostra de Iniciação Científica relizada em 2014. Com o objetivo de dar oportunidade aos estagiários e bolsistas apresentarem seus trabalhos de pesquisa desenvolvidos na Embrapa Meio-Norte, a Mostra de Iniciação Científica superou as expectativas e confirmou a necessidade de sua realização no ano seguinte, com uma estrutura reformulada para o fomato de jornada científica. Desde então a Jornada Científica da Embrapa Meio-Norte é realizada anualmente com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI) e é considerada um importante evento científico inserido no calendário de eventos da Unidade.

A submissão de trabalhos é restrita a estagiários e bolsistas de graduação e pós-graduação orientadas por pesquisadores e analistas da Embrapa Meio-Norte e inscritos no evento. Os resumos simples são direcionados aos alunos que têm resultados de pesquisas no período do estágio/bolsa. Já os resumos expandidos, podem ser apresentados por alunos que não possuem resultados de pesquisa. Nesse caso, serão aceitos resumos no formato de “revisões sistemáticas e revisões bibliográficas”. Cada inscrito, segundo o pesquisador Edvaldo Sagrilo, coordenador da Jornada, pode apresentar até dois resumos.

Nos anos de 2020 e 2021, as Jornadas Científicas foram realizadas de forma remota, devido a necessidade de isolamento social decorrente da pandemia de covid-19. Já na edição de 2022, o evento acontecerá de forma híbrida, com mesas redondas e palestras apresentadas virtualmente. Já a apresentação dos trabalhos pelos estudantes será presencial, no auditório central da Unidade, com a participação de público para interação. Os estudantes deverão também gravar um vídeo, de curta duração, com a síntese da apresentação. Os vídeos serão veiculados nas redes sociais da Embrapa Meio-Norte.

Confira a programação:

Links para acesso à programação:

Dia 8 – MANHÃ: https://www.youtube.com/watch?v=_3irycH9qu4

Dia 9 – MANHÃ: https://www.youtube.com/watch?v=nNSFV2l4tqc

Dia 10 – MANHÃ: https://www.youtube.com/watch?v=Dq2p76c1940

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Pesquisa amparada pela FAPEPI analisa dinâmicas conjugais e familiares em contexto de crise financeira

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A vida nas modernas sociedades capitalistas é atravessada por diversos valores impostos que incidem sobre a vida das pessoas, desde as relações de trabalho até as relações familiares e conjugais. Os imperativos da competitividade e individualismo, por exemplo, não se limitam à esfera econômica, pois também atuam na subjetividade do ser. O ser humano, que é social por natureza, ao se ver inserido em um sistema de vida em que o mote é a busca pelo capital, irá apresentar ideias, anseios, expectativas e medos diferentes de um ser humano que cresceu em uma sociedade tribal, ou outro tipo de sociedade, por exemplo.

Em sociedades geridas por estados capitalistas, a população se encontra dividida de acordo com a sua função na produção e classificada de acordo com o número de salários mínimos de sua renda. Pertencer ao grupo social que necessita vender sua força de trabalho no mercado por salário para sobreviver significa ter de lidar com o desafio diário de manter-se com a renda que lhe é designada, o que muitas vezes é insuficiente, especialmente entre as classes C, D e E, que vivem com 2 a 10 salários mínimos. Isso reflete em uma constante busca para fugir do desemprego e da pobreza, sofrendo constante pressão econômica. Por esse motivo, se torna necessário a realização de ajustes no estilo de vida das famílias, de modo a conter gastos e priorizar o que for realmente necessário; tarefa que pode acarretar muitos conflitos à dinâmica familiar, especialmente em contextos de crise econômica.

No contexto da atual crise econômica brasileira, onde as taxas de desemprego se encontram altas, abarcando mais de 10 milhões de indivíduos, alta inflação no preço dos combustíveis e alimentos e praticamente metade da população está em situação de insegurança alimentar, o estado da saúde mental da população trabalhadora do país evidentemente sofre as consequências dessa pressão econômica. Frente a isso, pesquisas na área de psicologia social como a da professora Sandra Elisa de Assis Freire são muito importantes para trazer uma maior compreensão deste fenômeno e assim contribuir para a redução do sofrimento mental dos brasileiros e promover melhor qualidade de vida.

Sua pesquisa, intitulada “Pressão Econômica, Casamento e Prática parental: como se encontra a dinâmica familiar no contexto da crise financeira?” tem o objetivo de elaborar e reunir evidências de validade e precisão da Escala de Pressão Econômica, tendo por base os indicadores de pressão econômica propostos no modelo de Estresse Familiar elaborado por Conger e Elder e a influência da pressão econômica sobre o conflito conjugal e problemas disciplinares dos filhos, como também ampliar o modelo para incluir outras variáveis que possam trazer soluções no enfrentamento da pressão econômica. O trabalho obteve financiamento da FAPEPI através do Edital Nº 007/2018 – PROGRAMA PRIMEIROS PROJETOS (PPP).

O Modelo de Estresse Familiar (FSM – Family Stress Model) foi desenvolvido em 1994 pelos pesquisadores Conger e Elder na tentativa de explicar como os problemas financeiros influenciavam as famílias no cenário de uma grave recessão econômica agrícola que atingiu o estado de Iowa, EUA, durante a década de 1980. O modelo propõe que as dificuldades econômicas levam à pressão econômica na dinâmica familiar. O termo pressão econômica refere-se à avaliação subjetiva que a pessoa faz de sua situação financeira, por exemplo quando não está conseguindo pagar as contas e cumprir com as responsabilidades financeiras, o que pode ocasionar estresse e conflitos. 

De acordo com a professora e pesquisadora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Piauí (Campus Parnaíba), com essa pressão econômica, a relação conjugal é uma das áreas mais afetadas, tendo sido associada à instabilidade marital, aumento de conflitos, padrões de comunicação negativos e menor qualidade de relacionamento. De acordo com o Modelo de Estresse Familiar, as desacelerações macroeconômicas, como inflações e recessões, que produzem altos níveis e longos períodos de desemprego, combinadas com redes de segurança social limitadas que não têm capacidade de proteger adequadamente as famílias vulneráveis, criam dificuldades generalizadas para os indivíduos e suas famílias. 

O Modelo de Estresse Familiar propõe que a pressão econômica pode ser medida por meio de indicadores como: a impossibilidade de satisfazer a algumas necessidades básicas, como é o caso da alimentação e compra de roupas; incapacidade de pagar as despesas, e a necessidade de fazer reduções e ajustes em aspectos essenciais, como é o caso do cuidado com a saúde. O modelo sugere que dificuldades no âmbito financeiro desencadeiam uma pressão de caráter subjetivo no meio familiar/conjugal e ainda prevê que, no caso de um aumento no nível da pressão econômica, os pais correm maior risco de apresentar sofrimento emocional (ex. depressão, ansiedade, raiva) e problemas comportamentais (ex. uso de substâncias). Este modelo tem sido testado em vários países que apresentam realidades econômicas e culturais distintas, e os resultados dos achados dessas pesquisas têm convergido para a semelhança dos resultados observados no estudo original.  

Desta forma, indivíduos em famílias com dificuldades econômicas também experimentam sofrimento emocional, raiva e frustração, que afetam suas relações familiares. Estudos recentes também mostram que as crianças que crescem em condições de dificuldades econômicas estão em maior risco de apresentar problemas comportamentais, diminuição na competência social e habilidades cognitivas mais baixas. 

Resultados de estudos recentes sobre o impacto da crise econômica sobre a saúde mental de indivíduos salientaram alguns aspectos que merecem atenção: ocorre o aumento de problemas de saúde mental em tempos de crise; o medo do desemprego, de perder casa ou não conseguir sustentá-la com as condições essenciais para a família. A redução de benefícios sociais, entre outros, acarreta um enorme stress nos indivíduos e nas famílias, o que pode conduzi-los a diversos problemas de saúde mental, tais como depressão, ansiedade, suicídio, entre outros.

A pesquisa durou 2 anos e contou com a participação de 369 pessoas, sendo a maioria do sexo feminino (65%) e 33,6% do sexo masculino, com média de idade de 36,5 anos. No que diz respeito à ocupação, 52% dos participantes informaram ter emprego fixo, 22,5% trabalham por conta própria e 14,6% declararam estar desempregados. Dentre outras informações, foi perguntado sobre alterações no rendimento da família no último ano, em que 36,9% afirmaram que o valor da renda diminuiu; para 37,9% dos participantes o valor manteve-se e para 22,8% dos participantes o valor aumentou. Ainda 60,2% dos participantes declararam que têm ou tiveram o nome negativado, e 79,9% afirmaram que a situação econômica do país afetou sua situação financeira, principalmente na área de desemprego e poder de compra.

A professora conta que este estudo forneceu diversos resultados exploratórios e com eles foi possível identificar uma estrutura de duas dimensões, diferente do que foi teoricamente preconizado por Conger e Elder (1994), cuja teoria destaca a pressão econômica composta por três dimensões, a saber: perda de renda, trabalho instável ou status de estar desempregado e endividamento. Enquanto que empiricamente no decorrer do trabalho a pressão econômica foi explicada por duas dimensões, de modo que a perda de renda exerce um papel conjunto com o trabalho instável e com o endividamento, e isso se mostrou coerente com os aspectos teóricos abordados.

Observou-se que o agrupamento dos itens nos fatores da Escala de Pressão Econômica permitiu a definição destes em 2 grupos. O fator 1 denominado “perda de renda e trabalho instável” corresponde à instabilidade financeira provocada por um trabalho que não garante seguramente uma renda fixa, levando as pessoas a vivenciar condições econômicas difíceis e gerando uma vulnerabilidade emocional, dessa forma as pessoas passam a procurar soluções para não ter dificuldades financeiras e não ficarem desempregadas. O fator 2 “perda de renda e endividamento” representa as mudanças financeiras negativas em forma de perda de renda que geram recursos limitados levando as pessoas a acumular dívidas que comprometem o orçamento familiar.

“A partir dos resultados preliminares, foi possível verificar que a pressão econômica foi preditora de sintomas de sofrimento emocional (estresse, ansiedade e depressão) entre os cônjuges, algo congruente com os resultados encontrados em estudos prévios que utilizaram o Modelo de Estresse Familiar. Uma possível explicação para tal resultado pode estar relacionada com a renda familiar da maioria das pessoas; 65,4% indicaram que sua renda familiar se encontrava entre 2 e 10 salários mínimos, em que – 35,0% disse sustentar a família entre 2 e 4 salários mínimos e 30,4% entre 4 e 10 salários mínimos; enquanto 28,3% sustentam suas famílias com até dois salários mínimos. Destas, 50,8% afirmou que a situação econômica do país afetou sua situação financeira e 41,7% disse que já esteve com o nome negativado no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) ou Serasa. Os resultados também permitiram confirmar a correlação entre a pressão econômica e os conflitos na relação entre os casais”, conta a professora.

Frente aos efeitos nocivos das crises econômicas na dinâmica familiar e conjugal, as características individuais e os recursos que cada um possui no sistema familiar podem contribuir para desenvolver um enfrentamento positivo frente a crise. Estudos recentes indicam que atitudes positivas no enfrentamento dessa crise,contribui para o bem-estar do casal e dos filhos. Por exemplo, Taylor, Larsen-Strife, Conger, Widaman e Cutrona (2010) em seus trabalhos, identificaram que as mães otimistas demonstraram maior resistência ao impacto negativo do estresse econômico. Em termos de parentalidade, Brody, Murry, Kim e Brown (2002) descobriram que as mães com altos níveis de autoestima, juntamente com uma visão mais otimista da vida, eram mais propensas a exibir uma maternidade promotora de competências. Nessa mesma direção, Castro-Schilo et al. (2013) descobriram que as mães e os pais otimistas apresentavam uma parentalidade mais positiva, que estava associada à competência social de seus filhos. Estratégias semelhantes podem contribuir para uma melhor dinâmica entre casais, como conta a professora Sandra:

Pesquisas recentes apontam que a maneira como o casal maneja os recursos financeiros interfere na qualidade de seu relacionamento e tem implicações na qualidade de vida das famílias. Desta forma, se o casal mantém um constante diálogo sobre a distribuição da renda e um gerenciamento compartilhado do dinheiro, tais aspectos podem contribuir para o aumento da afetividade e intimidade conjugal, como também no aumento do nível de intimidade financeira e consequentemente estes aspectos podem contribuir de forma efetiva na adoção de estratégias positivas no enfrentamento da crise econômica”, finaliza a professora.   

Além de uma gestão racional dos recursos financeiros, estes trabalhos mostram que o enfrentamento à pressão econômica também necessitam de medidas que vão além da renda em si, como o diálogo familiar e conjugal e inteligência emocional, que é indispensável para a resiliência em tempos de crise.

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Finep realiza visita técnica a empresas amparadas no Piauí

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  • Post last modified:23 de agosto de 2022
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A Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, através de seu analista, o professor Luiz Antonio Coelho Lopes realiza essa semana visitas técnicas a empresas piauienses amparadas pelos programas Centelha I e TecNova II. As empresas contempladas pelo Centelha são Biotecnologia e Fábrica de Gênios. As do TecNova II, por sua vez, são a Vale do Leite e Biotec.

Tendo em vista que está em reta final a inserção de propostas para o Edital Centelha II, a equipe da Finep veio ao estado também com o objetivo de ampliar e qualificar a prospecção do projeto.

Com a visita foi possível constatar a importância das subvenções para apoiar e impulsionar o empreendedorismo inovador local. “O empreendedor ou quem pretende se tornar um não pode perder essa oportunidade. O Centelha é um programa que capacita as pessoas a transformar seus empreendimentos, isso traz mais desenvolvimento regional”, afirma Coelho.

O Tecnova é o programa de subvenção econômica da Finep que visa promover um significativo aumento das atividades de inovação e o incremento da competitividade das empresas e da economia estadual por meio de apoio a projetos de inovação, que envolvam significativo risco tecnológico associado a oportunidades de mercado para o desenvolvimento dos setores econômicos considerados estratégicos nas políticas públicas federais e aderentes à política pública estadual de inovação.

Já o Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Brasil. O programa irá oferecer capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação CERTI.

As inscrições para o Centelha II seguem abertas até o dia 31 de agosto, através do site https://programacentelha.com.br/pi/.

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Finep lança edital para financiamento de pesquisas relacionadas a doenças raras

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  • Post last modified:20 de setembro de 2022
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A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovaçõs (MCTI) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) torna pública a SELEÇÃO PÚBLICA MCTI/FINEP/FNDCT, que tem o objetivo de conceder recursos financeiros não-reembolsáveis para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, em projetos que envolvam risco tecnológico para o diagnóstico, tratamento e reabilitação de pessoas com Doenças Raras (DR), a fim de reduzir a incapacidade causada por essas doenças, contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com doenças raras e melhorar o acesso aos serviços de saúde e à informação.

Doença Rara (DR) é definida como aquela que acomete até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos, ou 1,3 pessoas para
cada 2 mil indivíduos, com base em dados oficiais nacionais ou, quando inexistentes, em dados publicados
em documentação técnico-científica (Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras – Portaria nº 199/ 2014.

As propostas deverão ser enviadas à FINEP por meio da Internet, até as 17h do dia 8 de setembro de 2022, por meio do Formulário de Apresentação de Propostas – FAP específico para esta Seleção Pública, disponível a partir do dia 9 de agosto no Portal da FINEP, no endereço www.finep.gov.br. O resultado final será divulgado no dia 6 de dezembro de 2022 no mesmo endereço eletrônico.

Serão apoiados projetos que contemplem soluções inovadoras aderentes às Linhas Temáticas abaixo relacionadas:

Linha temática 1 – Rastreamento, diagnóstico e marcadores prognósticos de Doença Rara (DR) com foco em um ou mais dos seguintes aspectos:

a) Desenvolvimento de insumos e aprimoramento de técnicas de metabolômica (que inclui lipidômica, proteômica e glicômica), sequenciamento genômico em larga escala e bioinformática para melhorar o diagnóstico de DR;

b) Estudos demonstrando a aplicação de sequenciamento de nova geração como teste de primeira linha para acelerar o diagnóstico de DR;

c) Avaliação da variabilidade de penetrância e de expressividade em DR (associação entre genótipo e fenótipo);

d) Biomarcadores na progressão de DR;

e) Novos métodos para rastreamento neonatal e diagnóstico de DR para atualização das tecnologias implementadas no SUS;

f) Desenvolvimento de tecnologias point of care para diagnóstico de DR.

Linha temática 2 – Abordagem terapêutica de Doença Rara (DR), incluindo ensaios clínicos, com foco em um ou mais dos seguintes aspectos:

a) Terapia avançadas;

b) Desenvolvimento de novas drogas e reposicionamento de drogas;

c) Biológicos e Plataformas de biotecnologia;

d) Biomarcadores de resposta ao tratamento;

e) Tecnologia farmacêutica e nanotecnologia (delivery de drogas e terapias).

As Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados (FAPs) poderão apoiar os projetos aprovados por meio dessa chamada pública, seja de forma complementar ao apoio aprovado no âmbito desse edital, seja por meio de apoio às propostas aprovadas nesse edital que estejam fora do limite de recursos disponíveis. O apoio das FAPs deverá ser realizado através de seus instrumentos próprios, adequados ao apoio dos projetos objeto dessa chamada pública, devendo a FAP que realizar tal apoio informar tempestivamente a Finep para se evitar sobreposição de recursos financeiros às mesmas atividades ou projetos.

São elegíveis a participação neste edital:

a) Na qualidade de CONVENENTE: Fundação de Apoio, ICT estadual, municipal ou distrital e ICT privada;

b) Na qualidade de EXECUTORA PRINCIPAL: ICT pública e ICT privada;

c) Na qualidade de CO-EXECUTORA: ICT pública e ICT privada;

d) Interveniente CO-FINANCIADORA: Empresa(s) brasileira(s) – OPCIONAL.

As propostas deverão ser apresentadas em arranjo institucional composto por uma única Instituição Proponente (convenente), que será responsável pelo gerenciamento e execução financeira do projeto, e por pelo menos uma ICT Executora, que será responsável pela coordenação e execução técnica do projeto. O prazo máximo de execução do projeto deverá ser de 36 (trinta e seis) meses de duração, prorrogáveis por até 6 (seis) meses de acordo com a necessidade técnica.

Dúvidas a respeito do conteúdo da presente Seleção Pública deverão ser dirigidas exclusivamente para o endereço eletrônico sac@finep.gov.br. A FINEP, a seu critério, poderá divulgar as perguntas e as respostas.

Para mais informações, acesse a íntegra do edital aqui.

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Pesquisa da UFDPar avalia impactos da pandemia entre a população idosa

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  • Post last modified:1 de agosto de 2022
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A pandemia da covid-19 se revelou um problema de saúde sem precedentes na história recente da humanidade e que logo no início atingiu de forma significativa especialmente as pessoas idosas em diferentes partes do mundo. No início da emergência sanitária, quando muitas pessoas ainda não tinham a real dimensão da gravidade da crise, a população idosa foi a grande vítima fatal do vírus pelo mundo, em especial na China e Itália, no primeiro semestre de 2020. 

A situação de crise sanitária mundial também suscitou questões éticas com relação ao direito à vida e à legitimidade dos direitos dos idosos. Como se já não fosse suficiente ter de lidar com as possibilidades de dificuldades a mais que a idade avançada pode trazer, como riscos de doenças, o grupo etário mais velho também é vítima de um conjunto de preconceitos conhecidos como idadismo, ou etarismo, um preconceito que leva estereótipos negativos para a velhice e que põe como ideal de vida uma eterna juventude, além de enxergar o idoso na sociedade como alguém improdutivo e que, por isso, pode ser descartado. Essa pandemia acentuou a culpabilização dos idosos por terem criado demanda para o sistema de saúde mais do que jovens, que são vistos como produtivos.

Levando em conta essas problemáticas, é um fato que as tensões impostas pela pandemia, como o medo de contaminação e a falta de recursos, fizeram emergir alguns debates, entre os quais o fato dos idosos terem sido considerados uma das principais preocupações nesse momento de crise. Nesse sentido, diante da escassez de estudos mais profundos acerca de como a qualidade de vida social dos idosos durante a pandemia foi afetada, foi aprovada pelo Edital 002/2021 da Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI), a pesquisa coordenada pelo professor Ludgleyson Fernandes de Araújo do departamento de Psicologia da Universidade do Delta do Parnaíba (UFDPar) intitulada “Qualidade de vida e representações sociais frente à pandemia da covid-19: Um estudo entre idosos brasileiros.”

A pesquisa é exploratória e descritiva, utiliza dados transversais e contou com a participação de 130 idosos com 60 anos ou mais de ambos os sexos, residentes no Brasil. O trabalho foi organizado em dois estudos: No Estudo I elaborou-se uma pesquisa sobre as representações sociais de idosos em relação à covid-19. No Estudo II realizou-se um estudo sobre a qualidade de vida na velhice. O objetivo central dos pesquisadores é que este conjunto de pesquisas possam oferecer subsídios para a elaboração de estratégias e a implementação de melhorias nas práticas psicossociais frente à qualidade de vida na velhice e suas implicações frente a covid-19, a fim de fornecer subsídios teórico-práticos para os serviços de assistência social e para as pessoas idosas frente à pandemia.

“O distanciamento social das famílias e dos amigos foi o que mais afetou os idosos durante a pandemia. A qualidade de vida também transparece na pesquisa estar associada à saúde e aos recursos financeiros. Além da solidão que também aparece muito como uma das coisas que afeta esse grupo”, relata Gutemberg Sousa, bolsista de iniciação científica.

Também foram objetos do estudo compreender como os idosos brasileiros elaboram suas vivências acerca da velhice; como atuam os fatores sócio-cognitivos relacionados à representação da qualidade de vida na velhice de idosos brasileiros; conhecer a estrutura das representações sociais da qualidade de vida e pandemia da covid-19; elaborar material educativo em saúde (cartilha informativa acerca da pandemia na velhice que sirva de orientação aos familiares, idosos, coordenadores de grupos de convivências para idosos, psicólogos e demais profissionais da área da saúde e da educação); desenvolver um aplicativo para smartphone gratuito (iOS e Android) com informações educativas em saúde sobre qualidade de vida e a covid-19 para ser usado por profissionais de saúde, cuidadores, familiares e os próprios idosos.

“Essa pesquisa que levamos a cabo tem parceria com a Universidad Católica del Maule, do Chile, e a Universidad de Zaragoza, na Espanha, onde temos feito uma pesquisa transcultural. Nós sabemos que grande parte dos nossos idosos sofreram um impacto muito grande, muitos inclusive vieram a óbito. Frente a isso, este trabalho tem dado uma contribuição bastante significativa porque nós temos entendido que a qualidade de vida está muito associada à forma como a saúde e as políticas públicas chegam às pessoas idosas. Muitos idosos relatam que vivem o seu envelhecimento de forma ativa, produtiva, com independência, mas por outro lado muitos deles sofreram impactos nas suas famílias, amigos, pessoas próximas, e isso tem causado certo sofrimento psíquico neles”, conta o professor Ludgleyson.  

Ao longo da pesquisa foi aplicado um questionário sóciodemográfico, com a finalidade de obter informações sobre idade, sexo, estado civil, etnia, renda, orientação sexual, religião, se já foi vacinado contra a covid-19; um teste de Associação Livre de Palavras (TALP), com o qual foi possível obter um conjunto de representações sociais sobre qualidade de vida e pandemia da covid-19 e uma entrevista semiestruturada, para compreender as percepções dos participantes sobre velhice, qualidade de vida e pandemia da covid-19.

Os pesquisadores agora buscam com os resultados obtidos fomentar o desenvolvimento de práticas educativas junto a comunidade de idosos através de palestras, seminários, para disseminar informações que alcancem todos os campos de atuação em que a pandemia da covid-19 na velhice possa estar presente, visando o enfrentamento das situações adversas; encorajar novas produções acadêmico-científicas nacionais e internacionais; incrementar a internacionalização da pesquisa com o grupo de investigação dos pesquisadores no “Núcleo de Pesquisa e Estudos em Desenvolvimento Humano, Psicologia Educacional e Queixa Escolar” no Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFDPar.

“É uma pesquisa que tem uma grande contribuição para dar à psicogerontologia brasileira, em particular ao Piauí, na medida que estamos descobrindo e trazendo dados recentes de como a chegada da pandemia afetou negativamente a vida dos idosos”, afirma o professor.

Os resultados alcançados e as contribuições transculturais vão contribuir para uma maior robustez teórica e conceitual acerca do envelhecimento e o enfrentamento da pandemia da covid-19 com dados empíricos gerados em nosso meio, bem como na intervenção eficaz para convivência saudável das pessoas idosas e as diferentes faixas etárias. “Gostaria de agradecer à FAPEPI pelo fomento dado à pesquisa piauiense, na forma dos editais de iniciação científica, em especial da Universidade Federal do Delta do Parnaíba. Esperamos que possamos futuramente firmar novas parcerias para a produção do conhecimento científico”, finaliza o professor Ludgleyson.

O termo “ageism” (ou etarismo) foi criado por Robert Neil Butler, gerontólogo, em 1969, para se referir à intolerância relacionada à idade. De lá para cá, o mundo seguiu vendo o envelhecimento da população mundial, com o aumento das expectativas de vida nos países. A expectativa de vida global aumentou de 64,2 anos (em 1990) para 72,6 anos em 2019, e deve chegar a 77,1 em 2050; e em 2018, pela primeira vez, pessoas com 65 anos ou mais superaram em número as crianças menores de cinco anos no mundo, segundo dados da ONU, divulgados em junho de 2019 pela Agência Brasil. Fato é que os idosos são os grandes responsáveis para a coesão social e a cultura, por serem os atores que testemunharam acontecimentos históricos e que trazem essa memória para a melhor compreensão da vida pelos mais jovens, além de ser uma população crescente devido a queda das taxas de fecundidade e aumento da expectativa de vida.

O site das Nações Unidas Brasil destaca algumas recomendações para essa faixa etária, entre elas: que nenhuma pessoa, jovem ou velha, é dispensável, e que os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos os outros; que embora o distanciamento físico tenha sido crucial nos piores momentos, não se pode esquecer que o mundo é uma comunidade e que todos estão ligados; que todas as respostas sociais, econômicas e humanitárias devem levar em consideração as necessidades dos idosos, desde a cobertura universal de saúde à proteção social, trabalho decente e pensões. O secretário-geral da ONU também disse que o mundo não deve “tratar as pessoas mais velhas como invisíveis ou impotentes.”

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Iniciadas as submissões de propostas para o Edital de apoio a eventos científicos

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  • Post last modified:28 de julho de 2022
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A Fundação de Amapro à Pesquisa no Piauí – FAPEPI comunica a todos os pesquisadores vinculados à Instituições, órgãos ou empresas de Ensino Médio, Técnico, Tecnológico, Superior e/ou de Pesquisa, públicos ou privados sem fins lucrativos, sediados no Piauí e a sociedade civil piauiense a abertura do período de submissão de propostas no âmbito do Edital Nº 006/2022 – Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos, de Divulgação Científica e Tecnológica – PAP – Divulgação Científica da FAPEPI, que regulamenta a concessão de apoio financeiro à realização de eventos e produções técnico-científicas, artística/cultural de reconhecida relevância científica, tecnológica, artística e literária para o desenvolvimento do Estado do Piauí.

O período de submissões inicia hoje, dia 25 de julho de 2022 e se estende até o dia 28 de outubro de 2022. As propostas poderão abordar temáticas de qualquer uma das áreas dos conhecimentos que compõem as Câmaras Técnico-Científicas da FAPEPI; deverão apresentar previsão de execução no período de julho a dezembro de 2022 e devem ser encaminhadas através do sistema SIGFAPEPI (http://sistema.fapepi.pi.gov.br/).

Para apresentar solicitação de apoio financeiro ao evento, o proponente deverá ter seu currículo, bem como os demais integrantes da equipe executora, cadastrado no SIGFAPEPI e na Plataforma Lattes (www.lattes.cnpq.br/) atualizados; possuir preferencialmente, o título de Doutor; ter atuação em área afim com a do evento a ser realizado; ser o coordenador da proposta de realização do evento; ter vínculo formal e efetivo com a instituição, empresa ou órgão de execução da proposta; apresentar uma única proposta para o referido Edital e não possuir qualquer inadimplência, seja relatórios ou prestação de contas com a FAPEPI ou com a Administração Pública Estadual.

Serão destinados a este Edital recursos financeiros no valor total de até R$ 611.347,00 (seiscentos e onze mil, trezentos e quarenta e sete reais) oriundos do tesouro estadual do Piauí e definidos na programação orçamentária da FAPEPI. O apoio financeiro será concedido de forma total ou parcial, em relação ao orçamento e/ou ao plano de trabalho demonstrado na proposta de evento.

Para mais detalhes, confira a íntegra do Edital aqui.

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Pesquisa auxilia no diagnóstico de leishmaniose visceral utilizando inteligência computacional

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A Leishmaniose Visceral, ou calazar, é uma doença não contagiosa, por muitas vezes negligenciada, causada por protozoários pertencentes ao gênero Leishmania. No Brasil a doença ocorre em média com cerca de 3.500 casos/ano. A doença afeta, além do homem, um número considerável de mamíferos, com destaque para cães e roedores. Os principais sintomas em humanos são febres, fadiga, perda de peso, anemia e aumento do tamanho do fígado e do baço. A Leishmaniose Visceral se não tratada, é altamente letal. No período entre 2008 e 2018, foram notificados 3.783 casos novos no Piauí. Com isso, observa-se que a quantidade de casos no estado vem aumentando. Ao se analisar o ranking da carga das doenças tropicais negligenciadas no Piauí, entre os anos de 2008 a 2017, constata-se que as leishmanioses ocupam a maior carga dentro do estado, ficando à frente de doenças como a doença de chagas, cisticercose e dengue.

O padrão geral para o diagnóstico das leishmanioses é o exame parasitológico, através da visualização direta do protozoário em microscópio ótico. No caso da Leishmaniose Visceral, os protozoários são obtidos através de amostras sanguíneas preferencialmente do baço, para maior precisão, mas também é possível utilizar amostra da medula óssea, linfonodos ou fígado. No exame físico é possível palpar o fígado e o baço para confimar o aumento de tamanho. O diagnóstico precoce da leishmaniose é muito importante pois os tratamentos possuem maior eficiência quando iniciados nas etapas iniciais da doença, principalmente para a leishmaniose visceral. Técnicas mais sofisticadas e caras raramente estão disponíveis nas regiões endêmicas, fazendo com que o diagnóstico por exame parasitológico seja amplamente utilizado. Entretanto, a precisão do método depende da carga parasitária e da habilidade do examinador. É recomendado que seja utilizado sempre mais de um método para um diagnóstico mais preciso.

Frente a isso, se faz necessário que se desenvolva tecnologias atuais e seguras para diagnóstico, tratamento e controle da doença. Com o intuito de ampliar os métodos de diagnóstico da Leishmaniose Visceral, está sendo desenvolvida uma pesquisa, contemplada pelo Edital 002/2021 – PBIC da FAPEPI, coordenada pelo professor Romuere Rodrigues, docente do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação na Universidade Federal do Piauí (Picos), do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Elétrica da UFPI e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da UFPI.

Com experiência na área de Processamento Digital de Imagens e Visão Computacional, tendo inclusive já participado do desenvolvimento de um método de identificação do glaucoma, utilizando descritores de textura combinados a Redes Neurais Convolucionais, o professor atualmente desenvolve o projeto intitulado “Método automático para detecção de Leishmaniose Visceral em humanos” de maneira semelhante, busca através de métodos automáticos baseados em visão computacional, auxiliar o diagnóstico.

O objetivo geral deste projeto é desenvolver um sistema computacional para auxílio ao diagnóstico da leishmaniose visceral em imagens de lâminas provenientes do exame parasitológico (microscopia) da medula óssea, aumentando a celeridade do diagnóstico. A equipe responsável também pretende criar uma base de imagens públicas de imagens de lâminas provenientes do exame parasitológico da medula óssea e disponibilizar a nova tecnologia ao SUS. “O material é colocado em uma lâmina e analisado no microscópio por especialistas. Uma lâmina gera uma grande quantidade de imagens, o que queremos é facilitar o trabalho de quem vai analisar a lâmina”, conta o pesquisador.

Esquema de diagnóstico por inteligência computacional

Uma vez que as características de todas as regiões são segmentadas, é possível utilizar algoritmos de aprendizagem de máquina para reconhecer a presença da LV nas imagens. O professor e sua esquipe estão utilizando além de redes neurais para classificação de dados, também outros métodos da literatura, tais como: máquina de vetor de suporte e comitê de classificadores (floresta aleatória, AdaBoost e XGBoost).

“A pesquisa está dividida, basicamente, em duas etapas: Detectar quais campos das lâminas possuem Leishmaniose, no processo de classificação de imagens; e nestas lâminas que possuem Leishmaniose, realizar a contagem da quantidade de parasitos, no processo de segmentação e contagem”, conta o professor Romuere.

Ilustração da metodologia utilizada

O professor revela que os resultados são animadores. Na utilização de redes neurais para classificação das imagens, os níveis de acurácia chegam a 99%. Com a prorrogação dos recursos da bolsa, a equipe conta com mais um ano para aprimorar os métodos de detecção. “A partir da classificação das imagens, será realizada a validação dos resultados da pesquisa, apresentando as taxas de acerto nos mais diversos cenários além do nível de confiabilidade da solução proposta. Essa última etapa de validação será feita utilizando as principais métricas para medir o desempenho dos algoritmos de classificação: acurácia, índice kappa e f-score. Após isso, teremos um MVP (Minimum Viable Product) da solução e o mesmo será disponibilizado ao SUS”, finaliza o professor.

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FAPEPI e CNPq investem 5,6 milhões em regionalização e interiorização de doutores

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Reunião com os bolsistas do PDCTR

Na última sexta-feira, dia 8 de julho de 2022, ocorreu uma reunião online entre pesquisadores contemplados pela bolsa do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional no Estado do Piauí (PDCTR). Nesta reunião eles se apresentaram, bem como apresentaram sua equipe técnica e seus respectivos planos de trabalho. Esta reunião contou com a presença de 8 bolsistas.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos provenientes do orçamento da FAPEPI e com recursos do orçamento do CNPq, com base no Acordo de Cooperação CNPq/FAPEPI – PDCTR 2021-2031, destinado ao fomento de atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação no âmbito do Programa PDCTR no estado do Piauí.

Foram alocados para este edital recursos financeiros no valor total R$ 2.620.800,00 (dois milhões e seiscentos e vinte mil e oitocentos reais), oriundos do CNPq e R$ 210.000,00 (duzentos e dez mil reais) oriundos do Tesouro Estadual. 

O Acordo ainda prevê o lançamento de um novo edital, totalizando um valor global de R$ 5.661.600,00; 5.241.600,00 do CNPq e R$ 420.000,00 da FAPEPI.

Ao todo, 20 propostas foram aprovadas pelo edital. O resultado final foi disponibilizado no site da FAPEPI em abril de 2022. Além do resultado final, também foram publicados os resultados de classificados e recomendados fora do quadro de bolsas e também das propostas não recomendadas. 

O objetivo do edital é implementar o Programa PDCTR-PI no estado do Piauí, em conformidade com as normas do CNPq e da FAPEPI, tendo por objetivo estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições ou empresas públicas ou privadas, de ensino superior e/ou de pesquisa científica, tecnológica e de  inovação.

O programa segue duas vertentes. A primeira delas é a regionalização, que é caracterizada pela atração de doutores de outras regiões do país para áreas metropolitanas. Nesse caso, não é permitida a concessão da bolsa a doutores formados e/ou radicados no próprio estado. 

A outra vertente é a interiorização, que se caracteriza pela atração de doutores para microrregiões reconhecidas pelo CNPq como de baixo desenvolvimento científico e tecnológico (fora das áreas metropolitanas), permitindo a concessão da bolsa a doutor formado ou radicado no próprio estado.

“O programa tem o objetivo de atrair e fixar doutores no Piauí. Ao se proporcionar a oportunidade deste pesquisador executar uma pesquisa, porventura um concurso público, isso conduz a um aprimoramento na qualidade das pesquisas, da formação dos graduandos e pós-graduandos das IES do estado, consequentemente repercutindo no desenvolvimento socioeconômico do Piauí”, afirma Eliana Morais, Gerente Técnico-Científica da FAPEPI.

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Inscrições para a chamada CONFAP-CNPq-THE UK Academies se encerram no dia 18 de julho

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A chamada CONFAP-CNPq-THE UK Academies, realizada em parceria com as instituições britânicas The Royal Society, The Academy of Medical Sciences e The British Academy foi lançada oficialmente no dia 25 de maio de 2022, com o objetivo de fomentar a vinda de pesquisadores britânicos para trabalharem em conjunto com pesquisadores brasileiros, em institutos de pesquisa e universidades sediadas no Brasil.

O fomento será oferecido pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) que aderiram à chamada, na qual a Fundação de Amparo à Pesquisa no Piauí (FAPEPI) faz parte. Propostas para outros estados poderão receber fomento diretamente do CNPq.

Para pesquisadores que irão submeter propostas via FAPs que aderiram à chamada (com exceção da FAPESP – São Paulo) e via CNPq, as inscrições estão disponíveis no link: sistema.confap.org.br. As propostas devem ser apresentadas em inglês. As inscrições se encerram no dia 18 de julho de 2022, às 12h00 (horário de Brasília).

Para mais informações sobre a chamada, envie um e-mail para: fundonewton.confap@gmail.com.

Pesquisadores que pretendam desenvolver suas atividades no Estado de São Paulo devem entrar em contato pelo formulário da FAPESP: www.fapesp.br/en/contact.

Para pesquisadores que pretendam submeter suas propostas via CNPq, mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: dileine.cunha@cnpq.br.

A íntegra do edital pode ser conferida aqui.

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